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    1 “Agora, porém, ó Jó, por favor, ouve as minhas palavras,*1 E dá ouvidos a tudo o que eu falar.*2

    1. “Minhas palavras.” Hebr.: mil·laí.

    2. Lit.: “[todas as] minhas palavras”. Hebr.: deva·raí.

    2 Por favor, eis que tenho de abrir minha boca; Minha língua com meu palato tem de falar.

    3 Minhas declarações são a retidão de meu coração, E conhecimento é o que meus lábios enunciam sinceramente.

    4 O próprio espírito de Deus*1 me fez E o fôlego do próprio Todo-poderoso passou a fazer-me viver.

    1. Lit.: “O . . . espírito de Deus.” Hebr.: ru·ahh-’Él.

    5 Se puderes, replica-me, Enfileira [palavras] diante de mim; toma deveras a tua posição.

    6 Eis que sou para o [verdadeiro] Deus exatamente o que tu és; Também eu fui moldado do barro.

    7 Eis que nenhuma terribilidade minha te apavorará E nenhuma pressão da minha parte pesará sobre ti.

    8 Apenas tu disseste aos meus ouvidos, E eu ouvia o som das [tuas] palavras:

    9 ‘Sou puro, sem transgressão; Estou limpo, não tenho erro.

    10 Eis que ele acha ensejo para oposição contra mim, Toma-me por inimigo seu.

    11 Põe os meus pés no tronco, Vigia todas as minhas veredas.’

    12 Eis que nisto não tiveste razão, respondo-te eu; Porque Deus*1 é muito mais do que um homem mortal.

    1. “Deus.” Hebr.: ’Elóh·ah.

    13 Por que é que contendeste com ele, Porque não responde a todas as tuas palavras?

    14 Porque Deus*1 fala uma vez E duas vezes — embora não se repare nisso —

    1. “Deus.” Hebr.: ’El.

    15 Num sonho, numa visão da noite, Quando profundo sono cai sobre os homens Durante os cochilos sobre a cama.

    16 É então que ele destapa o ouvido dos homens E apõe seu selo à exortação [dada] a eles,

    17 Para desviar o homem*1 do seu ato E para encobrir do varão vigoroso*2 o próprio orgulho.

    1. Ou “o homem terreno”. Hebr.: ’a·dhám.

    2. “Do varão vigoroso.” Hebr.: mig·gé·ver.

    18 Refreia a sua alma de [ir à] cova E sua vida de desaparecer por meio duma arma de arremesso.*1

    1. “De desaparecer por meio duma arma de arremesso.” BHK propõe correções que fariam isso rezar: “de passar para o Seol”, paralelizando assim com “cova” na primeira parte do v.

    19 E ele é deveras repreendido com dor sobre a sua cama, E a altercação dos seus ossos é contínua.

    20 E sua vida certamente torna o pão repugnante E a sua própria alma, comida desejável.

    21 Sua carne se definha diante da vista E seus ossos que não se viam certamente ficam expostos.

    22 E sua alma se chega à cova E sua vida aos que infligem a morte.*1

    1. “Aos que infligem a morte.” Mediante uma correção do M: “aos mortos”, ou: “ao lugar dos mortos”.

    23 Se há para ele um mensageiro,*1 Um porta-voz,*2 um dentre mil, Para contar ao homem a sua retidão,*3

    1. Ou “um anjo”. Lat.: án·ge·lus.

    2. Ou “um intérprete”.

    3. “Sua retidão”, M; LXX: “sua própria culpa. Ele mostrará a sua falta de entendimento”.

    24 Então ele o favorece e diz: ‘Isenta-o de descer à cova! Achei um resgate!*1

    1. Ou “cobertura”. Hebr.: khó·fer.

    25 Torne-se a sua carne mais fresca do que na infância; Volte ele aos dias do seu vigor juvenil.’

    26 Suplicará a Deus*1 para que tenha prazer nele, E verá a sua face com gritos de alegria, E Ele restituirá a Sua justiça ao homem mortal.*2

    1. “Deus.” Hebr.: ’Elóh·ah; LXX: “Jeová”.

    2. “Ao homem mortal.” Hebr.: le·’enóhsh.

    27 Cantará para os homens e dirá: ‘Pequei; e perverti o que era reto E certamente isso não era próprio para mim.

    28 Ele remiu a minha*1 alma de passar para a cova, E a minha própria vida verá a luz.’

    1. “Minha”, MLXXSy; MmargemTVg: “sua”.

    29 Eis que todas estas são as coisas que Deus*1 realiza, Duas vezes, três vezes, no caso dum varão vigoroso,

    1. “Deus.” Hebr.: ’El.

    30 Para fazer a sua alma recuar da cova, Para que fique esclarecido com a luz*1 dos viventes.

    1. Segundo M; Sy: “para ver a luz”.

    31 Presta atenção, ó Jó! Escuta-me! Cala-te, e eu mesmo continuarei a falar.

    32 Se houver quaisquer palavras [para dizer], replica-me; Fala, pois me agradei da tua justiça.

    33 Se não houver nenhuma, escuta-me tu mesmo; Cala-te, e eu te ensinarei sabedoria.”