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    1 “Minha alma certamente se enfada da minha vida. Vou externar a minha preocupação comigo mesmo.*1 Vou falar na amargura da minha alma!

    1. “Comigo mesmo”, MVg; LXX: “com ele”.

    2 Direi a Deus:*1 ‘Não me pronuncies iníquo. Faze-me saber por que é que contendes comigo.

    1. “Deus.” Hebr.: ’Elóh·ah.

    3 É bom para ti fazeres o errado, Rejeitares [o fruto da] labuta das tuas mãos,*1 E realmente reluzires sobre o conselho dos iníquos?

    1. Ou “palmas”.

    4 Acaso tens olhos de carne, Ou vês assim como o homem mortal vê?

    5 São os teus dias como os dias do homem mortal, Ou os teus anos iguais aos dias dum varão vigoroso,

    6 Que tentes achar o meu erro E continues a procurar o meu pecado?

    7 Isso apesar de saberes que não estou em erro, E não há quem livre da tua própria mão?

    8 As tuas próprias mãos me modelaram, de modo que me fizeram Em inteireza, em toda a volta, e ainda assim me tragarias.

    9 Lembra-te, por favor, de que me fizeste de barro E ao pó me farás voltar.

    10 Não passaste a despejar-me como o próprio leite E a coalhar-me como o queijo?

    11 De pele e carne passaste a vestir-me, E com ossos e tendões passaste a tecer-me.

    12 Vida e benevolência*1 fizeste comigo; E teu próprio cuidado guardou meu espírito.*2

    1. Ou “amor leal”.

    2. “Meu espírito (fôlego).” Hebr.: ru·hhí; gr.: pneú·ma; lat.: spí·ri·tum.

    13 E estas coisas escondeste no teu coração. Bem sei que estas coisas estão contigo.

    14 Se pequei e tu me estavas vigiando, E do meu erro não me tens por inocente;

    15 Se realmente estou errado, ai de mim! E [se] realmente tenho razão, não posso levantar minha cabeça, Empanturrado de desonra e saturado de tribulação.

    16 E [se] ela agir altaneiramente, tu me caçarás como leãozinho E te mostrarás novamente maravilhoso no meu caso.

    17 Produzirás novas testemunhas*1 tuas na minha frente E farás maior teu vexame comigo; Trabalhos e mais trabalhos estão comigo.*2

    1. “Testemunhas”, MVg; LXX: “testes”; Sy: “armas”.

    2. Ou “um turno de trabalho compulsório após outro está comigo”.

    18 Portanto, por que me fizeste sair da madre? Se pudesse ter expirado,*1 que nem mesmo um olho me pudesse ter visto,

    1. Ou: “Expire eu.”

    19 Aí eu me teria tornado como se não tivesse vindo a existir; Teria sido levado do ventre à sepultura.’

    20 Não são poucos os meus dias? Que desista de mim, Que deixe de atentar para mim, a fim de que eu fique um pouco risonho

    21 Antes de ir-me embora — e não voltarei — Para a terra de escuridão e de sombra tenebrosa,*1

    1. Lit.: “sombra da morte”.

    22 Para a terra de obscuridade igual às trevas, de sombra tenebrosa E de desordem, onde não reluz mais do que as trevas [reluzem].”