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    1 Foi depois disso que Jó abriu a boca e começou a invocar o mal sobre o seu dia.

    2 Jó respondeu então e disse:

    3 “Pereça o dia em que vim a nascer, Também a noite em que alguém disse: ‘Foi concebido um varão vigoroso!’*1

    1. “Um varão vigoroso.” Hebr.: ghá·ver.

    4 Quanto àquele dia, torne-se ele escuridão. Não olhe Deus*1 para ele, de cima, Nem reluza sobre ele a luz do dia.

    1. “Deus.” Hebr.: ’Elóh·ah, sing. de ’Elo·hím. ’Elóh·ah ocorre 41 vezes em Jó e 16 vezes em outros livros do M. Veja De 32:15 n.: “Deus”.

    5 Reivindiquem-no a escuridão e a sombra tenebrosa.*1 Resida sobre ele uma nuvem de chuva. Apavorem-no as coisas que escurecem o dia.

    1. Lit.: “sombra da morte”.

    6 Aquela noite — levem-na as trevas; Não se regozije entre os dias do ano; Não entre no meio do número dos meses lunares.

    7 Eis aquela noite — fique ela estéril; Não entre nela nenhum grito jubiloso.

    8 Maldigam-na praguejadores*1 do dia, Os que estão prontos para despertar o leviatã.*2

    1. “Praguejadores do.” Hebr.: ’o·reréh; não é a mesma palavra que em 1:5, 11; 2:5, 9.

    2. “Leviatã”, MSyVg; LXX: “o grande monstro marinho”.

    9 Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; Aguarde ela a luz e não haja nenhuma; E não veja ela os raios da alva.

    10 Pois não fechou as portas do ventre de minha [mãe], Escondendo assim dos meus olhos a desgraça.

    11 Por que não passei a morrer desde a madre? [Por que não] saí do próprio ventre, expirando então?

    12 Por que fui confrontado por joelhos, E por que por peitos, para que eu mamasse?

    13 Pois agora eu já estaria deitado para ter sossego; Então dormiria; estaria descansando

    14 Com reis e conselheiros da terra, Os que constroem para si lugares desolados,*1

    1. “Pirâmides”, mediante uma correção.

    15 Ou com príncipes que têm ouro, Os que enchem as suas casas de prata;

    16 Ou, igual a um aborto encoberto, não teria vindo à existência, Como crianças que não viram a luz.

    17 Ali os próprios iníquos deixaram da agitação, E ali descansam os cansados de poder.

    18 Juntos, os próprios prisioneiros estão despreocupados; Realmente não ouvem a voz de alguém os compelindo a trabalhar.

    19 Pequeno e grande são ali iguais, E o escravo está livre do seu amo.*1

    1. “Do seu amo.” Hebr.: me·’adho·náv, pl. de ’a·dhóhn, para denotar excelência.

    20 Por que dá ele luz ao que está em apuros E vida aos de alma amargurada?

    21 Por que há os que esperam a morte, e ela não vem, Embora cavem por ela mais do que por tesouros escondidos?

    22 Os que se alegram até o júbilo*1 Exultam por terem achado uma sepultura.

    1. “Junto a um monte de pedras”, mediante uma ligeira correção do M, para corresponder à “sepultura” no mesmo v.

    23 [Por que dá ele luz] ao varão vigoroso,*1 cujo caminho está escondido, E a quem Deus*2 cerca ao redor?

    1. “Ao varão vigoroso.” Hebr.: leghé·ver. Veja v. 3 n.

    2. Veja v. 4 n.

    24 Pois, antes do meu alimento vem o meu suspiro, E meus bramidos se derramam como as águas;

    25 Porque tive pavor de uma coisa pavorosa, e ela está vindo sobre mim; E aquilo de que estou amedrontado vem a mim.

    26 Não estive despreocupado, nem tive sossego, Nem descansei, e ainda assim vem a agitação.”