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    Eclesiastes, 1

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    1 As palavras do congregante,*1 filho de Davi, rei em Jerusalém.

    1. Ou “reunidor; ajuntador; convocador”, M; LXXVg: “Eclesiastes”, isto é, membro duma eclésia (congregação; assembléia).

    2 “A maior das vaidades”,*1 disse o congregante, “a maior das vaidades! Tudo é vaidade!”

    1. “A maior das vaidades.” Lit.: “Vaidade das vaidades”, M(hebr.: havél hava·lím)LXXSyVg.

    3 Que proveito tem o homem*1 de toda a sua labuta em que trabalha arduamente debaixo do sol?*2

    1. Lit.: “para o homem terreno”. Hebr.: la·’a·dhám.

    2. “Debaixo do sol.” Hebr.: ta·hháth hash·shá·mesh. Esta frase ocorre 29 vezes em Eclesiastes.

    4 Uma geração vai e outra geração vem; mas a terra permanece por tempo indefinido.

    5 E também o sol raiou e o sol se pôs, e vem ofegante ao seu lugar onde vai raiar.

    6 O vento*1 vai para o sul e faz o giro para o norte. Gira*2 e gira continuamente em volta, e o vento*3 retorna logo aos seus giros.

    1. “O vento.” Lit.: “ele”, possivelmente referindo-se ao sol nos seus movimentos para o sul e para o norte entre os solstícios do verão e do inverno.

    2. “Gira.” Lit.: “o vento gira”, mas na tradução “vento” é transferido para o início do v.

    3. “O vento.” Hebr.: ha·rú·ahh; gr.: pneú·ma. Veja Gên 1:2 n.: “ativa”.

    7 Todas as torrentes hibernais correm para o mar, contudo, o próprio mar não está cheio. Ao lugar de onde correm as torrentes hibernais, para lá elas voltam a fim de sair correndo.

    8 Todas as coisas são fatigantes; ninguém pode falar disso. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se enche de ouvir.

    9 Aquilo que veio a ser é o que virá a ser; e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo debaixo do sol.*1

    1. Veja v. 3 n.: “sol”.

    10 Existe algo de que se possa dizer: “Vê isto; isto é novo”? Já tem existido por tempo indefinido; o que veio à existência é de tempo anterior a nós.

    11 Não há recordação de gente de outrora, nem haverá dos que virão a ser mais tarde. Não se mostrará haver recordação nem mesmo daqueles entre os que virão a ser ainda mais tarde.

    12 Eu, o congregante,*1 vim a ser rei sobre Israel em Jerusalém.

    1. Veja v. 1 n.

    13 E pus meu coração a buscar e a perscrutar a sabedoria em relação a tudo o que se tem feito debaixo dos céus — a ocupação calamitosa que Deus tem dado aos filhos da humanidade*1 para se ocuparem nela.

    1. Ou “homens”. Hebr.: ha·’a·dhám.

    14 Vi todos os trabalhos que se faziam debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e um esforço para alcançar o vento.*1

    1. Veja v. 6, a segunda nota sobre “vento”.

    15 Aquilo que foi feito torto não pode ser endireitado, e aquilo que é carente é que não se pode contar.

    16 Eu é que falei com o meu coração, dizendo: “Eis que eu mesmo aumentei grandemente em sabedoria, mais do que qualquer outro que veio a estar antes de mim em Jerusalém, e meu próprio coração tem visto muita sabedoria e conhecimento.”

    17 E passei a empenhar meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer a doidice, e vim a conhecer a estultícia, que isto também é um esforço para alcançar o vento.*1

    1. Veja v. 6, a segunda nota sobre “vento”.

    18 Porque na abundância de sabedoria há abundância de vexame, de modo que aquele que incrementa o conhecimento incrementa a dor.