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    1 Assim foram acabados os céus, e a terra, e todo o seu exército.

    2 E ao sétimo dia Deus havia acabado sua obra que fizera e passou a repousar*1 no sétimo dia de toda a sua obra que fizera.

    1. “E passou a repousar.” Hebr.: wai·yish·bóth. O verbo hebr. está no imperfeito, denotando ação incompleta ou contínua, ou ação em progresso. Veja Ap. 3C.

    3 E Deus passou a abençoar o sétimo dia e a fazê-lo sagrado,*1 porque nele tem repousado*2 de toda a sua obra que Deus criara com o objetivo de [a] fazer.*3

    1. “E a fazê-lo sagrado.” Ou “e passou a santificá-lo (tratá-lo como santo)”. Hebr.: wai·qad·désh ’o·thóh; lat.: et sanc·ti·fi·cá·vit íl·lum. Veja Êx 31:13 n.

    2. Ou “está repousando (desistindo)”. Hebr.: sha·váth, verbo hebr. no perfeito. Mostra a característica da pessoa, a saber, Deus, no sétimo dia de sua semana criativa. Esta tradução de sha·váth concorda com o argumento do escritor inspirado, em He 4:3-11. Veja v. 2 n.

    3. “Fazer”, isto é, todas as coisas definitivas no céu e na terra.

    4 Esta é uma história*1 dos céus e da terra no tempo em que foram criados, no dia em que Jeová*2 Deus*3 fez a terra e o céu.

    1. Ou: “Estas são as origens históricas”. Hebr.: ’él·leh thoh·ledhóhth: “Estas são as gerações de”; gr.: haú·te he bí·blos ge·né·se·os: “Este é o livro de origem (procedência)”; lat.: í·stae ge·ne·ra·ti·ó·nes: “Estas são as gerações”. Veja Mt 1:1 n.

    2. “Jeová.” Hebr.: יְהוָה (YHWH [IHVH], aqui com sinais vocálicos para rezar Yehwáh), significando “Ele Causa que Venha a Ser” (do hebr. הָוָה [ha·wáh, “vir a ser”, “tornar-se”]); LXXA(gr.): Ký·ri·os; sir.: Mar·ya’; lat.: Dó·mi·nus. É a primeira ocorrência do nome pessoal, distintivo, de Deus, יהוה (YHWH); estas quatro letras hebr. são chamadas de Tetragrama. O nome divino identifica Jeová como Aquele Que Tem um Propósito. Somente o verdadeiro Deus poderia de direito e autenticamente levar este nome. Veja Ap. 1A.

    3. “Jeová Deus.” Hebr.: Yehwáh ’Elo·hím. Esta expressão, sem o artigo definido hebr. ha antes de ’Elo·hím, é usada 20 vezes em Gên 2 e 3. A primeira ocorrência de Yehwáh ha·’Elo·hím, traduzida por “o [verdadeiro] Deus”, aparece em 1Cr 22:1. Veja Ap. 1A.

    5 Ora, não havia ainda nenhum arbusto do campo na terra e não brotara ainda nenhuma vegetação do campo, porque Jeová Deus não fizera chover sobre a terra e não havia homem para lavrar o solo.

    6 Mas uma neblina*1 subia da terra e regava toda a superfície do solo.

    1. Ou: “Mas um vapor.” Hebr.: we’édh; LXX(gr.: pe·gé)Vg(lat.: fons)Sy: “manancial”, sugerindo uma corrente subterrânea de água fresca; T: “nuvem”.

    7 E Jeová Deus passou a formar o homem do pó*1 do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego de vida,*2 e o homem veio a ser uma alma vivente.*3

    1. Ou “argila”, segundo o uso posterior da palavra hebr. na fabricação de cerâmica. Hebr.: ‛a·fár.

    2. “Fôlego de vida.” Hebr.: nish·máth (de nesha·máh) hhai·yím.

    3. “Uma alma vivente [criatura que respira].” Hebr.: lené·fesh hhai·yáh; gr.: ψυχὴν ζῶσαν (psy·khén zó·san, “alma vivente”); lat.: á·ni·mam vi·vén·tem. Veja 1:20, 21, 30; 1Co 15:45; Ap. 4A.

    8 Além disso, Jeová*1 Deus plantou um jardim no Éden,*2 do lado do oriente,*3 e ali pôs o homem que havia formado.

    1. “Jeová.” Hebr.: Yehwáh; LXXP. Oxy. VII.1007: . Esta folha de velino, do terceiro século EC, apresenta o nome divino, “Jeová”, nos vv. 8 e 18 por dobrar a primeira letra Yohdh, que se escrevia como “Z”, com uma linha horizontal atravessando ambas as letras. Veja Ap. 1C sec.6.

    2. “Um jardim [ou: parque] no Éden.” Hebr. gan·be‛É·dhen (“Éden”, significando “Prazer; Deleite”); LXXBagster(gr.), pa·rá·dei·son en E·dém; lat.: pa·ra·dí·sum vo·lu·ptá·tis, “paraíso de prazer”.

    3. “Desde o princípio”, Vg.

    9 Jeová Deus fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento, e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau.

    10 Ora, havia um rio saindo*1 do Éden para regar o jardim, e dali começava a dividir-se, e tornou-se como que quatro cabeceiras.

    1. Este particípio hebr. denota uma corrente contínua.

    11 O nome do primeiro [rio] é Píson; é aquele que circunda toda a terra de Havilá, onde há ouro.

    12 E o ouro daquela terra é bom. Ali há também o bdélio e a pedra de ônix.

    13 E o nome do segundo rio é Giom; é aquele que circunda toda a terra de Cus.*1

    1. Hebr.: Kush; LXXVg: “Etiópia”.

    14 E o nome do terceiro rio é Hídequel;*1 é aquele que vai para o leste da Assíria.*2 E o quarto rio é o Eufrates.*3

    1. Hebr.: Hhid·dé·qel; LXXVg: “Tigre”.

    2. “Assíria.” Hebr.: ’Ash·shur; LXXVg: “assírios”.

    3. “Eufrates”, LXXVg; hebr.: Feráth.

    15 E Jeová Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden, para que o cultivasse e tomasse conta dele.

    16 E Jeová Deus deu também esta ordem ao homem: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade.

    17 Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.”*1

    1. “Positivamente morrerás.” Lit.: “morrendo [sing.] morrerás”. Hebr.: mohth ta·múth; a primeira referência à morte, na Bíblia. Veja Ez 3:18 n.

    18 E Jeová*1 Deus prosseguiu, dizendo: “Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento*2 dele.”

    1. Veja Ap. 1C sec.6.

    2. Ou “parte correspondente”, algo apropriado para ele.

    19 Ora, Jeová Deus estava formando*1 do solo todo animal selvático do campo e toda criatura voadora dos céus, e ele começou a trazê-los ao homem para ver como chamaria a cada um deles; e o que o homem chamava a cada alma vivente, este era seu nome.

    1. Em questão de tempo, ainda era o sexto dia criativo. O verbo “formar”, no imperfeito, denota aqui ação continuada, progressiva. Veja Ap 3C.

    20 O homem deu assim nomes a todos os animais domésticos e às criaturas voadoras dos céus, e a todo animal selvático do campo, mas para o homem não se achava nenhuma ajudadora*1 como complemento dele.

    1. Lit.: “ele não achou ajudador(a)”.

    21 Por isso, Jeová Deus fez cair um profundo sono sobre o homem, e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma das costelas e fechou então a carne sobre o seu lugar.

    22 E da costela que havia tirado do homem, Jeová*1 Deus passou a construir uma mulher e a trazê-la ao homem.

    1. Hebr.: Yehwáh.

    23 O homem disse então: “Esta, por fim, é osso dos meus ossos E carne da minha carne. Esta será chamada Mulher,*1 Porque do homem*2 foi esta tomada.”

    1. Lit.: “homem feminino”. Hebr.: ’ish·sháh.

    2. “Do homem.” Hebr.: me·’ísh.

    24 Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa,*1 e eles têm de tornar-se uma só carne.

    1. Ou “mulher”.

    25 E ambos continuavam nus, o homem e a sua esposa, contudo, não se envergonhavam.