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    1 Uma vez a salvo, soubemos que a ilha se chamava Malta.*1

    1. “Melita”, אAB.

    2 E o povo de língua estrangeira*1 teve conosco extraordinário humanitarismo,*2 pois acenderam um fogo e acolheram-nos a todos prestimosamente, por causa da chuva que caía e por causa do frio.

    1. Ou “os bárbaros”.

    2. Lit.: “afeição pela humanidade”. Gr.: fi·lan·thro·pí·an. Veja Tit 3:4 n.

    3 Mas, quando Paulo reuniu certo feixe de gravetos e o deitou no fogo, saiu uma víbora, por causa do calor, e se prendeu à mão dele.

    4 Quando o povo de língua estrangeira avistou a bicha venenosa pendendo da mão dele, começaram a dizer uns aos outros: “Certamente este homem é assassino, e, embora se salvasse do mar, a justiça vingativa não permitiu que permanecesse vivo.”

    5 No entanto, ele sacudiu a bicha venenosa para dentro do fogo e não sofreu dano.

    6 Mas eles esperavam que fosse inchar com uma inflamação ou cair repentinamente morto. Depois de terem esperado por muito tempo e terem observado que nada nocivo lhe acontecia, mudaram de idéia e começaram a dizer que ele era [um] deus.

    7 Ora, na vizinhança daquele lugar havia terras pertencentes ao homem de destaque da ilha, de nome Públio; e ele nos acolheu hospitaleiramente e nos hospedou bondosamente por três dias.

    8 Mas, aconteceu que o pai de Públio estava de cama, afligido por febre e disenteria, e Paulo entrou até ele e orou, deitou as suas mãos sobre ele e o sarou.

    9 Ocorrendo isso, os demais do povo da ilha, com doenças, começaram também a vir e a ser curados.

    10 E honraram-nos também com muitas dádivas, e, quando nos fizemos à vela, carregaram-nos de coisas para as nossas necessidades.

    11 Três meses depois fizemo-nos à vela num barco de Alexandria, que invernara na ilha, e que tinha por figura de proa “Filhos de Zeus”.*1

    1. Ou “Dióscuros”, os irmãos gêmeos Castor e Pólux.

    12 E, aportando em Siracusa, permanecemos [ali] três dias,

    13 donde, costeando, chegamos a Régio. E um dia depois se levantou um vento sulino e alcançamos Putéoli,*1 no segundo dia.

    1. Agora chamada Pozzuoli.

    14 Ali achamos irmãos, e suplicaram-nos que ficássemos com eles sete dias; e assim nos aproximamos de Roma.

    15 E os irmãos de lá, quando ouviram a notícia a nosso respeito, vieram ao nosso encontro até a Feira de Ápio*1 e as Três Tavernas,*2 e, avistando-os, Paulo agradeceu a Deus e tomou coragem.

    1. Ou “Foro de Ápio”. Lat.: Áp·pi·i Fó·rum.

    2. “Três Tavernas.” Vgc(lat.): tres Ta·bér·nas.

    16 Quando por fim entramos em Roma, permitiu-se a Paulo que ficasse sozinho com um soldado para guardá-lo.

    17 No entanto, três dias depois, convocou todos os homens de destaque dos judeus. Quando se tinham reunido, passou a dizer-lhes: “Homens, irmãos, embora eu não tivesse feito nada contrário ao povo ou aos costumes de nossos antepassados, fui entregue como prisioneiro, de Jerusalém, às mãos dos romanos.

    18 E estes, depois de feito um exame, desejavam livrar-me, visto que não havia em mim nenhuma causa para a morte.

    19 Mas, quando os judeus persistiam em falar contra isso, fiquei compelido a apelar para César,*1 mas não como se tivesse algo para acusar a minha nação.

    1. Ou “o imperador”.

    20 Realmente, por esta razão supliquei para vos ver e falar, pois tenho estas cadeias em volta de mim por causa da esperança de Israel.”

    21 Disseram-lhe: “Nós tampouco temos recebido cartas da Judéia a respeito de ti, nem tem qualquer dos irmãos que chegaram relatado ou falado algo iníquo a teu respeito.

    22 Mas, achamos correto ouvir de ti quais os teus pensamentos, porque, deveras, quanto a esta seita, é sabido por nós que em toda a parte se fala contra ela.”

    23 Combinaram assim um dia com ele e vieram em maior número ter com ele na sua pousada. E ele lhes explicou o assunto por dar cabalmente testemunho a respeito do reino de Deus e por usar de persuasão para com eles concernente a Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos Profetas, de manhã até à noite.

    24 E alguns começaram a acreditar nas coisas ditas; outros não queriam acreditar.

    25 Assim, visto haver desacordo entre eles, começaram a retirar-se, fazendo Paulo este único comentário: “O espírito santo falou aptamente por intermédio de Isaías, o profeta, a vossos antepassados,

    26 dizendo: ‘Vai a este povo e dize: “Ouvindo ouvireis, mas de modo algum entendereis; e, olhando olhareis, mas de modo algum vereis.

    27 Pois o coração deste povo tem ficado embotado*1 e com os seus ouvidos têm ouvido sem reação, e eles têm fechado os olhos; para que nunca vissem com os olhos, nem ouvissem com os ouvidos, nem entendessem com o coração e se voltassem, e eu os sarasse.”’

    1. Lit.: “engrossado (engordado)”.

    28 Seja, portanto, sabido por vós que este, o meio pelo qual Deus salva,*1 tem sido enviado às nações; elas certamente o escutarão.”

    1. Ou “esta salvação [da parte] de Deus”.

    29 *1 ——

    1. אAB omitem o v. 29; Itmss.Vgc: “E depois de dizer isso, os judeus foram embora, tendo entre si muita disputa.”

    30 Permaneceu assim por dois anos inteiros na sua própria casa alugada e recebia benevolamente a todos os que vinham vê-lo,

    31 pregando-lhes*1 o reino de Deus e ensinando com a maior franqueza no falar as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento.

    1. Ou “proclamando-lhes”. Gr.: ke·rýs·son; lat.: praé·di·cans. Veja Da 5:29 n.: “proclamaram”.