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    1 Eliseu disse então: “Escutai a palavra de Jeová. Assim disse Jeová: ‘Amanhã, por volta desta hora, uma medida de seá*1 de flor de farinha valerá um siclo*2 e dois seás de cevada valerão um siclo no portão de Samaria.’”

    1. Um seá equivalia a 7,33 l.

    2. Veja Ap. 8A.

    2 Então, o ajudante-de-ordens, em cuja mão o rei se apoiava, respondeu ao homem do [verdadeiro] Deus e disse: “Se Jeová fizesse comportas nos céus, poderia acontecer tal coisa?” A isto ele disse: “Eis que o verás com os teus próprios olhos, mas não comerás disso.”

    3 E havia quatro homens, leprosos, que vieram a estar junto à entrada do portão; e eles começaram a dizer um ao outro: “Por que estamos ainda sentados aqui até termos morrido?

    4 Se disséssemos: ‘Vamos entrar na cidade’, quando há fome na cidade, então teríamos de morrer nela. E se ficarmos sentados aqui, também teremos de morrer. Portanto, vinde agora e invadamos o acampamento dos sírios. Se nos preservarem vivos, viveremos; mas, se nos entregarem à morte, então teremos de morrer.”

    5 Por conseguinte, levantaram-se no crepúsculo vespertino para entrar no acampamento dos sírios; e chegaram até os limites do acampamento dos sírios, e eis que não havia ninguém ali.

    6 E o próprio Jeová*1 fizera que o acampamento dos sírios ouvisse o ruído de carros de guerra, o ruído de cavalos, o ruído duma grande força militar, de modo que disseram um ao outro: “Eis que o rei de Israel contratou contra nós os reis dos hititas e os reis do Egito, para virem contra nós!”

    1. Uma das 134 mudanças de YHWH para ’Adho·naí feitas pelos escribas. Veja Ap. 1B.

    7 Levantaram-se imediatamente e puseram-se em fuga no crepúsculo vespertino, e foram deixando atrás as suas tendas, e os seus cavalos, e os seus jumentos — o acampamento assim como estava — e seguiram fugindo pela sua alma.*1

    1. Ou “vida”.

    8 Quando esses leprosos chegaram até os limites do acampamento, entraram numa tenda e começaram a comer e a beber, e carregaram dali prata, e ouro, e roupas, e foram e os encobriram. Depois retornaram e entraram em outra tenda, e carregaram dela coisas, e foram e as encobriram.

    9 Por fim começaram a dizer um ao outro: “Não está direito o que estamos fazendo. Este dia é um dia de boas novas! Se hesitarmos e realmente esperarmos até à luz da manhã, então terá de alcançar-nos a culpa. Portanto, vinde agora e entremos, e informemos a casa do rei.”

    10 Chegaram, pois, e chamaram os porteiros da cidade, e informaram-nos, dizendo: “Entramos no acampamento dos sírios e eis que não havia ninguém por lá, nem som de homem, mas apenas os cavalos presos e os jumentos presos, e as tendas assim como estavam.”

    11 Os porteiros clamaram imediatamente e informaram a casa do rei, lá dentro.

    12 O rei se levantou imediatamente de noite e disse aos seus servos: “Por favor, deixai-me dizer-vos o que os sírios nos fizeram. Bem sabem que estamos com fome; e por isso saíram do acampamento para se esconder no campo, dizendo: ‘Sairão da cidade e nós os pegaremos vivos, e entraremos na cidade.’”

    13 Então respondeu um dos seus servos e disse: “Por favor, tomem-se cinco dos cavalos restantes que restaram na cidade. Eis que são iguais a toda a massa de gente de Israel que resta nela. Eis que são iguais a toda a massa de gente de Israel que pereceu. E mandemos ver.”

    14 Conseqüentemente, tomaram dois carros com cavalos e o rei os enviou atrás do acampamento dos sírios, dizendo: “Ide e vede.”

    15 Então seguiram atrás deles até o Jordão; e eis que todo o caminho estava cheio de roupas e utensílios que os sírios tinham lançado fora na sua corrida precipitada. Os mensageiros voltaram então e informaram o rei.

    16 E o povo passou a sair e a saquear o acampamento dos sírios; e assim, uma medida de seá de flor de farinha chegou a valer um siclo e dois seás de cevada valiam um siclo, segundo a palavra de Jeová.

    17 E o próprio rei encarregara do portão o ajudante-de-ordens em cuja mão se apoiava; e o povo foi atropelá-lo no portão, de modo que morreu, assim como falara o homem do [verdadeiro] Deus quando falou na ocasião em que o rei descera a ele.

    18 Portanto, sucedeu exatamente assim como o homem do [verdadeiro] Deus falara ao rei, dizendo: “Duas medidas de seá de cevada valendo um siclo e um seá de flor de farinha valendo um siclo virá a haver amanhã, nesta hora, no portão de Samaria.”

    19 Mas o ajudante-de-ordens respondera ao homem do [verdadeiro] Deus e dissera: “Mesmo se Jeová fizesse comportas nos céus, poderia suceder isso segundo esta palavra?” A isto ele dissera: “Eis que o verás com os teus próprios olhos, mas não comerás disso.”

    20 De maneira que lhe aconteceu assim quando o povo o foi atropelar no portão de modo que morreu.