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    1 Prosseguiu então a dizer também aos discípulos: “Certo homem era rico e tinha um mordomo,*1 e este foi acusado diante dele de manejar com desperdício os seus bens.

    1. Ou “administrador doméstico”. Gr.: oi·ko·nó·mon; J22(hebr.): soh·khen-bá·yith.

    2 Chamou-o assim e disse-lhe: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua mordomia, pois não podes mais administrar a casa.’

    3 O mordomo disse então no seu íntimo: ‘Que é que vou fazer, visto que o meu amo vai tirar-me a mordomia? Não sou bastante forte para cavar; tenho vergonha de mendigar.

    4 Ah! Sei o que vou fazer, para que, quando eu for demitido da mordomia, as pessoas me recebam nos seus lares.’

    5 E, chamando a si a cada um dos devedores de seu amo, passou a dizer ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu amo?’

    6 Ele disse: ‘Cem batos*1 de azeite.’ Disse-lhe ele: ‘Toma de volta o teu acordo escrito e assenta-te, e escreve rapidamente cinqüenta’.

    1. O bato equivalia a 22 l.

    7 A seguir, disse a outro: ‘Agora tu, quanto estás devendo?’ Ele disse: ‘Cem coros*1 de trigo.’ Ele lhe disse: ‘Toma de volta o teu acordo escrito e escreve oitenta.’

    1. O coro equivalia a 220 l.

    8 E o seu amo elogiou o mordomo, embora [fosse] injusto, porque agiu com sabedoria prática; pois os filhos deste sistema de coisas*1 são mais sábios, em sentido prático, para com a sua própria geração, do que os filhos da luz.

    1. Ou “ordem de coisas”. Gr.: ai·ó·nos; lat.: saé·cu·li; J17,18,22(hebr.): ha·‛oh·lám, “da ordem de coisas”.

    9 “Eu vos digo também: Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas,*1 para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas.*2

    1. Lit.: “mamom da injustiça”. Gr.: ma·mo·ná tes a·di·kí·as.

    2. Lit.: “tendas eternas”.

    10 Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito.

    11 Portanto, se não vos mostrastes fiéis em conexão com as riquezas injustas, quem vos confiará o que é verdadeiro?

    12 E, se não vos mostrastes fiéis em conexão com o que é de outro, quem vos dará o que é para vós mesmos?*1

    1. Ou “o que é vosso”, P75אADWVgSyh,p,s; B: “o que é nosso”.

    13 Nenhum servo doméstico pode ser escravo de dois amos; pois, ou há de odiar um e amar o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis ser escravos de Deus e das Riquezas.”*1

    1. Lit.: “de mamom”. Gr.: ma·mo·naí; lat.: ma·mó·nae; J17,18,22(hebr.): ham·ma·móhn, “de mamom”.

    14 Ora, os fariseus, que eram amantes do dinheiro, estavam escutando todas estas coisas, e começaram a escarnecer dele.

    15 Conseqüentemente, ele lhes disse: “Vós sois os que vos declarais justos perante os homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque aquilo que é altivo entre os homens é uma coisa repugnante à vista de Deus.

    16 “A Lei e os Profetas [existiram] até João. Dali em diante, o reino de Deus está sendo declarado como boas novas,*1 e toda sorte de pessoa avança impetuosamente em direção dele.

    1. “Está sendo declarado como boas novas.” Gr.: eu·ag·ge·lí·ze·tai; lat.: e·van·ge·li·zá·tur; J22(hebr.): mith·bas·sé·reth.

    17 Deveras, mais fácil é passarem céu e terra do que passar sem cumprimento uma só partícula duma letra da Lei.

    18 “Todo aquele que se divorciar de sua esposa e se casar com outra, comete adultério,*1 e quem se casar com uma mulher divorciada*2 do marido, comete adultério.

    1. Veja Mt 5:32 n.: “adultério”.

    2. Lit.: “solta”.

    19 “Mas, certo homem era rico e costumava cobrir-se de púrpura e de linho, regalando-se de dia a dia com magnificência.

    20 Mas, certo mendigo,*1 de nome Lázaro,*2 costumava ser colocado junto ao seu portão, [estando] cheio de úlceras

    1. Ou “pobre”.

    2. “Lázaro”, אAB; J18,22(hebr.): ’El·‛a·zár, “Eleazar”, significando “Deus Ajudou”.

    21 e desejoso de saciar-se com as coisas que caíam da mesa do rico. Sim, também os cães vinham e lambiam as suas úlceras.

    22 Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição junto ao] seio*1 de Abraão. “Também o rico morreu e foi enterrado.

    1. “[A posição junto ao] seio”, como quando alguém se recosta na frente de outro, no mesmo leito, numa refeição.

    23 E no Hades,*1 ele*2 ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele [na posição junto] ao seio.

    1. “Hades”, אAB; J6-8,10-18,22: “Seol”; lat.: in·fér·no. Veja Ap. 4B.

    2. “E foi enterrado. E no Hades, ele”, AB; א°: “e foi sepultado no Hades, ele”; Vg(lat.): “e ele foi sepultado in in·fér·no. Mas ele”.

    24 Por isso chamou e disse: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque eu estou em angústia neste fogo intenso.’

    25 Mas Abraão disse: ‘Filho, lembra-te de que recebeste plenamente as tuas boas coisas no curso da tua vida, mas Lázaro, correspondentemente, as coisas prejudiciais. Agora, porém, ele está tendo consolo aqui, mas tu estás em angústia.

    26 E, além de todas essas coisas, estabeleceu-se um grande precipício entre nós e vós, de modo que os que querem passar daqui para vós não o podem, nem podem pessoas passar de lá para nós.’

    27 Ele disse então: ‘Neste caso, peço-te, pai, que o envies à casa de meu pai,

    28 pois eu tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento.’

    29 Mas Abraão disse: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que escutem a estes.’

    30 Ele disse então: ‘Não assim, pai Abraão, mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.’

    31 Mas ele lhe disse: ‘Se não escutam Moisés e os Profetas, tampouco serão persuadidos se alguém se levantar dentre os mortos.’”