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    1 Ora, Jesus, cheio de espírito santo, afastou-se do Jordão e foi conduzido pelo espírito,*1 lá no ermo,

    1. Ou “força ativa”. Gr.: pneú·ma·ti; lat.: Spí·ri·tu; J17,18,22(hebr.): ha·rú·ahh, “pela força ativa”. Veja Gên 1:2 n.: “ativa”.

    2 por quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Outrossim, ele não comeu nada naqueles dias, e por isso, ao terminarem, sentiu fome.

    3 O Diabo disse-lhe assim: “Se tu és filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.”

    4 Mas Jesus replicou-lhe: “Está escrito: ‘O homem não deve viver só de pão.’”*1

    1. Segundo אB; ADItVgSyh,p acrescentam: “mas de toda palavra de Deus”; J7,8,10,13-15,17 acrescentam: “mas de tudo o que procede da boca de Jeová”.

    5 Ele o levou assim para cima e lhe mostrou todos os reinos da terra habitada, num instante de tempo;

    6 e o Diabo disse-lhe: “Eu te darei toda esta autoridade*1 e a glória deles, porque me foi entregue e a dou a quem eu quiser.

    1. “Esta autoridade.” Gr.: ten e·xou·sí·an taú·ten.

    7 Se tu, pois, fizeres um ato de adoração diante de mim, tudo será teu.”

    8 Em resposta, Jesus disse-lhe: “Está escrito: ‘É a Jeová,*1 teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.’”*2

    1. Veja Ap. 1D.

    2. “Tens de prestar serviço sagrado.” Gr.: la·treú·seis; J17,18,22(hebr.): ta·‛avódh. Veja Êx 3:12 n.

    9 Ele o levou então a Jerusalém e o postou sobre o parapeito do templo e lhe disse: “Se tu és filho de Deus, lança-te daqui para baixo;

    10 pois está escrito: ‘Dará aos seus anjos um encargo concernente a ti, para preservar-te’,

    11 e: ‘Eles te carregarão nas mãos, para que nunca batas com o pé contra uma pedra.’”

    12 Jesus disse-lhe, em resposta: “Dito está: ‘Não deves pôr Jeová,*1 teu Deus, à prova.’”

    1. Veja Ap. 1D.

    13 Assim, o Diabo, tendo terminado com toda a tentação, retirou-se dele até outra ocasião conveniente.

    14 Jesus voltou então no poder do espírito para a Galiléia. E a boa fama dele espalhou-se por toda a região circunvizinha.

    15 Começou também a ensinar nas sinagogas deles, sendo tido em honra por todos.

    16 E ele chegou a Nazaré, onde tinha sido criado; e, segundo o seu costume no dia de sábado, entrou na sinagoga e levantou-se para ler.

    17 Foi-lhe assim entregue o rolo do profeta Isaías, e ele abriu o rolo e achou o lugar onde estava escrito:

    18 “O espírito de Jeová*1 está sobre mim, porque me ungiu*2 para declarar boas novas aos pobres, enviou-me para pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos, para mandar embora os esmagados, com livramento,

    1. Veja Ap. 1D.

    2. “Ungiu”, אAB; J7,8,10,13-15: “Jeová me ungiu.”

    19 para pregar o ano aceitável de Jeová.”*1

    1. Veja Ap. 1D.

    20 Com isto enrolou o rolo, entregou-o de volta ao assistente e se assentou; e os olhos de todos na sinagoga estavam atentamente fixos nele.

    21 Principiou então a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.”*1

    1. Lit.: “esta escritura nos vossos ouvidos”.

    22 E todos começaram a dar-lhe testemunho favorável e a maravilhar-se das palavras cativantes que saíam de sua boca, e diziam: “Não é este um filho de José?”

    23 A isto lhes disse: “Sem dúvida aplicareis a mim a seguinte ilustração:*1 ‘Médico, cura-te a ti mesmo; as coisas que ouvimos acontecer em Cafarnaum faze também aqui no teu próprio território.’”

    1. Ou “parábola”.

    24 Mas ele disse: “Deveras, eu vos digo que nenhum profeta é aceito no seu próprio território.

    25 Por exemplo, em verdade vos digo: Havia muitas viúvas em Israel nos dias de Elias, quando o céu ficou fechado por três anos e seis meses, de modo que sobreveio grande fome a toda a terra,

    26 contudo, Elias não foi enviado a nenhuma destas [mulheres], mas apenas a Sarefá,*1 na terra de Sídon, a uma viúva.

    1. Lit.: “Sarepta”; nome gr. desta cidade.

    27 Havia também muitos leprosos em Israel, no tempo de Eliseu, o profeta, contudo, nenhum deles foi purificado, a não ser Naamã, o homem da Síria.”

    28 Ora, todos os que ouviam estas coisas na sinagoga ficaram cheios de ira;

    29 e levantaram-se e o conduziram às pressas para fora da cidade, e o levaram à beirada do monte*1 em que se situava a sua cidade, a fim de o lançarem de cabeça para baixo.

    1. Ou “morro”.

    30 Mas ele passou pelo seu meio e seguiu caminho.

    31 E desceu a Cafarnaum, uma cidade da Galiléia. E ele os ensinava no sábado;

    32 e ficaram assombrados com o seu modo de ensinar, porque a sua palavra era com autoridade.

    33 Ora, havia na sinagoga um homem com um espírito, um demônio impuro,*1 e ele gritava com voz alta:

    1. Ou “com um espírito demoníaco impuro”. Possivelmente: “com uma expressão inspirada dum demônio impuro”. Veja Re 16:14.

    34 “Ah! que temos nós contigo,*1 Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Sei exatamente quem és, o Santo de Deus.”

    1. “Que temos nós contigo?” Esta é uma expressão idiomática; é uma pergunta de repulsa, indicando objeção. Veja Ap. 7B.

    35 Mas Jesus censurou-o, dizendo: “Cala-te e sai dele.” Assim, depois de lançar o homem no meio deles, saiu dele o demônio sem lhe fazer dano.

    36 Em vista disso, todos se assombraram e começaram a conversar entre si, dizendo: “Que sorte de palavra é esta, porque ordena aos espíritos impuros com autoridade e poder, e eles saem?”

    37 De modo que a notícia a respeito dele se espalhava por todo canto da região circunvizinha.

    38 Depois de se levantar e sair da sinagoga, entrou no lar de Simão. Ora, a sogra de Simão estava padecendo de febre alta, e fizeram-lhe uma solicitação a favor dela.

    39 Inclinou-se então sobre ela e censurou a febre, e esta a abandonou. Ela se levantou no mesmo instante e começou a ministrar-lhes.

    40 Mas, pondo-se o sol, todos os que tinham doentes com várias moléstias vieram trazê-los a ele. Curava-os, pondo suas mãos sobre cada um deles.

    41 De muitos saíam também demônios, clamando e dizendo: “Tu és o Filho de Deus.” Censurando-os, porém, não lhes permitia que falassem, porque sabiam que ele era o Cristo.

    42 No entanto, ficando dia, saiu e foi para um lugar solitário. As multidões, porém, começaram a ir em busca dele e vieram até o lugar onde ele estava, e tentaram impedir que se afastasse deles.

    43 Mas ele lhes disse: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.”

    44 Concordemente, pregava nas sinagogas da Judéia.