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    1 No que se refere a Belsazar,*1 o rei, deu ele um grande banquete*2 a mil dos seus grandes e bebia vinho na frente dos mil.

    1. “Belsazar.” Aram.: Bel·sha’ts·tsár; gr.: Bal·tá·sar; sir.: Belit·sha·tsar; Vgc(lat.): Bal·tás·sar. Na tabuinha babilônica N.º 38.299, no Museu Britânico, o nome aparece como “Bel-sharusur”. Diz Nabonidus and Belshazzar, de R. P. Dougherty, New Haven, EUA, 1929, p. 186: “Alusões cuneiformes a Belsazar têm lançado tanta luz sobre o papel que ele desempenhava, que seu lugar na história é claramente revelado. Há muitos textos que indicam que Belsazar era quase igual a Nabonido em posição e prestígio.”

    2. Lit.: “grande pão”. Aram.: lehhém rav.

    2 Belsazar, sob a influência do vinho, disse que trouxessem os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, retirara do templo*1 em Jerusalém, para que bebessem neles o rei e seus grandes, suas concubinas e suas esposas secundárias.

    1. “Do templo.” Aram.: heh·khelá’; LXXBagster(gr.): na·oú; lat.: tém·plo. Veja Mt 23:16 n.

    3 Naquele tempo trouxeram os vasos de ouro retirados do templo da casa de Deus*1 em Jerusalém, e bebiam neles o rei e seus grandes, suas concubinas e suas esposas secundárias.

    1. “Deus.” Aram.: ’Ela·há’; sir.: dA’·la·ha’.

    4 Beberam vinho e louvaram os deuses*1 de ouro e de prata, cobre, ferro, madeira e pedra.

    1. “Os deuses de.” Aram.: le’·la·héh; sir.: la’·la·he’.

    5 Naquele momento apareceram dedos de mão de homem e escreveram defronte do candelabro sobre o reboco da parede do palácio do rei, e o rei via as costas da mão que escrevia.

    6 Nisso, no que se refere ao rei, ele mudou de cor e seus próprios pensamentos começaram a amedrontá-lo, e as juntas dos seus quadris se afrouxavam e os próprios joelhos dele batiam um no outro.

    7 O rei clamou em alta [voz] que fizessem chegar os conjuradores, os caldeus e os astrólogos. O rei respondeu e disse aos sábios de Babilônia: “Qualquer homem que ler esta escrita e que me mostrar a própria interpretação dela será vestido de púrpura, com um colar de ouro em volta do pescoço, e ele dominará como o terceiro no reino.”

    8 Nesta ocasião entraram todos os sábios do rei, mas não eram suficientemente competentes para ler a própria escrita ou para fazer saber ao rei a interpretação.

    9 Conseqüentemente, o Rei Belsazar estava muito amedrontado e mudou de cor; e seus grandes estavam perplexos.

    10 Quanto à rainha, em vista das palavras do rei e dos seus grandes, entrou logo na sala de banquete. A rainha respondeu e disse: “Ó rei, continua vivendo por tempos indefinidos. Não te amedrontem os teus pensamentos, nem mudes de cor.

    11 Há no teu reino um varão idôneo em quem há o espírito de deuses*1 santos; e nos dias de teu pai acharam-se nele iluminação, e perspicácia, e sabedoria como a sabedoria de deuses, e o próprio Rei Nabucodonosor, teu pai, constituiu-o chefe dos sacerdotes-magos, dos conjuradores, dos caldeus [e] dos astrólogos, [sim,] teu pai, ó rei,

    1. Veja 4:18 n.

    12 visto que se acharam nele, em Daniel, a quem o próprio rei chamou pelo nome de Beltessazar, um espírito extraordinário, e conhecimento, e perspicácia para interpretar sonhos, e a explicação de enigmas, e o desatamento de nós. Agora, chame-se ao próprio Daniel para que mostre a própria interpretação.”

    13 Por conseguinte, o próprio Daniel foi introduzido perante o rei. O rei falou e disse a Daniel: “És tu o Daniel que é dos exilados*1 de Judá, a quem o rei, meu pai, trouxe de Judá?

    1. Veja 2:25 n.

    14 Ouvi também [falar] a teu respeito que há em ti o espírito de deuses*1 e que se acharam em ti iluminação, e perspicácia, e sabedoria extraordinária.

    1. Veja 4:18 n.

    15 E agora, foram introduzidos perante mim os sábios [e] os conjuradores, para que me lessem esta mesma escrita, sim, para me fazerem saber a sua interpretação; mas eles não são suficientemente competentes para mostrar a própria interpretação da palavra.

    16 E eu mesmo tenho ouvido [falar] a teu respeito que és capaz de dar interpretações e desatar os próprios nós. Agora, se puderes ler a escrita e fazer-me saber a própria interpretação dela, serás vestido de púrpura, com um colar de ouro em volta do teu pescoço, e dominarás como o terceiro no reino.”

    17 Nisso Daniel respondeu e disse perante o rei: “Venham a ser as tuas dádivas para ti mesmo e dá os teus presentes a outros. No entanto, eu lerei a própria escrita ao rei e lhe farei saber a interpretação.

    18 Quanto a ti, ó rei, o próprio Deus Altíssimo*1 deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino, e a grandeza, e a dignidade, e a majestade.

    1. “O . . . Deus Altíssimo.” Aram.: ’Ela·há’ ‛Il·lai·’á; LXXBagster(gr.): ho The·ós ho Hý·psi·stos.

    19 E por causa da grandeza que Ele lhe deu, todos os povos, grupos nacionais e línguas vieram a estar tremendo e mostrando medo diante dele. Matava a quem quisesse; e golpeava*1 a quem quisesse; e enaltecia a quem quisesse; e humilhava a quem quisesse.

    1. “Deixava viver”, se for derivado de outro verbo de forma similar.

    20 Mas, quando seu coração se enalteceu e seu próprio espírito se endureceu, de modo a agir presunçosamente, ele foi derrubado do trono do seu reino e foi-lhe tirada a sua própria dignidade.

    21 E ele foi expulso de entre os filhos da humanidade,*1 e seu próprio coração foi feito semelhante ao de um animal, e sua morada era com os jumentos selvagens. Davam-lhe vegetação para comer, como a touros, e seu próprio corpo foi molhado pelo orvalho dos céus, até ele saber que o Altíssimo é Governante*2 no reino da humanidade e que estabelece sobre ele a quem quiser.

    1. Ou “filhos de homens”. Aram.: benéh ’ana·shá’.

    2. Ou “está governando”. Veja 4:17 n.: “Governante”.

    22 “E no que se refere a ti, seu filho Belsazar, não humilhaste teu coração, embora soubesses de tudo isso.

    23 Mas enalteceste-te contra o Senhor dos céus*1 e fizeste trazer perante ti até mesmo os vasos da sua casa; e tu e os teus grandes, tuas concubinas e tuas esposas secundárias bebestes vinho neles, e louvaste os meros deuses*2 de prata e de ouro, cobre, ferro, madeira e pedra, que nada vêem, nem ouvem, nem sabem; mas não glorificaste o Deus*3 em cuja mão está o teu fôlego*4 e a quem pertencem todos os teus caminhos.

    1. “O Senhor dos céus.” Aram.: ma·re’-shemai·yá’.

    2. “E . . . deuses de.” Aram.: wele’·la·héh.

    3. “Mas . . . o Deus.” Aram.: welE’·la·há’; LXXBagster(gr.): The·ón.

    4. “Teu fôlego.” Aram.: nish·methákh. Veja Pr 20:27 n.

    24 Conseqüentemente, de diante dele foram enviadas as costas da mão e se escreveu esta mesma escrita.

    25 E esta é a escrita que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.*1

    1. Lit.: “Uma mina, uma mina, um siclo e meio siclos.” Aram.: Mené’ Mené’ Teqél u·Far·sín. Far·sín é o pl. de Perés, “meio siclo”.

    26 Esta é a interpretação da palavra: MENE: Deus contou*1 [os dias do] teu reino e acabou*2 com ele.

    1. “MENE: Deus contou.” Aram.: Mené’ menah-’Ela·há’.

    2. Ou “abandonou-o”.

    27 “TEQUEL: foste pesado*1 na balança e achado deficiente.

    1. “TEQUEL: foste pesado.” Aram.: Teqél teqíl·tah.

    28 “PERES: teu reino foi dividido*1 e dado aos medos e aos persas.”*2

    1. “PERES: teu reino foi dividido.” Aram.: Perés pari·sáth mal·khu·thákh. Perés é o sing. de Far·sín. Veja v. 25 n.

    2. “Aos medos e aos persas.” Aram.: leMa·dhaí u·Fa·rás. A palavra aram. para “persas” tem as mesmas três consoantes que Perés.

    29 Então Belsazar deu ordem,*1 e eles vestiram Daniel de púrpura, com um colar de ouro em volta de seu pescoço; e proclamaram*2 a seu respeito que se tornaria o terceiro governante no reino.

    1. Lit.: “disse”.

    2. Ou “e pregoaram”. Aram.: wehakh·rí·zu; LXXBagster(gr.): e·ké·ry·xe; lat.: prae·di·cá·tum est. Veja 3:4 n.

    30 Naquela mesma noite*1 foi morto Belsazar, o rei caldeu,

    1. Veja “Caiu Babilônia, a Grande!” O Reino de Deus já Domina! distribuído pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, Cesário Lange, SP, Brasil, ed. em inglês, 1963, p. 227 n.; veja também ad sob o verbete “Belsazar”.

    31 *1 e o próprio Dario,*2 o medo, recebeu o reino ao ter cerca de sessenta e dois anos de idade.

    1. MLXX iniciam aqui o cap. 6.

    2. “E . . . Dario.” Aram.: weDhor·yá·wesh; LXXBagster(gr.): Da·reí·os; lat.: Da·rí·us; gr.: Ar·ta·xér·xes.