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    1 Naquela ocasião, portanto, Pilatos tomou Jesus e o açoitou.

    2 E os soldados trançaram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele, e vestiram-no com uma roupa exterior de púrpura;

    3 e começaram a chegar-se a ele e a dizer: “Bom dia, ó Rei dos judeus!” Davam-lhe também bofetadas.

    4 E Pilatos saiu novamente e disse-lhes: “Eis que vo-lo trago para fora, a fim de que saibais que eu não acho falta nele.”

    5 Concordemente, Jesus veio para fora, levando a coroa de espinhos e a roupa exterior de púrpura. E ele lhes disse: “Eis o homem!”*1

    1. “Eis o homem!” Gr.: I·doú ho án·thro·pos; lat.: éc·ce hó·mo; J22(hebr.): Hin·néh ha·’ísh; J17(hebr.): Hin·néh ha·’a·dhám, “Eis o homem terreno!”; J18(hebr.): Hin·néh hag·ga·vér, “Eis o varão vigoroso!” Veja Za 6:12 n.: “homem”.

    6 No entanto, quando os principais sacerdotes e os oficiais o viram, gritaram, dizendo: “Para a estaca [com ele]!*1 Para a estaca [com ele]!” Pilatos disse-lhes: “Tomai-o vós mesmos e pregai-o numa estaca, pois eu não acho nenhuma falta nele.”

    1. Ou: “Fixa[-o] numa estaca (poste)!” Veja Ap. 5C.

    7 Os judeus responderam-lhe: “Nós temos uma lei, e é segundo a lei que ele deve morrer, porque se fez filho de Deus.”

    8 Ouvindo Pilatos, portanto, esta palavra, ficou mais temeroso ainda;

    9 e entrou novamente no palácio do governador e disse a Jesus: “Donde és?” Mas Jesus não lhe deu resposta.

    10 Pilatos disse-lhe por isso: “Não falas comigo? Não sabes que tenho autoridade para te livrar e que tenho autoridade para te pregar numa estaca?”

    11 Jesus respondeu-lhe: “Não terias absolutamente nenhuma autoridade*1 contra mim, se não te tivesse sido concedida de cima.*2 É por isso que o homem que me entregou a ti tem maior pecado.”

    1. “Autoridade.” Gr.: e·xou·sí·an; lat.: po·te·stá·tem; J17(hebr.): reshúth.

    2. Ou “desde o céu”.

    12 Por esta razão, Pilatos procurava um modo de livrá-lo. Mas os judeus gritavam, dizendo: “Se livrares este [homem], não és amigo de César.*1 Todo homem que se faz rei fala contra César.”

    1. Ou “do imperador”. Gr.: tou Kaí·sa·ros.

    13 Portanto, Pilatos, depois de ouvir estas palavras, trouxe Jesus para fora e se assentou numa cadeira de juiz, num lugar chamado O Pavimento de Pedra, mas, em hebraico, Gabatá.

    14 Ora, era a preparação da páscoa; era cerca da sexta hora.*1 E ele disse aos judeus: “Eis o vosso rei!”

    1. Isto é, por volta do meio-dia, contada desde o nascer do sol.

    15 No entanto, eles gritavam: “Fora [com ele]! Fora [com ele]! Para a estaca com ele!” Pilatos disse-lhes: “Hei de pregar na estaca o vosso rei?” Os principais sacerdotes responderam: “Não temos rei senão César.”

    16 Nesta ocasião, portanto, entregou-o a eles, para ser pregado numa estaca. Então tomaram conta de Jesus.

    17 E, levando ele mesmo a estaca de tortura,*1 saiu para o chamado Lugar da Caveira,*2 que em hebraico é chamado Gólgota;*3

    1. Veja Ap. 5C.

    2. Veja Mt 27:33 n.: “Lugar da Caveira.”

    3. “Gólgota.” Gr.: Gol·go·thá; J17,18(hebr.): Gol·gol·tá’.

    18 e ali o pregaram numa estaca, e, junto com ele, mais dois [homens], um deste lado e um daquele, mas Jesus no meio.

    19 Pilatos escreveu também um título e o pôs na estaca de tortura. Estava escrito: “Jesus, o Nazareno, o Rei dos Judeus.”*1

    1. Veja 18:33 n.

    20 Portanto, muitos dos judeus leram este título, porque o lugar onde Jesus estava pregado numa estaca era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, em latim, em grego.*1

    1. Veja Lu 23:38 n.

    21 No entanto, os principais sacerdotes dos judeus começaram a dizer a Pilatos: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos Judeus.’”

    22 Pilatos respondeu: “O que escrevi, escrevi.”

    23 Então, quando os soldados tinham pregado Jesus numa estaca, tomaram as suas roupas exteriores e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte, e a roupa interior. Mas a roupa interior era sem costura, sendo tecida desde a parte de cima, por todo o seu comprimento.

    24 Portanto, disseram um ao outro: “Não a rasguemos, mas decidamos por sortes de quem será.” Isto foi para que se cumprisse a escritura: “Repartiram entre si a minha roupagem exterior, e lançaram sortes sobre a minha vestimenta.” E, assim, os soldados fizeram realmente estas coisas.

    25 Junto à estaca de tortura de Jesus, porém, estavam paradas a sua mãe e a irmã de sua mãe; Maria, esposa de Clopas, e Maria Madalena.

    26 Jesus, portanto, vendo sua mãe e o discípulo a quem amava*1 parados ali, disse à sua mãe: “Mulher, eis o teu filho!”

    1. Ou “preferia”.

    27 A seguir disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” E daquela hora em diante, o discípulo levou-a para o seu próprio lar.

    28 Depois disso, sabendo Jesus que já se tinham efetuado todas as coisas, a fim de que se cumprisse a escritura, disse: “Tenho sede.”

    29 Havia ali um vaso cheio de vinho acre. Portanto, puseram uma esponja cheia de vinho acre numa [haste] de hissopo e a chegaram à sua boca.

    30 Tendo então recebido o vinho acre, Jesus disse: “Está consumado!” e, inclinando a cabeça, entregou o [seu] espírito.*1

    1. Ou “parou de respirar”. Lit.: “entregou o espírito”. Gr.: pa·ré·do·ken to pneú·ma.

    31 Então, os judeus, visto ser a Preparação, a fim de que os corpos não permanecessem nas estacas de tortura no sábado, (pois era grande o dia daquele sábado,) solicitaram que Pilatos fizesse quebrar-lhes as pernas e retirar os [corpos].*1

    1. Ou “retirá-los”.

    32 Os soldados vieram, portanto, e quebraram as pernas do primeiro [homem] e as do outro [homem] que com ele tinham sido pregados em estacas.

    33 Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas.

    34 No entanto, um dos soldados furou-lhe o lado com uma lança, e saiu imediatamente sangue e água.

    35 E aquele que viu [isso] tem dado testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro, e esse homem sabe que diz coisas verdadeiras, a fim de que vós também creiais.

    36 De fato, estas coisas ocorreram, a fim de que se cumprisse a escritura: “Nenhum osso seu será esmagado.”

    37 E, novamente, uma escritura diferente diz: “Olharão para Aquele a quem traspassaram.”

    38 Então, depois destas coisas, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas em secreto, por temor dos judeus, solicitou a Pilatos que pudesse retirar o corpo de Jesus; e Pilatos deu-lhe permissão. Ele veio, portanto, e retirou o corpo dele.

    39 Também Nicodemos, o homem que viera a ele pela primeira vez de noite, veio trazer um rolo*1 de mirra e aloés, cerca de trinta e três quilos*2 [disso].

    1. “Rolo”, א°B; P66אcAVgSyp: “uma mistura”.

    2. Ou “cem libras”. Gr.: lí·tras, de modo geral igualada à libra romana, que pesava 327 g; lat.: lí·bras.

    40 Tomaram assim o corpo de Jesus e o envolveram com faixas, junto com os aromas, do modo como os judeus costumam preparar para o enterro.

    41 Incidentalmente, no lugar onde fora pregado numa estaca havia um jardim, e no jardim um túmulo memorial novo, no qual ainda ninguém tinha sido deitado.

    42 Ali, então, por causa da preparação dos judeus, deitaram Jesus, porque o túmulo memorial estava perto.