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    1 E sucedeu no mês de nisã,*1 no vigésimo ano de Artaxerxes, o rei, que havia vinho diante dele, e, como de costume, tomei o vinho e o dei ao rei. Mas nunca antes eu tinha estado sombrio diante dele.

    1. “Nisã.” Esta é a primeira de duas ocorrências deste nome pós-exílico do primeiro mês lunar judaico, que cai em março e abril. Veja Est 3:7.

    2 De modo que o rei me disse: “Por que está sombria a tua face, sendo que não estás doente? Isto não é mais que tristeza de coração.” Nisso fiquei com muito medo.

    3 Então eu disse ao rei: “Viva o próprio rei por tempo indefinido! Por que não deve a minha face ficar sombria quando a cidade, a casa das sepulturas de meus antepassados, está devastada e seus próprios portões foram consumidos pelo fogo?”

    4 O rei, por sua vez, me disse: “O que é que estás procurando obter?” Orei imediatamente ao Deus dos céus.

    5 Depois eu disse ao rei: “Se parecer bem ao rei e se teu servo parecer bom diante de ti, que me envies a Judá, à cidade das sepulturas de meus antepassados, para que eu a reconstrua.”

    6 A isto me disse o rei, enquanto sua consorte real estava sentada ao seu lado: “Até quando virá durar a tua viagem e quando retornarás?” De modo que pareceu bem perante o rei enviar-me quando lhe dei o tempo determinado.

    7 E eu prossegui, dizendo ao rei: “Se parecer bem ao rei, dêem-se-me cartas para os governadores de além do Rio,*1 para que me deixem passar até eu chegar a Judá;

    1. Isto é, o Eufrates.

    8 também uma carta para Asafe, guarda do parque*1 que pertence ao rei, para que me dê árvores para construir com madeira os portões do Castelo*2 que pertence à casa, e para a muralha da cidade e para a casa em que vou entrar.” Portanto, o rei mas deu, segundo a boa mão de meu Deus sobre mim.

    1. “Do parque.” Hebr.: hap·par·dés; gr.: pa·ra·deí·sou; sir.: par·dai·sa’.

    2. Ou “da Fortaleza”, situada ao noroeste do templo reconstruído.

    9 Por fim cheguei aos governadores de além do Rio e dei-lhes as cartas do rei. Além disso, o rei enviara comigo chefes da força militar e cavaleiros.

    10 Quando Sambalá, o horonita, e Tobias, o servo, amonita, chegaram a ouvir [isso], então lhes pareceu algo muito mau, que tivesse chegado um homem*1 para procurar algo de bom para os filhos de Israel.

    1. Ou “um homem terreno”. Hebr.: ’a·dhám.

    11 Finalmente cheguei a Jerusalém e fiquei ali por três dias.

    12 Então me levantei de noite, eu e alguns homens comigo, e não informei a nenhum homem o que meu Deus me pôs no coração para fazer por Jerusalém, e não havia comigo nenhum animal doméstico exceto o animal doméstico em que eu cavalgava.

    13 E passei a sair de noite pelo Portão do Vale e defronte da Fonte da Cobra Grande,*1 e ao Portão dos Montes de Cinzas,*2 e examinava constantemente as muralhas de Jerusalém, como tinham sido derrocadas e os portões dela tinham sido consumidos pelo fogo.

    1. Lit.: “Fonte do Dragão”, MVg; mediante uma correção do M em harmonia com LXX: “Fonte das Figueiras”. Provavelmente o Poço de En-Rogel.

    2. “Portão dos Montes de Cinzas.” Usualmente chamado de Portão do Esterco, como em LXXVg.

    14 E passei adiante ao Portão da Fonte e ao Reservatório de Água do Rei e não havia ali lugar para o animal doméstico debaixo de mim passar.

    15 Mas continuei subindo de noite pelo vale da torrente e prossegui examinando a muralha; depois voltei e entrei pelo Portão do Vale, e assim cheguei de volta.

    16 E os próprios delegados governantes não sabiam aonde eu tinha ido e o que estava fazendo; e eu não comunicara ainda nada aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos delegados governantes, nem ao resto dos que faziam a obra.

    17 Finalmente, eu lhes disse: “Vós estais vendo os sérios apuros em que estamos, como Jerusalém está devastada e seus portões foram queimados com fogo. Vinde e reconstruamos a muralha de Jerusalém, para que não continuemos mais a ser um vitupério.”

    18 E prossegui, contando-lhes a respeito da mão de meu Deus, como fora boa sobre mim, e também a respeito das palavras do rei, as quais ele me dissera. Então disseram: “Levantemo-nos, e temos de construir.” Fortaleceram assim as suas mãos para a boa obra.

    19 Ora, ouvindo isso Sambalá, o horonita, e Tobias, o servo, amonita, e Gesém, o árabe, começaram a caçoar de nós e a olhar com desprezo para nós, e passaram a dizer: “Que coisa é esta que estais fazendo? É contra o rei que vos estais rebelando?”

    20 Todavia, repliquei-lhes e disse-lhes: “O Deus dos céus é quem nos concederá bom êxito, e nós mesmos, seus servos, nos levantaremos e teremos de construir; mas vós mesmos não tendes quinhão, nem reivindicação justa, nem recordação em Jerusalém.”