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    Cântico de Salomão, 8

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    1 “Quem me dera que fosses como um irmão meu, mamando aos peitos de minha mãe! Se te achasse lá fora, eu te beijaria. As pessoas nem mesmo me desprezariam.

    2 Eu te conduziria, eu te introduziria na casa de minha mãe, que costumava ensinar-me. Eu te daria de beber vinho aromatizado, o suco fresco de romãs.

    3 Sua esquerda estaria sob a minha cabeça; e sua direita — ela me abraçaria.

    4 “Eu vos pus sob juramento, ó filhas de Jerusalém, que não tenteis despertar nem incitar [em mim] amor, até que [este] esteja disposto.”

    5 “Quem é esta mulher subindo do ermo, encostando-se no seu querido?” “Debaixo da macieira te*1 despertei. Ali a tua mãe estava em dores de parto contigo. Ali sentiu dores de parto aquela que te dava à luz.

    1. “Te”, hebr. masc.

    6 “Põe-me como selo sobre o teu*1 coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é tão forte como a morte, a insistência em devoção exclusiva é tão inexorável como o Seol.*2 Suas labaredas são as labaredas de fogo, a chama de Jah.*3

    1. “Teu”, hebr. masc.

    2. “Como o Seol.” Hebr.: khish·’óhl; gr.: haí·des; lat.: ín·fer·us. Veja Ap. 4B.

    3. “Jah.” Este é o único lugar no Cântico de Salomão em que ocorre o nome divino, aqui em forma abreviada. Veja Gins.Int, pp. 386, 387; Sal 68:4 n.; Ap. 1A.

    7 Mesmo muitas águas não são capazes de extinguir o amor, nem podem os próprios rios levá-lo de enxurrada. Se um homem*1 desse todas as coisas valiosas de sua casa em troca de amor, as pessoas positivamente as*2 desprezariam.”

    1. “Homem.” Hebr.: ’ish.

    2. Ou “o”.

    8 “Temos uma pequena irmã que não tem peitos. Que faremos por nossa irmã no dia em que for pedida?”

    9 “Se ela for uma muralha, construiremos sobre ela um parapeito de prata; mas se ela for uma porta, nós a bloquearemos com uma tábua de cedro.”

    10 “Sou uma muralha, e meus peitos são como torres. Neste caso me tornei aos seus olhos como aquela que acha paz.

    11 “Havia um vinhedo que Salomão veio a ter em Baal-Hamom. Ele entregou o vinhedo aos guardiães. Cada um trazia pelos seus frutos mil moedas de prata.*1

    1. Ou “mil peças de dinheiro”.

    12 “Meu vinhedo, aquele que me pertence, está à minha disposição.*1 As mil te pertencem, ó Salomão, e duzentas aos que guardam os seus frutos.”

    1. Lit.: “está diante de mim”.

    13 “Ó tu que moras nos jardins, os associados prestam atenção à tua*1 voz. Deixa-me ouvi-la.”

    1. “Tu” e “tua”, ambos hebr. fem.

    14 “Corre, meu querido, e faze-te*1 igual à gazela ou à cria dos veados sobre os montes de especiarias.”

    1. “Te”, hebr. masc. Veja 2:8, 9, 16, 17.