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    1 Noemi, sua sogra, disse-lhe então: “Minha filha, não devia eu procurar-te um lugar de descanso, para que te vá bem?

    2 E agora, não é Boaz, com cujas moças ficaste, um parente nosso? Eis que hoje à noite estará joeirando cevada na eira.

    3 E tens de lavar-te e esfregar-te com óleo, e tens de pôr sobre ti as tuas capas e descer à eira. Não te dês a conhecer ao homem até que tenha terminado de comer e de beber.

    4 E deve dar-se que, quando ele se deitar, então tens de notar o lugar onde se deitou; e tens de vir e descobrir-lhe os pés, e tens de deitar-te; e ele, da sua parte, te declarará o que deves fazer.”

    5 Então ela lhe disse: “Farei tudo o que me*1 disseres.”

    1. “Me”, TSy e muitos mss. hebr. M não contém a palavra “me”, mas tem em “disseres” os sinais vocálicos de qere para ela. Veja Jz 20:13 n.

    6 E ela passou a descer à eira e a fazer segundo tudo o que a sua sogra lhe mandara.

    7 Entrementes, Boaz comia e bebia, e seu coração se sentia bem. Então foi deitar-se na extremidade do monte de cereais. Depois ela veio ocultamente e lhe descobriu os pés, e deitou-se.

    8 E sucedeu, à meia-noite, que o homem começou a tremer. Inclinou-se, pois, para a frente e eis que havia uma mulher deitada aos seus pés!

    9 Então ele disse: “Quem és?” Ela disse, por sua vez: “Sou Rute, tua escrava, e tens de estender a tua aba sobre a tua escrava, visto que és resgatador.”

    10 A isso ele disse: “Que Jeová te abençoe, minha filha. Expressaste a tua benevolência melhor no último caso do que no primeiro, não indo atrás dos jovens, quer o de condição humilde, quer o rico.

    11 E agora, minha filha, não tenhas medo. Farei para ti tudo o que disseres, pois todos no portão*1 do meu povo se apercebem de que és uma mulher de bem.

    1. Ou “cidade”.

    12 E agora, embora de fato eu seja resgatador, há um resgatador de parentesco mais chegado do que eu.

    13 Pernoita aqui, e de manhã terá de acontecer que, se ele te resgatar, muito bem! Seja ele quem resgata. Mas, se ele não se agradar em resgatar-te, então eu te resgatarei, eu mesmo, tão certo como Jeová vive. Fica deitada até à manhã.”

    14 E ela ficou deitada aos seus pés até à manhã e então se levantou, antes de se poder reconhecer um ao outro. Ele disse então: “Não se saiba que uma mulher veio à eira.”

    15 E prosseguiu, dizendo: “Traze a manta que tens sobre ti e segura-a aberta.” Assim, ela a segurou aberta, e ele passou a medir seis medidas*1 de cevada e a pô-la sobre ela, entrando ele*2 depois na cidade.

    1. Segundo fontes rabínicas, trata-se de seis seás, ou de 44 l. Provavelmente era tudo o que ela podia carregar na cabeça.

    2. “Ele”, M; SyVg: “ela”.

    16 E ela foi ter com a sua sogra, que lhe disse então: “Quem és, minha filha?” Por conseguinte, ela lhe contou tudo o que o homem lhe havia feito.

    17 E prosseguiu, dizendo: “Deu-me estas seis medidas de cevada, pois me*1 disse: ‘Não vás de mãos vazias à tua sogra.’”

    1. TLXX, muitos mss. hebr. e os sinais vocálicos de qere do M; Sy: “lhe (a ela)”. Veja v. 5 n.

    18 A isso ela disse: “Fica sentada, minha filha, até que saibas como o assunto se resolverá, pois o homem não terá sossego a menos que leve o assunto ainda hoje a término.”