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    Jó, 40

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    Notas do capítulo
    • No capítulo 40 de Jó, Deus continua a falar com Jó, questionando sua sabedoria e poder em comparação com o próprio Deus. Ele faz uma série de perguntas retóricas para mostrar a Jó sua própria insignificância em relação ao Criador. Abaixo estão cinco versículos relacionados com os temas abordados neste capítulo:

    • Salmos 50:10-11: "Pois todo animal da floresta é meu, e os animais aos milhares sobre as montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e tudo o que se move no campo é meu". Este versículo mostra o poder de Deus sobre toda a criação, incluindo animais, montanhas e campos, ressaltando a superioridade divina sobre a criação.

    • Isaías 55:8-9: "Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos". Este versículo destaca a diferença entre a sabedoria e o poder de Deus e a limitação humana em compreendê-los.

    • Jó 38:4-5: "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?"

    • Salmos 139:1-2: "Senhor, tu me sondaste e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos". Este versículo enfatiza o conhecimento de Deus sobre a vida e os pensamentos humanos.

    • Isaías 45:9: "Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura, dirá o barro ao que o modela: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça". Este versículo destaca a falta de sabedoria em lutar contra a vontade de Deus e se opor à sua obra.

    1 Respondendo o Senhor a Job, do meio do remoinho, disse:

    2 Cinge os teus rins como homem; eu te interrogarei, e me responderás.

    3 Porventura queres reduzir a nada a minha justiça, e condenar-me a mim, para te justificares a ti?

    4 Se tu tens um braço (forte) como Deus, e trovejas com voz semelhante,

    5 reveste-te de grandeza e majestade, cobre-te de esplendor e de glória.

    6 Lança, em torrentes, a lua ira, e humilha os arrogantes com um. só olhar.

    7 Com um só olhar humilha os soberbos, aniquila os ímpios no seu lugar.

    8 Sepulta-os todos juntos no pó, mergulha em trevas a sua face.

    9 Então eu próprio confessarei que a tua dextra poderá salvar-te.

    10 Considera o Beemot, criado por mim, como tu, ele come feno como o boi.

    11 A sua fortaleza está nos seus lombos, e o seu vigor nos músculos dos seus flancos.

    12 Levanta a sua cauda como cedro, os nervos dos seus músculos estão entrelaçados uns nos outros.

    13 Os seus ossos são como canas de bronze, a sua estrutura é de barras de ferro.

    14 É obra-prima de Deus; aquele que o fez, dotou-o de uma espada.

    15 Os montes produzem-lhe ervas; e todos os animais do campo vêm retouçar ali (junto dele).

    16 Dorme à sombra dos lotos, no retiro dos canaviais dos pântanos.

    17 Os lotos o cobrem com a sua sombra, os salgueiros da torrente o circundam,

    18 Se o rio crescer, ele não se espanta; ainda que um Jordão lhe chegue à garganta, fica tranquilo.

    19 Quem poderá apanhá-lo de frente, e atravessar-lhe as narinas com laços?

    20 Porventura poderás tirar com anzol o Leviatan, e ligar a sua língua com uma corda?

    21 Porventura porás uma argola nos teus narizes, ou furarás a sua queixada com um anel?

    22 Porventura multiplicará os rogos diante de ti, ou te dirá palavras ternas?

    23 Porventura fará ele concerto contigo, e recebê-lo-ás tu por escravo para sempre?

    24 Porventura brincarás com ele como com um pássaro ou o atarás para divertir teus filhos?

    25 Colhê-lo-ão os pescadores em suas redes, dividi-lo-ão os negociantes?

    26 Crivarás de dardos a sua pele, espetarás o arpão na sua cabeça?

    27 Põe a tua mão sobre ele: ficarás escarmentado, não tornarás a fazê-lo.

    28 Eis que (quem quiser capturar tal monstro) se enganará nas suas esperanças; a vista (do monstro) bastará para o aterrar.