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    Jó, 29

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    Notas do capítulo
    • Jó 29 é um capítulo em que Jó relembra seus dias de prosperidade, quando era respeitado e admirado por todos ao seu redor. Ele fala sobre a sua reputação, a sua riqueza e as honrarias que recebeu. Os versículos abaixo foram escolhidos por abordarem temas relacionados a essas lembranças e à posição de destaque que Jó tinha na sociedade:

    • Provérbios 22:1: "Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a boa fama vale mais do que a prata e o ouro." Jó tinha um nome respeitado e uma boa fama, que valiam mais do que qualquer riqueza material.

    • Salmos 112:1-3: "Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus mandamentos. A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada. Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre." Jó era um homem justo e temente a Deus, o que lhe trouxe prosperidade e riqueza em sua vida.

    • Eclesiastes 7:1: "Melhor é a boa fama do que o melhor perfume, e o dia da morte do que o dia do nascimento." A boa fama de Jó era mais valiosa do que qualquer perfume ou bem material.

    • Jó 12:4: "Sou motivo de riso para os meus amigos; eu, que invoco a Deus e ele me responde; sou motivo de zombaria, um justo, um homem íntegro." Jó, mesmo sendo justo e íntegro, passou a ser motivo de riso para seus amigos depois de ter perdido tudo.

    • Salmos 25:14: "O segredo do Senhor é para os que o temem, e ele lhes fará saber o seu concerto." Jó tinha um relacionamento profundo com Deus e sabia que a sua justiça e retidão eram reconhecidas por Ele, mesmo que seus amigos não entendessem.

    1 Job, continuando a sua parábola, acrescentou:

    2 Quem me dera ser como fui nos meses antigos, como nos dias em que Deus me guardava,

    3 quando a sua lâmpada luzia sobre a minha cabeça, e quando eu, guiado pela sua luz, caminhava (seguro) entre as trevas!

    4 Como fui nos dias do meu outono, quando Deus protegia a minha casa,

    5 quando o Omnipotente estava comigo, e meus filhos em volta de mim;

    6 quando eu (por assim dizer) lavava os meus pés em leite, e quando a pedra derramava para mim arrolos de azeite;

    7 quando eu saia até à porta da cidade, e me sentava numa cadeira na praça pública!

    8 Viam-me (nessa altura) os jovens e retiravam-se (reverentes); os velhos, levantando-se, punham-se de pé.

    9 Os príncipes cessavam de falar, e punham a mão sobre a sua boca.

    10 Os grandes continham a sua voz, e a sua língua ficava pegada ao paladar.

    11 O ouvido que me escutava, chamava-me bem-aventurado, e os olhos que me viam, davam (bom) testemunho de mim,

    12 porque eu livrava o aflito suplicante, e o órfão, que não tinha quem o socorresse,

    13 A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu consolava o coração da viúva.

    14 Revesti-me de justiça, e a equidade serviu-me como de vestido e de diadema.

    15 Fui o olho do cego, e o pé do coxo.

    16 Eu era o pai dos pobres, e as causas (dos pobres) de que eu não tinha conhecimento, informava-me delas com toda a diligência.

    17 Eu quebrava as maxilas do iníquo, e tirava-lhe a presa dentre os dentes.

    18 Eu dizia: Morrerei no meu ninho, e multiplicarei os dias como a areia.

    19 A minha raiz estende-se ao longo das águas, e o orvalho descansa sobre os meus ramos.

    20 A minha glória sempre se renovará, e o meu arco fortificar-se-á na minha mão.

    21 Os que me ouviam esperavam a minha opinião, e em silêncio estavam atentos ao meu conselho.

    22 Não ousavam juntar nada ás minhas palavras, e as minhas razões caíam sobre eles como orvalho.

    23 Esperavam-me como a chuva, e abriam a sua boca como (faz a terra seca) às águas da primavera.

    24 Se alguma vez lhes sorria, não o acreditavam, e a luz do meu rosto não caia por terra.

    25 Quando ia ter com eles, sentava-me no primeiro lugar, como um rei no meio do seu exército, como um consolador dos aflitos.