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    Jó, 24

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 24 de Jó aborda a aparente impunidade dos ímpios e o sofrimento dos justos diante dessa situação. Jó questiona por que Deus parece permitir que os ímpios prosperem e sejam bem-sucedidos, enquanto os justos sofrem e são oprimidos. Ele descreve várias formas de opressão e violência que são cometidas pelos ímpios contra os pobres e necessitados. Abaixo estão cinco versículos relacionados com esses temas:

    • Salmos 37:7 - "Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos." Este verso fala sobre esperar em Deus e não se preocupar com os ímpios que prosperam em suas práticas maliciosas. Isso pode ajudar a trazer paz àqueles que estão sofrendo, como Jó.

    • Salmos 73:3-5 - "Porque eu tinha inveja dos soberbos, quando via a prosperidade dos ímpios. Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força. Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens." O salmista também questiona a aparente prosperidade dos ímpios, observando como eles parecem evitar a dor e o sofrimento que os outros experimentam.

    • Isaías 10:1-2 - "Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que prescrevem opressão. Para desviarem os pobres do juízo, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!" Este verso denuncia a opressão cometida pelos ímpios contra os necessitados e vulneráveis, que é uma das principais preocupações de Jó no capítulo 24.

    • Jeremias 12:1 - "Tu és justo, ó Senhor, quando eu pleiteio contigo; contudo, falarei contigo sobre os teus juízos. Por que razão prospera o caminho dos ímpios, e vivem em paz todos os que procedem aleivosamente?" Este verso apresenta uma situação semelhante à de Jó, com o profeta Jeremias questionando a justiça de Deus diante do aparente sucesso dos ímpios.

    • Habacuque 1:2-3 - "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? Por que me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita." Habacuque também questiona por que Deus parece permitir a violência e a opressão, especialmente em relação ao povo de Deus.

    1 Por que não reserva o Omnipotente para si os seus tempos, e os seus fiéis não veem os dias dele? (ver nota)

    2 Uns invadem terrenos alheios, roubam rebanhos e os apascentam.

    3 Levam o jumento dos órfãos, e tomam em penhor o boi da viúva.

    4 Põem os pobres fora do caminho, e obrigam a esconder-se os humildes camponeses.

    5 Outros (bons, mas pobres) como asnos monteses do deserto, saem do seu trabalho, madrugando à busca do seu pão e do pão de seus filhos.

    6 Ceifando (esfomeados) o campo que não é seu, e vindimam a vasilha do ímpio.

    7 Passam a noite nus, por falta de roupa, não têm com que se cobrir durante o frio.

    8 São banhados pelas chuvas dos montes, e, não tendo com que se cobrir, rufugiam-se sob os rochedos.

    9 Fizeram violência (os ímpios) roubando os órfãos, e despojaram os pobres.

    10 Estes andam nus, por falta de roupa; levam feixes de espigas (dos senhores), e têm fome,

    11 moem as zeitonas e pisam as uvas e têm sede.

    12 Da cidade sobem os gemidos dos moribundos, a alma dos feridos clama vingança, e Deus não escuta as suas súplicas.

    13 (Os impios) foram rebeldes à luz, não conheceram os caminhos (de Deus) não andaram pelas suas veredas.

    14 O homicida levanta-se ao amanhecer, mata o mendigo e o pobre, ronda de noite como ladrão.

    15 O olho do adúltero observa o escurecer e diz: Ninguém me verá, - e oculta com um véu o seu rosto.

    16 Arrombam nas trevas as casas, de dia conservam-se escondidos, não conhecem a luz (mas odeiam-na).

    17 Se a aurora aparece de súbito, é para eles como uma sombra de morte; são-lhes familiares os terrores da noite.

    18 (O ímpio) corre veloz sobre a superfície das águas; maldita seja a sua herança sobre a terra, e não ande pelo caminho das vinhas _(nem goze os seus frutos).

    19 Passe das águas da neve para um excessivo, calor, e o seu pecado vá (com ele) até aos infernos.

    20 A misericórdia se esqueça dele; os vermes sejam a sua delicia; não haja dele memória. mas seja feito em pedaços como árvore que dão dá fruto.

    21 Com efeito devorou (ou roubou) a estéril que não dá filhos, e não fez bem à viúva.

    22 Destroçou os valentes com a sua fortaleza, mas, quando estiver em pé, não terá segura a sua vida.

    23 Deus deu-lhe tempo de penitência, e ele abusa disto para se ensoberbecer, mas os olhos de Deus estão fixos nos seus caminhos.

    24 Elevar-se-ão por um pouco de tempo, mas não subsistirão, e serão humilhados e arrebatados como todos os outros, e como cabeças de espigas serão cortados.

    25 Se isto não é assim, quem me poderá convencer de mentira, e acusar as minhas palavras diante de Deus?