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    Jó, 38

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    Notas do capítulo
    • No capítulo 38 de Jó, Deus responde a Jó do meio de uma tempestade, questionando-o sobre quem ele é para questionar a sabedoria divina e o propósito da criação. Deus fala sobre o poder da natureza, o estabelecimento das fronteiras do mar e a origem do relâmpago, entre outros temas. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em Jó 38:

    • Salmos 104:5-6: "Estabeleceste a terra sobre os seus fundamentos; ela jamais será abalada. Tu a cobriste com o abismo, como com um manto; as águas envolviam as montanhas." Este versículo fala sobre como Deus estabeleceu a terra em sua posição e a cobriu com águas.

    • Provérbios 8:29: "Quando ele fixou as nuvens no alto e fez as nascentes das águas do mar poderem chegar até aqui," Este versículo descreve como Deus criou as nuvens e estabeleceu os limites do mar.

    • Jó 38:8: "Ou quem encerrou o mar com portas, quando ele, irrompendo do seio materno, saiu para a luz," Este versículo está diretamente relacionado ao tema do estabelecimento das fronteiras do mar mencionado por Deus em Jó 38.

    • Salmos 29:3-4: "A voz do Senhor ressoa sobre as águas; o Deus da glória troveja, o Senhor sobre as muitas águas. A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é majestosa." Este versículo menciona o poder da voz de Deus sobre as águas, um tema relacionado à descrição da tempestade em Jó 38.

    • Jeremias 10:12: "Ele fez a terra pelo seu poder, estabeleceu o mundo por sua sabedoria, e estendeu os céus por sua inteligência." Este versículo fala sobre a sabedoria e poder de Deus na criação do mundo, um tema central na resposta de Deus a Jó em Jó 38.

    1 Então o Senhor falou a Job, do meio dum redemoinho, dizendo:

    2 Quem é este que obscurece assim a Providência, com discursos insipientes?

    3 Cinge os teus rins como um homem; interrogar-te-ei, e responder-me-ás.

    4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Di-lo, se o sabes.

    5 Sabes quem fixou as medidas para ela? Quem estendeu sobre ela a régua?

    6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra angular,

    7 quando os astros da manhã, em coro, me louvavam, e quando todos os filhos de Deus (os anjos) aplaudiam jubilosos?

    8 Quem pôs diques ao mar, quando ele irrompia do seio materno,

    9 quando eu punha as nuvens por sua vestidura, e o envolvia em neblinas espessas, como em faixas,

    10 quando lhe marquei limites, pondo-lhe portas e ferrolhos,

    11 e lhe disse: Até aqui chegarás, mas daqui não passarás: aqui quebrarás a soberba das tuas ondas?

    12 Porventura tu, depois do teu nascimento, deste lei à luz da manhã? Acaso marcaste à aurora o seu lugar,

    13 para que ocupe os extremos da terra e sacuda dela os malfeitores?

    14 Ela (a terra) se transforma como a argila sob o selo, e se mostra como coberta com um vestido. (ver nota)

    15 E’ tirada aos impios a sua luz (que é a noite) e quebra-se o seu braço altivo (erguido para o crime).

    16 Porventura entraste tu até ao fundo do mar, e andaste passeando no mais profundo do abismo?

    17 Porventura foram-te abertas as portas da morte, viste essas portas tenebrosas?

    18 Consideraste toda a extensão da terra? Declara-me, se sabes, todas estas coisas.

    19 Qual o caminho para as moradas da luz, e qual é o lugar das trevas?

    20 Saberás levá-las aos seus lugares, reconhecer as veredas da sua casa?

    21 Deves saber, com certeza, porque então já eras nascido, tão grande é o número dos teus dias…​

    22 Eu traste porventura nos depósitos da neve, ou viste os depósitos da saraiva,

    23 que eu preparei para o tempo da angústia, para o dia da guerra e da batalha?

    24 Por que caminho se difunde a luz, e se espalha o vento (quente) do oriente sobro a terra?

    25 Quem abriu caminho á inundação, e rasgou estradas aos fogos tonitruantes,

    26 para fazer chover sobre uma terra sem habitantes, sobre um deserto, onde nenhum homem mora,

    27 para alagar uma terra árida e desolada, e fazer germinar a erva verde?

    28 A chuva tem pai? Quem produziu as gotas do orvalho?

    29 De que seio saiu a geada, e quem gerou o gelo do céu?

    30 As águas endurecem-se como pedra, e a superfície do abismo (do mar) torna-se sólida.

    31 E’s tu porventura que fazes aparecer as constelações, a seu tempo, e girar a Ursa com os seus filhos?

    32 Conheces, acaso, as leis do céu, regulas a sua influência sobre a terra?

    33 Podes levantar a tua voz até às nuvens, e fazer vir sobre ti um dilúvio de água?

    34 Porventura mandarás os relâmpagos, e eles irão, dizendo-te: Aqui estamos?

    35 Porventura mandarás os relâmpagos, e eles irão, dizendo-te: Aqui estamos?

    36 Quem pus sabedoria nas nuvens, e inteligência nos meteoros? (ver nota)

    37 Quem pode contar exatamente as nuvens e inclinar as urnas do céu,

    38 para o pó se tornar em massa, e os torrões (com a água) aderirem uns aos outros?

    39 Porventura caçarás tu presa para a leoa, e saciarás a fome dos seus cachorros,

    40 quando estes estão deitados nos seus covis, ou à espreita nas suas brenhas?

    41 Quem prepara ao corvo o seu sustento, quando os seus filhinhos gritam para Deus, indo dum lado para o outro (do ninho) por não terem que comer?