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    Jó, 39

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    Notas do capítulo
    • Jó 39 trata sobre os animais selvagens e o cuidado que Deus tem por eles, apresentando exemplos de como eles se comportam e se reproduzem. Abaixo seguem cinco versículos relacionados com os temas abordados no capítulo:

    • Salmos 104:21: "Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o seu sustento." Este versículo mostra a dependência dos animais selvagens de Deus para sua sobrevivência.

    • Provérbios 30:25: "As formigas não são um povo forte, contudo no verão preparam a sua comida." Assim como os animais selvagens, as formigas têm um instinto que os leva a se prepararem para o futuro.

    • Isaías 11:6: "O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará." Este versículo descreve a paz que existirá na criação de Deus.

    • Mateus 6:26: "Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as sustenta. Não tendes vós muito mais valor do que as aves?" Jesus usa a criação como exemplo para mostrar a preocupação de Deus em sustentar todas as criaturas.

    • Jeremias 8:7: "Até a cegonha no céu conhece o tempo de sua migração; a rola, o grou e a andorinha observam atentamente a época de sua chegada. Mas o meu povo não conhece o julgamento do Senhor." Este versículo compara a sabedoria da criação de Deus com a falta de sabedoria do povo de Israel em relação ao seu julgamento divino.

    1 Porventura conheces o tempo em que as cabras montesas dão à luz nos rechedos, ou observaste o parto das corsas?

    2 Contaste os meses da sua gravidez, e sabes o tempo do seu parto?

    3 Encurvam-se para darem à luz a sua cria, e (assim) se livram das suas dores.

    4 Tornam-se vigorosos os seus filhos, crescem nos campos, saem, e não voltam para junto delas.

    5 Quem pôs o asno montês em liberdade, e quem soltou as suas prisões?

    6 Dei-lhe uma casa no deserto, lugar onde albergar-se em terra estéril.

    7 Ele despreza o tumulto da cidade, e dão ouve os gritos de um patrão duro.

    8 Vagueia pelos montes onde pasta, anda buscando tudo o que está verde.

    9 Porventura quererá o búfalo servir-te, ou ficará ele no teu estábulo?

    10 Acaso prendê-lo-ás ao teu arado para lavrar, ou será ele que atrás de ti quebra os torrões dos teus vales?

    11 Porventura terás confiança na sua grande força, e lhe deixarás o cuidado da tua lavoura ?

    12 Porventura fiarás dele que te torne o que semeaste, e que te encha a tua eira?

    13 A pena da avestruz é semelhante às penas da cegonha e do falcão.

    14 Ele abandona por terra os seus ovos, deixa-os aquecer sobre a areia,

    15 não pensando que algum pé lhos pisará, ou que algum animal do campo lhos quebrará.

    16 E’ cruel com seus filhos, como se não foram seus, e não se inquieta com que seja (possa ser) vã a sua fadiga.

    17 Deus negou-lhe a sabedoria, não lhe deu inteligência.

    18 Mas, quando chega a ocasião, levanta ao alto o voo, e faz zombaria do cavalo e do cavaleiro.

    19 E’s tu que dás fortaleza ao cavalo, que circundas o seu pescoço de crina flutuante?

    20 E’s tu que o ensinas a saltar como o gafanhoto? o fogoso respirar das suas ventas faz terror,

    21 Escava a terra com o seu casco, salta com brio, corre ao encontro dos (inimigos) armados.

    22 Ri-se do medo, nada o aterra, não retrocede diante da espada.

    23 Sobre ele fará ruido á aljava, cintilará a lança e o escudo;

    24 espumando e relinchando (como que) devora a terra, e não faz caso do som da trombeta.

    25 Ouvindo o clarim, (como que) diz: Avancemos! Fareja de longe a batalha, a exortação dos capitães e o alarido do exército.

    26 Acaso o açor levanta o voo pela tua sabedoria, estendendo as suas asas para o meio-dia?

    27 Porventura ao teu mandado se remontará a águia, e porá o seu ninho em Lugares altos?

    28 Mora nos rochedos, aí passa a noite, nos penhasco escarpados, no alto das rochas inacessíveis.

    29 Dali espreita a sua presa; os seus olhos descobrem muito ao longe.

    30 Os seus filhinhos chupam o sangue, e ela, onde houver carne morta, logo se encontra.

    31 O Senhor, dirigindo-se a Job, acrescentou:

    32 Porventura o censor do Omnipotente quer disputar com ele? Que aquele, que censura a Deus, responda.

    33 Job, porém, respondendo ao Senhor, disse:

    34 Eu, desprezível como sou, que coisa posso responder? Ponho a minha mão sobre a minha boca.

    35 Uma coisa disse - oxalá não tivesse dito! - e uma outra também, às quais nada mais acrescentarei.