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    Jó, 36

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    Notas do capítulo
    • Jó 36 é um capítulo em que Eliú continua a falar com Jó sobre a justiça de Deus e a necessidade de confiar nele, mesmo em meio às dificuldades. Eliú enfatiza a soberania de Deus e sua sabedoria, e argumenta que os sofrimentos de Jó são uma correção divina para seu orgulho e pecado. Ele também enfatiza a necessidade de arrependimento e submissão a Deus.

    • Provérbios 3:11-12: "Filho meu, não desprezes a correção do SENHOR, nem desmaies quando por ele fores repreendido; porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem." Assim como Eliú argumenta que os sofrimentos de Jó são uma correção divina, este versículo de Provérbios enfatiza a importância de aceitar a correção do Senhor, pois isso é um sinal de amor e cuidado.

    • Salmos 119:75: "Bem sei eu, ó SENHOR, que os teus juízos são justos, e que em tua fidelidade me afligiste." Eliú argumenta que os sofrimentos de Jó são justos e destinados a corrigi-lo, e este verso do Salmo 119 mostra um reconhecimento semelhante da justiça e fidelidade de Deus, mesmo em meio à aflição.

    • Tiago 4:10: "Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará." Eliú enfatiza a necessidade de Jó se humilhar diante de Deus e arrepender-se de qualquer orgulho ou pecado, e este verso em Tiago também enfatiza a importância da humildade diante de Deus.

    • Salmos 147:5: "Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito." Eliú enfatiza a sabedoria e o conhecimento de Deus, e este verso do Salmo 147 também destaca a grandeza e a infinitude do entendimento divino.

    • Provérbios 16:19: "Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos." Eliú enfatiza a necessidade de humildade e submissão a Deus, e este verso em Provérbios também destaca a importância da humildade em geral, em contraste com o orgulho dos soberbos.

    1 Depois Eliú prosseguiu nestes termos:

    2 “Espera um pouco e te instruirei. Tenho ainda palavras em defesa de Deus.

    3 Vou buscar longe a minha ciência, para justificar aquele que me criou.

    4 Pois minhas palavras não são certamente mentirosas e estás tratando com um homem de ciência sólida.

    5 Deus é poderoso, mas não é arrogante, é poderoso por sua ciência.

    6 Não deixa o ímpio viver, mas faz justiça aos oprimidos.

    7 Não tira seus olhos do justo e os faz assentar no trono com os reis, numa glória eterna.

    8 Se forem presos em grilhões e atados com os laços da pobreza,

    9 ele lhes fará conhecer as suas obras e as faltas que cometeram por orgulho.

    10 Abre-lhes os ouvidos para corrigi-los e diz-lhes que renunciem à iniquidade.

    11 Se escutarem e obedecerem, terminarão seus dias na felicidade e seus anos em delícias.

    12 Mas se não o escutarem, morrerão de um golpe e expirarão por falta de sabedoria.

    13 Os ímpios de coração são entregues à cólera e não clamam a Deus quando ele os aprisiona.

    14 Por isso morrem em plena mocidade e sua vida passa como a dos efeminados.*1

    15 Mas Deus salvará o pobre pela sua miséria e o instrui pelo sofrimento.

    16 A ti também ele retirará das fauces a angústia, numa larga liberdade e no repouso de uma mesa bem guarnecida.*1

    17 Mas tu te comportas como um malvado, com o risco de incorrer em sentença e penalidade.

    18 Toma cuidado para que a cólera não te inflija um castigo e que o tamanho do resgate não te perca.

    19 Acaso levará ele em conta teu grito na aflição e todos os esforços do vigor?

    20 Não suspires pela noite da morte, que arrebata os povos de seu lugar!

    21 Guarda-te de declinar para a iniquidade, e de preferir a injustiça ao sofrimento.

    22 Vê, Deus é sublime em seu poder! Que senhor lhe é comparável?

    23 Quem lhe fixou seus caminhos? Quem pode dizer-lhe: ‘Fizeste mal?’.

    24 Antes lembra-te de glorificar sua obra, que a humanidade celebra em seus cânticos.

    25 Todos os homens a contemplam, mas cada um a considera de longe.

    26 Deus é grande demais para que o possamos conhecer; o número de seus anos é incalculável.

    27 Atrai as gotinhas de água para transformá-las em chuva no nevoeiro.

    28 As nuvens espalham essas águas e as destilam sobre a multidão humana.

    29 Quem pode compreender como se expandem as nuvens e o estrépito que sai de sua tenda?*1

    30 Espalha à sua volta sua luz e encobre as profundezas do mar.

    31 É por esse meio que governa os povos e fornece-lhes abundante alimento.

    32 Nas suas mãos esconde o raio e fixa-lhe o alvo a atingir.

    33 O seu estrondo o anuncia e o rebanho também pressente aquele que se aproxima.