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    Notas do capítulo
    • Jó 7 é um capítulo em que Jó continua a lamentar sua situação, expressando seu desespero diante da dor física e emocional que está enfrentando. Ele questiona a razão de sua existência e pede a Deus que o deixe em paz. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados neste capítulo:

    • Salmos 6:6: "Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar a minha cama em lágrimas; inundo de pranto o meu leito." Este versículo fala sobre o cansaço emocional e físico que Jó está sentindo, com suas lágrimas inundando sua cama todas as noites.

    • Salmos 13:2: "Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?" Assim como Jó, o salmista se sente esquecido por Deus e questiona quanto tempo ainda terá que suportar a dor.

    • Salmos 22:1-2: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que estás afastado de me ajudar e das palavras do meu bramido? Deus meu, eu clamo de dia, e não me ouves; de noite, e não tenho sossego." Este salmo começa com um clamor de desespero e abandono, que reflete a dor e solidão que Jó está experimentando.

    • Salmos 38:6: "Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando o dia inteiro." Este versículo descreve a condição física de Jó, que está encurvado e abatido pela dor.

    • Salmos 88:14: "Por que, Senhor, rejeitas a minha alma? Por que escondes de mim a tua face?" O salmista se sente abandonado por Deus e questiona a razão pela qual Deus está escondendo seu rosto. Este sentimento é compartilhado por Jó, que sente que Deus o rejeitou e o abandonou.

    1 Não é, acaso, uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como os de um mercenário?

    2 Como um escravo que suspira pela sombra, e um assalariado que aguarda o pagamento,

    3 assim também tive por sorte meses de sofrimento e noites de dor me couberam por partilha.

    4 Apenas me deito, digo: ‘Quando chegará o dia?’. Logo que me levanto: ‘Quando chegará a noite?’. E até a noite me farto de angústias.

    5 Minha carne se cobre de podridão e de imundície, minha pele racha e supura.

    6 Meus dias passam mais depressa do que a lançadeira, e se desvanecem sem deixar esperança.

    7 Lembra-te de que minha vida nada mais é do que um sopro, de que meus olhos não mais verão a felicidade;*1

    8 o olho que me via não mais me verá, o teu me procurará, e já não existirei.

    9 A nuvem se dissipa e passa, assim quem desce à região dos mortos não subirá de novo.

    10 Não voltará mais à sua casa, sua morada não mais o reconhecerá.

    11 E por isso não reprimirei minha língua; falarei na angústia do meu espírito, farei queixa na tristeza de minha alma.

    12 Porventura, sou eu o mar, ou algum monstro marinho, para me teres posto um guarda contra mim?

    13 Se eu disser: ‘Meu leito me consolará e minha cama me aliviará’,

    14 então me aterrarás com sonhos, e me assustarás com visões.

    15 Preferiria ser estrangulado; antes a morte do que meus tormentos!

    16 Sucumbo, deixo de viver para sempre! Deixa-me em paz, pois meus dias são apenas um sopro!

    17 O que é o homem para fazeres tanto caso dele, para te dignares ocupar-te dele,*1

    18 para visitá-lo todas as manhãs e prová-lo a cada instante?

    19 Quando cessarás de olhar para mim, sem dar-me tempo de engolir minha saliva?

    20 Se pequei, que mal te fiz, ó guarda dos homens? Por que me tomaste por alvo e me tornei pesado para ti?

    21 Por que não toleras meu pecado e não apagas minha culpa? Eis que vou logo me deitar por terra; tu me procurarás, já não existirei”.