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    Jó, 15

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    Notas do capítulo
    • Jó 15 é um capítulo em que Elifaz, um dos amigos de Jó, responde às palavras do sofredor, acusando-o de ter falado sem conhecimento. Elifaz argumenta que Jó está sofrendo como consequência de seus pecados e incentiva-o a se arrepender. Os versículos abaixo se relacionam com os temas abordados no capítulo:

    • Provérbios 15:32: "O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento." Elifaz acredita que Jó está sofrendo como consequência de seus pecados e sugere que ele se arrependa e aceite a disciplina de Deus.

    • Salmos 34:18: "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido." Elifaz acredita que Jó está sofrendo por causa de seus pecados e incentiva-o a se arrepender e buscar a ajuda de Deus.

    • Salmos 94:12: "Bem-aventurado é o homem a quem tu repreendes, ó Senhor, e a quem ensinas a tua lei." Elifaz acredita que Jó está sofrendo como consequência de seus pecados e incentiva-o a se arrepender e aprender a lei de Deus.

    • Jó 4:17-19: "Acaso o homem mortal pode ser justo diante de Deus? Pode o homem ser puro diante do seu Criador? Deus não confia nem nos seus santos, e até os céus não são puros aos seus olhos." Elifaz acredita que Jó está sofrendo como consequência de seus pecados e argumenta que nenhum ser humano é justo diante de Deus.

    • Salmos 32:5: "Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado." Elifaz incentiva Jó a se arrepender e confessar seus pecados a Deus, acreditando que isso trará alívio para seus sofrimentos.

    1 Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos:

    2 “Porventura, responde um sábio como se falasse ao vento e enche de ar o seu ventre?

    3 Defende-se ele com argumentos fúteis e com palavras que não servem para nada?

    4 Acabarás destruindo a piedade, reduzes a nada o respeito devido a Deus.

    5 É a tua iniquidade que inspira teus discursos e adotas a linguagem dos impostores.

    6 É a tua boca que te condena, e não eu; são teus lábios que dão testemunho contra ti mesmo.

    7 Acaso, és o primeiro homem que nasceu, e foste tu gerado antes das colinas?

    8 Assististe, porventura, ao conselho de Deus e monopolizaste a sabedoria?

    9 Que sabes tu, que nós ignoremos? Que aprendeste, que não nos seja familiar?

    10 Há entre nós também anciãos e encanecidos, muito mais avançados em dias do que teu pai.

    11 Fazes pouco caso das consolações divinas e das doces palavras que te são dirigidas?

    12 Por que te deixas levar pelo impulso de teu coração, e o que significam esses maus-olhares?

    13 É contra Deus que ousas encolerizar-te e que tua boca profere tais discursos?

    14 Que é o homem para que seja puro? Pode ser justo o que nasce de mulher?

    15 Nem mesmo em seus santos Deus confia, nem os céus são puros a seus olhos!*1

    16 Quanto menos um ser abominável e corrompido, um homem que bebe a iniquidade como água!

    17 Ouve-me! Vou instruir-te. Eu te contarei o que vi,

    18 aquilo que os sábios ensinam, aquilo que seus pais não lhes ocultaram.

    19 A eles somente foi dada terra, e no meio dos quais não tinha penetrado estrangeiro algum.

    20 Em todos os dias de sua vida o mau é atormentado, os anos do opressor são em número restrito.

    21 Ruídos terrificantes ressoam-lhe aos ouvidos, no seio da paz, lhe sobrevém o destruidor.

    22 Ele não espera escapar das trevas, está destinado à espada.

    23 Anda vagando à procura de pão, mas onde? Ele sabe que o dia das trevas está a seu lado.

    24 A tribulação e a angústia vêm sobre ele como um rei que vai para o combate.

    25 Pois estendeu a mão contra Deus e desafiou o Todo-poderoso.

    26 Investiu contra ele com a cabeça levantada, por trás da grossura de seus escudos.

    27 Cobriu de gordura o seu rosto e deixou a gordura ajuntar-se sobre seus rins.

    28 Habitou em cidades desoladas, em casas que foram abandonadas, destinadas a se tornarem em ruínas.

    29 Mas não se enriquecerá, nem os seus bens resistirão, não mais estenderá sua sombra sobre a terra.

    30 Não escapará das trevas; o fogo queimará seus ramos e sua flor será levada pelo vento.

    31 E não se fie na mentira: ficará prisioneiro dela, pois a mentira será a sua recompensa.

    32 Suas ramagens secarão antes da hora, seus ramos não tornarão a ficar verdes.

    33 Como a vinha, sacudirá seus frutos verdes, e, como a oliveira, deixará cair a flor.

    34 Pois a raça dos ímpios é estéril, e um fogo devorará as tendas dos corruptos.

    35 Quem concebe o mal gera a infelicidade: é o engano que amadurece em seu seio”.