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    Jó, 3

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    Notas do capítulo
    • No capítulo 3 de Jó, após ter amaldiçoado o dia em que nasceu, Jó começa a lamentar a sua própria vida e a questionar por que ele foi poupado do nascimento morto ou de morrer ao nascer. Ele fala sobre como agora ele está sofrendo e desejando a morte, pois a sua dor é grande demais para suportar. A seguir estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em Jó 3:

    • Jeremias 20:18: "Por que saí da madre para ver trabalho e tristeza, para que se consumam na vergonha os meus dias?" Este verso fala sobre o questionamento do profeta Jeremias sobre o propósito de sua vida e o sofrimento que ele enfrenta.

    • Salmos 6:6: "Estou cansado de tanto gemer; toda a noite faço nadar em lágrimas a minha cama, inundo com elas o meu leito." Este verso retrata a angústia e a tristeza que Jó expressa em seu lamento no capítulo 3.

    • Salmos 88:3: "Pois a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima do Seol." Este verso expressa a sensação de Jó de que a morte seria um alívio para o seu sofrimento.

    • Salmos 22:1-2: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que estás tão longe de me ajudar e das palavras do meu bramido? Deus meu, eu clamo de dia, e não me respondes; e de noite, mas não tenho sossego." Este verso reflete o lamento e a sensação de abandono que Jó sente em seu sofrimento.

    • Salmos 42:5: "Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há na sua presença." Este verso fala sobre a importância de manter a fé e a esperança em Deus, mesmo em meio ao sofrimento.

    1 Enfim, Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia de seu nascimento.

    2 Jó falou nestes termos:

    3 “Pereça o dia em que nasci e a noite em que foi dito: ‘Nasceu um menino!’.

    4 Que esse dia se torne em trevas! Que Deus, lá do alto, não se incomode com ele, que a luz não brilhe sobre ele!

    5 Que trevas e obscuridade se apoderem dele, que nuvens o envolvam, que eclipses o apavorem,

    6 que a sombra o domine. Esse dia, que não seja contado entre os dias do ano, nem seja computado entre os meses!*1

    7 Que seja estéril essa noite, que nenhum grito de alegria se faça ouvir nela.

    8 Que a amaldiçoem os que amaldiçoam o dia, aqueles que são hábeis para evocar Leviatã!*1

    9 Que as estrelas de sua madrugada se obscureçam, em vão espere a luz e não veja abrirem-se as pálpebras da aurora.

    10 Pois não me fechou as portas do ventre que me carregou para me poupar a vista do mal!

    11 Por que não morri ainda no seio materno, ou pereci ao sair das entranhas?

    12 Por que dois joelhos me acolheram, e dois seios me amamentaram?

    13 Estaria agora deitado e em paz, dormiria e teria o repouso

    14 com os reis, árbitros da terra, que constroem para si mausoléus;

    15 ou estaria entre os príncipes que possuíam o ouro, e enchiam de dinheiro as suas casas.

    16 Ou, então, como o aborto escondido, eu não teria existido, como as crianças que não viram a luz.*1

    17 Ali, os ímpios cessam os seus furores, ali, repousam os exaustos de forças.*1

    18 Ali, os prisioneiros estão tranquilos, já não mais ouvem a voz do capataz.

    19 Ali, juntos, os pequenos e os grandes se encontram, o escravo ali está livre do jugo do seu senhor.

    20 Por que concede ele a luz aos infelizes e a vida àqueles cuja alma está desconsolada,

    21 que esperam pela morte sem que ela venha, e a procuram mais ardentemente do que um tesouro,

    22 que se alegrariam intensamente diante do sepulcro?

    23 Ao homem, cujo caminho está oculto, a quem Deus cerca de todos os lados?

    24 Em lugar do pão tenho o soluço, e os meus gemidos se espalham como a água.

    25 Todos os meus temores se realizam, e aquilo que me dá medo vem atingir-me.

    26 Não tenho paz, nem descanso, nem repouso; o que vem é agitação”.