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    Sabedoria, 17

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 17 do livro de Sabedoria aborda o tema do medo e do terror noturno que podem assombrar as pessoas durante o sono. O autor apresenta como esses medos são fruto da imaginação humana e como é possível superá-los com a ajuda da razão e da confiança em Deus. A seguir, estão cinco versículos relacionados com esses temas:

    • Salmos 34:5: "Busquei o Senhor, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores." Este versículo fala da importância de buscar a Deus para encontrar conforto e libertação do medo.

    • Isaías 41:10: "Não tenha medo, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa." Este versículo mostra como a presença de Deus pode ser uma fonte de força e coragem para superar o medo.

    • Mateus 6:34: "Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal." Este versículo fala da importância de viver o presente sem se preocupar excessivamente com o futuro, o que pode gerar medo e ansiedade.

    • 2 Timóteo 1:7: "Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio." Este versículo destaca como a confiança em Deus pode nos ajudar a superar o medo e a encontrar equilíbrio emocional.

    • 1 João 4:18: "No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor." Este versículo mostra como o amor pode ser uma fonte de segurança e paz, ajudando a superar o medo e a ansiedade.

    1 Grandes são, Senhor, e impenetráveis os teus juízos; por isso as almas sem instrução se desgarraram.

    2 Os maus, julgando poder dominar o povo santo, prisioneiros das trevas e encadeados, por uma longa noite, jaziam encerrados sob os seus tectos, fugindo (tentando fugir) à (tua) eterna providência. (ver nota)

    3 Quando eles julgavam estar escondidos, com os seus pecados secretos, sob o véu tenebroso do esquecimento, foram dispersados, horrendamente espavoridos e perturbados por espectros. (ver nota)

    4 Nem a caverna, em que se tinham refugiado os guardava do temor: ruídos aterradores ressoavam em sua volta, e espectros melancólicos sinistramente lhes apareciam.

    5 Não havia fogo, por mais ardente que fosse, capaz de lhes dar luz, nem as brilhantes chamas das estrelas podiam iluminar aquela horrorosa noite.

    6 Só lhes aparecia um clarão repentino e temeroso; amedrontados por esta visão, cuja causa ignoravam, julgavam mais formidáveis (do que eram) tais aparições.

    7 Então caíam por terra as ilusões das artes mágicas, e a sua sabedoria, pretensa sabedoria cobria-se de vergonhoso descrédito. (ver nota)

    8 Os que prometiam banir os temores e as perturbações das almas desfalecidas, esses mesmos estavam deprimidos, cheios dum medo ridículo.

    9 Ainda que nada de terrível os perturbasse, assustados com a passagem dos animais e com os silvos das serpentes, morriam tremendo de medo, e nem mesmo queriam ver o ar, que ninguém de modo algum pode evitar.

    10 A maldade é medrosa e condena-se por seu próprio testemunho; oprimida pela consciência, supõe sempre o pior.

    11 O temor não é outra coisa senão a privação dos socorros trazidos pela reflexão.

    12 Quanto menor for, no fundo do coração, a esperança de auxílio, tanto maior o receio de ignorar a causa dos tormentos.

    13 Aqueles, pois, que, nessa noite verdadeiramente impossibilitante, saída do mais baixo e profundo do orco, dormiam um mesmo sono,

    14 umas vezes eram agitados por espectros aterradores, outras desmaiavam pelo desfalecimento do seu espírito, porque os sobressaltava um repentino e inesperado temor.

    15 Depois disto, se algum deles, fosse quem fosse, caía sem força, ficava como preso e encerrado num cárcere sem ferros.

    16 Tanto o camponês como o pastor, ou o que se ocupava nos trabalhos do campo, se eram assim surpreendidos, ficavam sujeitos a uma necessidade inevitável,

    17 porque todos estavam ligados com uma mesma cadeia de trevas. Ou fosse o vento quando assoprava, ou o suave canto dos pássaros entre os espessos ramos de árvores, ou a violência da água, correndo precipitadamente,

    18 ou o fragor das pedras que se despenhavam, ou a carreira invisível de animais que saltavam, ou o forte rugido das feras, ou o eco que reboava na concavidade dos montes, — tudo os fazia desfalecer de terror,

    19 Entretanto todo o resto do mundo estava alumiado com uma luz clara, e ocupava-se nos seus trabalhos sem obstáculo algum.

    20 Somente sobre eles pesava uma profunda noite, imagem das trevas que lhes estavam reservadas. Mas eram a si mesmos mais insuportáveis do que as próprias trevas.