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    Sabedoria, 16

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 16 de Sabedoria fala sobre a ação de Deus na história de seu povo, mostrando como Ele age com justiça e misericórdia. Também destaca como os pecadores são punidos por seus atos e como aqueles que confiam em Deus são recompensados. Seguem abaixo cinco versículos relacionados com os temas abordados em Sabedoria 16:

    • Deuteronômio 7:9: "Saiba, portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos." Este versículo destaca a fidelidade de Deus para com seu povo e a importância da obediência aos seus mandamentos.

    • Salmos 145:17: "O Senhor é justo em todos os seus caminhos e bondoso em todas as suas obras." Este salmo exalta a justiça e a bondade de Deus, características que são evidenciadas no capítulo 16 de Sabedoria.

    • Eclesiástico 16:12-13: "Ele criou o homem desde o princípio, e o deixou nas mãos de seu conselho; se você quiser, guardarás os mandamentos e, para fazer sua vontade, ele te manterá fiel." Este versículo mostra como Deus criou o homem com a capacidade de escolher seus caminhos, mas também oferece a possibilidade de manter-se fiel a Ele.

    • Jeremias 17:10: "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os pensamentos, para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto das suas obras." Este versículo enfatiza a justiça de Deus na recompensa ou punição de cada pessoa, de acordo com seus atos.

    • Mateus 25:46: "E estes irão para o castigo eterno, mas os justos, para a vida eterna." Este versículo fala sobre a separação entre os justos e os ímpios na vida após a morte, mostrando a importância de seguir os caminhos de Deus.

    1 Por isso foram justamente castigados por seres (vis) semelhantes (aos que adoravam) foram atormentados por uma multidão de animais.

    2 Em lugar de tais penas, fizeste favores ao teu povo, satisfazendo o ardor do seu apetite, com um alimento maravilhoso, e dando-lhe por alimento codornizes.

    3 Desta sorte, estando, muito embora, aqueles com vontade de comer, por causa do aspecto repugnante dos insectos enviados contra eles, viram transformar-se em aversão o apetite do necessário, enquanto que estes, postos em necessidade por pouco tempo, saborearam depois um maravilhoso manjar. (ver nota)

    4 Importava que sobreviesse uma ruína inevitável aos opressores, e que aos outros somente se mostrasse de que modo eram atormentados os seus inimigos. (ver nota)

    5 Com efeito, quando velo sobre eles o furor dos animais cruéis, e eram mortos pelas mordeduras de serpentes tortuosas,

    6 a tua ira não durou até ao fim; eles só por pouco tempo foram perturbados para isso lhes servir de advertência; tiveram um sinal de salvação para os fazer lembrar dos mandamentos da tua lei.

    7 Aquele que se voltava para o referido sinal, não era curado pelo que via, mas sim por ti, que és o Salvador de todos os homens.

    8 Com isto mostraste aos nossos inimigos, que és tu o que livras de todo o mal.

    9 Efectivamente aqueles foram mortos pelas mordeduras dos gafanhotos e das moscas, e não se encontrou remédio para lhes salvar a vida porque eram dignos de ser assim exterminados.

    10 Porém, quanto aos teus filhos, nem os dentes dos dragões venenosos os puderam vencer, porque, sobrevindo a tua misericórdia, os curou.

    11 Pois (somente) eram feridos a fim de que se lembrassem dos teus preceitos, e logo ficavam salvos, para que não sucedesse que completamente os esquecessem e ficassem excluídos dos teus benefícios.

    12 Não foi erva que os sarou, nem remédio algum, mas sim a tua palavra, Senhor, que sara todas as coisas.

    13 Tu, Senhor, és o que tens o poder da vida e da morte, e o que nos levas às portas da morte, e o que de lá nos tiras.

    14 Um homem pode bem matar outro por malícia; porém, tendo saído o espírito, não o poderá fazer voltar, nem fará tornar a alma que já foi recebida (na habitação dos mortos).

    15 À tua mão é impossível escapar.

    16 Por isso os ímpios que negavam conhecer-te, pela fortaleza do teu braço foram açoitados, sendo atormentados por chuvas extraordinárias, saraivas, implacáveis tempestades, e consumidos pelo fogo.

    17 E o que nisto havia de mais admirável era que, na água que tudo extingue, o fogo se ateava ainda mais, porque o universo combate pelos justos,

    18 Umas vezes amansava-se o fogo, para não queimar os animais, que tinham sido enviados contra os ímpios, e isto para que, vendo eles uma tal maravilha, reconhecessem que um juízo de Deus os perseguia.

    19 Outras vezes o fogo, contra a sua virtude natural, ardia na água, para consumir as produções duma terra iníqua.

    20 Em contraposição de tudo isto alimentaste o teu povo com alimento dos anjos, deste-lhe, sem trabalho, pão vindo do céu completamente preparado, que tinha em si toda a delícia e se acomodava a todos os gostos.

    21 Este alimento mostrava a doçura que tens para com teus filhos, pois, acomodando-se às vontade de cada um, transformava-se no que cada um queria.

    22 A neve e o gelo aturavam a violência do fogo sem se fundirem, para que soubessem que destruía os frutos dos inimigos um fogo que ardia no meio da saraiva, que cintilava por entre a chuva.

    23 fogo que, a seguir, esquecia a sua própria força, quando se tratava dos sustento dos justos.

    24 A criatura, servindo-te a ti seu Criador, desenvolve a sua energia para atormentar os injustos, e abranda-a para fazer bem aqueles que em ti confiam.

    25 Por isto ela, transformando-se em toda a sorte de gostos obedecia à tua generosidade que tudo sustenta, acomodando-se ao desejo dos necessitados,

    26 a fim de que soubessem os teus filhos, a quem amaste, Senhor, que não são os frutos naturais que sustentam os homens, mas que é a tua palavra que conserva aqueles que crêem em ti.

    27 O que pelo fogo não podia ser devorado, ao ser aquecido por um escasso raio do sol, imediatamente se desfazia.

    28 para ensinar a todos que é preciso antecipar-se ao nascer do sol para te dar graça, e adorar-te desde o raiar da manhã.

    29 A esperança do ingrato fundirá como o gelo do inverno, e se perderá como água inútil.