Biblioteca

Buscar publicações

Contexto desta página Identificando idioma… Os resultados seguem o idioma declarado no conteúdo ou no módulo desta página.
Conteúdo público

    Marcação pessoal

    Nova anotação

    Cor do destaque

    São Lucas, 22

    Gn

    Ex

    Lv

    Nm

    Dt

    Js

    Jz

    Rt

    1Sm

    2Sm

    1Rs

    2Rs

    1Cr

    2Cr

    Ed

    Ne

    Tb

    Jt

    Et

    Sl

    1Mc

    2Mc

    Pr

    Ec

    Ct

    Sb

    Eclo

    Is

    Jr

    Lm

    Br

    Ez

    Dn

    Os

    Jl

    Am

    Ab

    Jn

    Mq

    Na

    Hc

    Sf

    Ag

    Zc

    Ml

    Mt

    Mc

    Lc

    Jo

    At

    Rm

    1Co

    2Co

    Gl

    Ef

    Fp

    Cl

    1Ts

    2Ts

    1Tm

    2Tm

    Tt

    Fm

    Hb

    Tg

    1Pd

    2Pd

    1Jo

    2Jo

    3Jo

    Jd

    Ap

    1

    2

    3

    4

    5

    6

    7

    8

    9

    10

    11

    12

    13

    14

    15

    16

    17

    18

    19

    20

    21

    22

    23

    24

    Notas do capítulo
    • São Lucas 22 narra a última ceia de Jesus com seus discípulos antes da sua crucificação, incluindo a instituição da Santa Ceia e a traição de Judas. O capítulo também aborda a oração de Jesus no Getsêmani, a prisão de Jesus e o julgamento diante do Sinédrio. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em São Lucas 22:

    • Salmos 41:9: "Até o meu melhor amigo em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, levantou contra mim o calcanhar" Este versículo profético do Salmo 41:9 se refere à traição de Judas contra Jesus, que era considerado seu amigo e companheiro.

    • Marcos 14:22-24: "Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos, dizendo: "Tomem; isto é o meu corpo". Em seguida, tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos seus discípulos, e todos beberam dele. E lhes disse: "Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos"" Esses versículos do Evangelho de Marcos relatam a instituição da Santa Ceia por Jesus durante a última ceia com seus discípulos, um evento também descrito em São Lucas 22.

    • Mateus 26:41: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca". Jesus disse essas palavras aos seus discípulos no Getsêmani, quando pediu que eles o acompanhassem em oração, mas encontrou-os dormindo. Essas palavras de Jesus reforçam a importância da oração e da vigilância espiritual.

    • Isaías 53:7: "Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante dos seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca." Este versículo profético de Isaías 53:7 descreve a submissão pacífica de Jesus durante seu julgamento e crucificação, que é narrado em São Lucas 22.

    • João 18:38: "Pilatos lhe perguntou: "O que é a verdade?"" Essa é a pergunta feita por Pilatos a Jesus durante seu julgamento, uma cena também descrita em São Lucas 22. A resposta de Jesus não é registrada, mas essa pergunta de Pilatos continua a ecoar em questões filosóficas e teológicas sobre a natureza da verdade.

    1 Aproximava-se a festa dos pães sem fermento, chamada Páscoa.*1

    2 Os príncipes dos sacerdotes e os escribas buscavam um meio de matar Jesus, mas temiam o povo.

    3 Entretanto, Satanás entrou em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, um dos Doze.

    4 Judas foi procurar os príncipes dos sacerdotes e os oficiais para se entender com eles sobre o modo de lho entregar.

    5 Eles se alegraram com isso, e concordaram em lhe dar dinheiro.

    6 Também ele se obrigou. E buscava ocasião oportuna para o trair, sem que a multidão o soubesse. (= Mt 26,17-29 = Mc 14,12-25)

    7 Raiou o dia dos pães sem fermento, em que se devia imolar a Páscoa.*1

    8 Jesus enviou Pedro e João, dizendo: “Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa”.

    9 Perguntaram-lhe eles: “Onde queres que a preparemos?”.

    10 Ele respondeu: “Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar,

    11 e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos?

    12 Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos”.

    13 Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa.

    14 Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos.

    15 Disse-lhes: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer.

    16 Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus”.

    17 Pegando o cálice, deu graças e disse: “Tomai este cálice e distribuí-o entre vós.

    18 Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus”.

    19 Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim”.

    20 Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…​*1

    21 Entretanto, eis que a mão de quem me trai está à mesa comigo.

    22 O Filho do Homem vai, segundo o que está determinado, mas ai daquele homem por quem ele é traído!”.

    23 Perguntavam então os discípulos entre si quem deles seria o que tal haveria de fazer. (= Mt 20,25-28 = Mc 10,42-45 = Jo 13,1-20)

    24 Surgiu também entre eles uma discussão: qual deles seria o maior.

    25 E Jesus disse-lhes: “Os reis dos pagãos dominam como senhores, e os que exercem sobre eles autoridade chamam-se benfeitores.*1

    26 Que não seja assim entre vós; mas o que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo.

    27 Pois qual é o maior: o que está sentado à mesa ou o que serve? Não é aquele que está sentado à mesa? Todavia, eu estou no meio de vós, como aquele que serve.

    28 E vós tendes permanecido comigo nas minhas provações;

    29 eu, pois, disponho do Reino a vosso favor, assim como meu Pai o dispôs a meu favor,

    30 para que comais e bebais à minha mesa no meu Reino e vos senteis em tronos, para julgar as doze tribos de Israel”. (= Mt 26,30-35 = Mc 14,26-31 = Jo 13,36ss)

    31 “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo;

    32 mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos.”*1

    33 Pedro disse-lhe: “Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte”.

    34 Jesus respondeu-lhe: “Digo-te, Pedro, não cantará hoje o galo, até que três vezes hajas negado que me conheces”.

    35 Depois ajuntou: “Quando vos mandei sem bolsa, sem mochila e sem calçado, faltou-vos porventura alguma coisa?”. Eles responderam: “Nada”.

    36 “Mas agora” – disse-lhes ele –, “aquele que tem uma bolsa, tome-a; aquele que tem uma mochila, tome-a igualmente; e aquele que não tiver uma espada, venda sua capa para comprar uma.

    37 Pois vos digo: é necessário que se cumpra em mim ainda este oráculo: E foi contado entre os malfeitores (Is 53,12). Com efeito, aquilo que me diz respeito está próximo de se cumprir.”

    38 Eles replicaram: “Senhor, eis aqui duas espadas”. “Basta” – respondeu ele.*1 (= Mt 26,36-46 = Mc 14,32-42)

    39 Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos.

    40 Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: “Orai para que não caiais em tentação”.

    41 Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava:

    42 “Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua”.

    43 Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo.

    44 Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.

    45 Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza.

    46 Disse-lhes: “Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação”. (= Mt 26,47-56 = Mc 14,43-52 = Jo 18,1-11)

    47 Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar.

    48 Jesus perguntou-lhe: “Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!”.

    49 Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia acontecer, perguntaram: “Senhor, devemos atacá-los à espada?”.

    50 E um deles feriu o servo do príncipe dos sacerdotes, decepando-lhe a orelha direita.

    51 Mas Jesus interveio: “Deixai, basta”. E, tocando na orelha daquele homem, curou-o.

    52 Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: “Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão.

    53 Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas”. (= Mt 26,69-75 = Mc 14,66-72 = Jo 18,13-27)

    54 Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. Pedro seguia-o de longe.

    55 Acenderam um fogo no meio do pátio, e sentaram-se em redor. Pedro veio sentar-se com eles.

    56 Uma criada percebeu-o sentado junto ao fogo, encarou-o de perto e disse: “Também este homem estava com ele”.

    57 Mas ele negou-o: “Mulher, não o conheço”.

    58 Pouco depois, viu-o outro e disse-lhe: “Também tu és um deles”. Pedro respondeu: “Não, eu não o sou”.

    59 Passada quase uma hora, afirmava um outro: “Certamente também este homem estava com ele, pois também é galileu”.

    60 Mas Pedro disse: “Meu amigo, não sei o que queres dizer.” E, no mesmo instante, quando ainda falava, cantou o galo.

    61 Voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então, Pedro se lembrou da palavra do Senhor: “Hoje, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”.

    62 Saiu dali e chorou amargamente. (= Mt 26,57-68 = Mc 14,61-64 = Jo 18,19-24)

    63 Entretanto, os homens que guardavam Jesus escarneciam dele e davam-lhe bofetadas.

    64 Cobriam-lhe o rosto e diziam: “Adivinha quem te bateu!”.

    65 E injuriavam-no ainda de outros modos.

    66 Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho.

    67 Perguntaram-lhe: “Dize-nos se és o Cristo!” Respondeu-lhes ele: “Se eu vo-lo disser, não me acreditareis;

    68 e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis.

    69 Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus”.

    70 Então, perguntaram todos: “Logo, tu és o Filho de Deus?”. Respondeu: “Sim, eu sou.

    71 Eles então exclamaram: “Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos de sua boca”. (= Mt 27,11-26 = Mc 15,1-15 = Jo 18,28-19,16)