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    São Lucas, 14

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 14 de Lucas começa com Jesus curando um homem em um sábado e discutindo com os fariseus sobre o que era permitido fazer neste dia. Em seguida, Ele conta uma parábola sobre um homem que dá um grande banquete e convida muitas pessoas, mas muitas delas dão desculpas e não comparecem. Jesus ensina sobre a humildade e a generosidade, e conclui com as exigências e o custo de seguir a Ele.

    • Mateus 22:2-3: "O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para o seu filho. Ele enviou seus servos para os que haviam sido convidados para o banquete, mas eles se recusaram a ir." Este versículo é semelhante à parábola contada por Jesus em Lucas 14, onde um homem dá um grande banquete e convida muitas pessoas, mas muitas delas dão desculpas e não comparecem.

    • Provérbios 25:6-7: "Não exalte a si mesmo na presença do rei, nem reivindique um lugar entre os grandes; é melhor que sejam convidados: 'Venha subir mais alto', do que ser rebaixado na presença do príncipe." Este versículo está relacionado ao ensinamento de Jesus sobre a humildade na parábola do grande banquete em Lucas 14, onde Ele afirma que "todo o que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado."

    • Lucas 14:11: "Pois todo o que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado." Este versículo resume o ensinamento de Jesus sobre a humildade em Lucas 14, onde Ele ensina que aqueles que se exaltam serão humilhados e aqueles que se humilham serão exaltados.

    • Lucas 14:27: "E quem não carrega sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo." Este versículo está relacionado com o ensinamento de Jesus sobre o custo de segui-Lo em Lucas 14, onde Ele afirma que, se alguém quiser segui-Lo, deve estar disposto a carregar sua própria cruz.

    • Mateus 10:38: "Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim." Este versículo também está relacionado com o ensinamento de Jesus sobre o custo de segui-Lo em Lucas 14, onde Ele afirma que, se alguém quiser segui-Lo, deve estar disposto a tomar sua própria cruz.

    1 Jesus entrou num sábado em casa de um fariseu notável, para uma refeição; eles o observavam.

    2 Havia ali um homem hidrópico.

    3 Jesus dirigiu-se aos doutores da Lei e aos fariseus: “É permitido ou não fazer curas no dia de sábado?”

    4 Eles nada disseram. Então Jesus, tomando o homem pela mão, curou-o e despediu-o.

    5 Depois, dirigindo-se a eles, disse: “Qual de vós que, se lhe cair o jumento ou o boi num poço, não o tira imediatamente, mesmo em dia de sábado?”

    6 A isto nada lhe podiam replicar.

    7 Observando também como os convivas escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes a seguinte parábola:

    8 “Quando fores convidado às bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu,

    9 e, vindo o que te convidou, te diga: Cede o lugar a este. Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar.

    10 Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, passa mais para cima. Então, serás honrado na presença de todos os convivas.

    11 Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado”.

    12 Dizia igualmente ao que o tinha convidado: “Quando deres alguma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão.*1

    13 Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos.

    14 Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas tu receberás na ressurreição dos justos”. (= Mt 22,1-14)

    15 A estas palavras, disse a Jesus um dos convidados: “Feliz daquele que se sentar à mesa no Reino de Deus!”

    16 Respondeu-lhe Jesus: “Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas.

    17 E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado.

    18 Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado.

    19 Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado.

    20 Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir.

    21 Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.

    22 Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar.

    23 O senhor ordenou: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa.

    24 Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia”.*1 (= Mt 10,37s; 5,13)

    25 Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes:

    26 “Se alguém vem a mim e se não me ama mais que seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.*1

    27 E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

    28 Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?

    29 Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,

    30 dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.

    31 Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

    32 De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.

    33 Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

    34 O sal é uma coisa boa, mas se ele perder o seu sabor, com que o recuperará?

    35 Não servirá nem para a terra nem para adubo, mas será lançado fora. O que tem ouvidos para ouvir, ouça!” (= Mt 18,12ss)