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    São Lucas, 8

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 8 do Evangelho de Lucas apresenta diversas parábolas e ensinamentos de Jesus, incluindo a conhecida Parábola do Semeador e a história da cura da mulher que sofria de hemorragia há doze anos. Também é relatado o milagre da ressurreição da filha de Jairo. Abaixo estão cinco versículos que abordam temas presentes nesse capítulo:

    • 2 Samuel 22:29: "Pois tu és a minha lâmpada, ó SENHOR; o SENHOR é quem me ilumina as trevas." Este versículo fala da luz que o Senhor dá a seus seguidores, que pode ajudá-los a encontrar o caminho certo em meio à escuridão.

    • Provérbios 3:5-6: "Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas." Este versículo fala da importância de confiar em Deus e de buscar sua orientação em todas as áreas da vida.

    • Isaías 40:31: "Mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam." Este versículo fala da força que Deus pode dar aos seus seguidores, permitindo que eles enfrentem desafios sem desistir.

    • João 10:10: "O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham plenamente." Este versículo fala da intenção de Jesus em trazer vida plena e abundante aos seus seguidores, e da oposição que ele enfrenta daqueles que querem roubar, matar e destruir.

    • Filipenses 4:6-7: "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus." Este versículo fala da importância de confiar em Deus em momentos de ansiedade e de buscar sua paz por meio da oração e da gratidão.

    1 Depois disso, Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus.

    2 Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios;*1

    3 Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Susana e muitas outras, que o assistiram com as suas posses. (= Mt 13,1-23; 5,15 = Mc 4,1-25)

    4 Havia se reunido uma grande multidão: eram pessoas vindas de várias cidades para junto dele. Ele lhes disse esta parábola:

    5 “Saiu o semeador a semear a sua semente. E, ao semear, parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram.

    6 Outra caiu no pedregulho; e, tendo nascido, secou, por falta de umidade.

    7 Outra caiu entre os espinhos; cresceram com ela os espinhos, e sufocaram-na.

    8 Outra, porém, caiu em terra boa; tendo crescido, produziu fruto cem por um”. Dito isso, Jesus acrescentou alteando a voz: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”.

    9 Os seus discípulos perguntaram-lhe a significação desta parábola.

    10 Ele respondeu: “A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam.

    11 Eis o que significa esta parábola: a semente é a Palavra de Deus.

    12 Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem; mas depois vem o demônio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem.

    13 Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da Palavra de Deus que a acolhem com alegria; mas não têm raiz, porque creem até certo tempo, e na hora da provação a abandonam.

    14 A que caiu entre os espinhos, estes são os que ouvem a palavra, mas, prosseguindo o caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida, e assim os seus frutos não amadurecem.

    15 A que caiu na terra boa são os que ouvem a palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança.

    16 Ninguém acende uma lâmpada e a cobre com um vaso ou a põe debaixo da cama; mas a põe sobre um castiçal, para iluminar os que entram.

    17 Porque não há coisa oculta que não acabe por se manifestar, nem secreta que não venha a ser descoberta.

    18 Vede, pois, como é que ouvis. Porque ao que tiver lhe será dado; e ao que não tiver até aquilo que julga ter lhe será tirado”. (= Mt 12,46-50 = Mc 3,31-35)

    19 A mãe e os irmãos de Jesus foram procurá-lo, mas não podiam chegar-se a ele por causa da multidão.*1

    20 Foi-lhe avisado: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te”.

    21 Ele lhes disse: “Minha mãe e meus irmãos são estes, que ouvem a Palavra de Deus e a observam”. (= Mt 8,18.23-27 = Mc 4,35-41)

    22 Num daqueles dias ele subiu com os seus discípulos a uma barca. Disse ele: “Passemos à outra margem do lago.” E eles partiram.

    23 Durante a travessia, Jesus adormeceu. Desabou então uma tempestade de vento sobre o lago. A barca enchia-se de água, e eles se achavam em perigo.

    24 Aproximaram-se dele então e o despertaram com este grito: “Mestre, Mestre! Nós estamos perecendo!”. Levantou-se ele e ordenou aos ventos e à fúria da água que se acalmassem; e se acalmaram e logo veio a bonança.

    25 Perguntou-lhes, então: “Onde está a vossa fé?”. Eles, cheios de respeito e de profunda admiração, diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem os ventos e o mar obedecem?”. (= Mt 8,28-34 = Mc 5,1-20)

    26 Navegaram para a região dos gerasenos, que está defronte da Galileia.

    27 Mal saltou em terra, veio-lhe ao encontro um homem dessa região, possuído de muitos demônios; há muito tempo não se vestia nem parava em casa, mas habitava no cemitério.

    28 Ao ver Jesus, prostrou-se diante dele e gritou em alta voz: “Por que te ocupas de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te, não me atormentes!”.

    29 Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Pois há muito tempo que se apoderara dele, e guardavam-no preso em cadeias e com grilhões nos pés, mas ele rompia as cadeias e era impelido pelo demônio para os desertos.

    30 Jesus perguntou-lhe: “Qual é o teu nome?”. Ele respondeu: “Legião!”. (Porque eram muitos os demônios que nele se ocultavam.)

    31 E pediam-lhe que não os mandasse ir para o abismo.

    32 Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos; rogaram-lhe os demônios que lhes permitisse entrar neles. Ele permitiu.

    33 Saíram, pois, os demônios do homem e entraram nos porcos; e a manada de porcos precipitou-se pelo despenhadeiro, impetuosamente no lago, e afogou-se.

    34 Quando aqueles que os guardavam viram o acontecido, fugiram e foram contá-lo na cidade e pelo campo.

    35 Saíram eles, pois, a ver o que havia ocorrido. Chegaram a Jesus e acharam a seus pés, sentado, vestido e calmo, o homem de quem haviam sido expulsos os demônios; e, tomados de medo,

    36 ouviram das testemunhas a narração desse exorcismo.

    37 Então, todo o povo da região dos gerasenos rogou a Jesus que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande temor. Jesus subiu à barca, para regressar.

    38 Nesse momento, pedia-lhe o homem, de quem tinham saído os demônios, para ficar com ele. Mas Jesus despediu-o, dizendo:

    39 “Volta para casa, e conta quanto Deus te fez”. E ele se foi, publicando por toda a cidade essas grandes coisas…​ (= Mt 9,18-26 = Mc 5,21-43)

    40 À sua volta, Jesus foi recebido por uma multidão que o esperava.

    41 O chefe da sinagoga, chamado Jairo, foi ao seu encontro. Lançou-se a seus pés e rogou-lhe que fosse à sua casa,

    42 porque tinha uma filha única, de uns doze anos, que estava para morrer. Jesus dirigiu-se para lá, comprimido pelo povo.

    43 Ora, uma mulher que padecia dum fluxo de sangue havia doze anos, e tinha gasto com médicos todos os seus bens, sem que nenhum a pudesse curar,

    44 aproximou-se dele por detrás e tocou-lhe a orla do manto; e, no mesmo instante, lhe parou o fluxo de sangue.

    45 Jesus perguntou: “Quem foi que me tocou?” Como todos negassem, Pedro e os que com ele estavam disseram: “Mestre, a multidão te aperta de todos os lados…​”.

    46 Jesus replicou: “Alguém me tocou, porque percebi sair de mim uma força”.

    47 A mulher viu-se descoberta e foi tremendo e prostrou-se aos seus pés; e declarou diante de todo o povo o motivo por que o havia tocado, e como logo ficara curada.

    48 Jesus disse-lhe: “Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz”.

    49 Enquanto ainda falava, veio alguém e disse ao chefe da sinagoga: “Tua filha acaba de morrer; não incomodes mais o Mestre”.

    50 Mas Jesus o ouviu e disse a Jairo: “Não temas; crê somente e ela será salva”.

    51 Quando Jesus chegou à casa, não deixou ninguém entrar com ele, senão Pedro, Tiago, João com o pai e a mãe da menina.

    52 Todos, entretanto, choravam e se lamentavam. Mas Jesus disse: “Não choreis; a menina não morreu, mas dorme.”

    53 Zombavam dele, pois sabiam bem que estava morta.

    54 Mas segurando ele a mão dela, disse em alta voz: “Menina, levanta-te!”.

    55 Voltou-lhe a vida e ela levantou-se imediatamente. Jesus mandou que lhe dessem de comer.

    56 Seus pais ficaram tomados de pasmo; Jesus ordenou-lhes que não contassem a pessoa alguma o que se tinha passado. (= Mt 10,5-14 = Mc 6,7-13)