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    São Lucas, 9

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 9 de São Lucas começa com Jesus enviando seus doze discípulos para pregar o Reino de Deus e realizar curas e milagres em seu nome. Mais tarde, ele alimenta cinco mil pessoas com apenas cinco pães e dois peixes, revela aos seus discípulos que irá sofrer e ser morto, e ensina sobre a importância da humildade e do compromisso com Ele. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em São Lucas 9:

    • Mateus 10:1 - "Chamando os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e enfermidades." Este versículo é similar à missão que Jesus deu aos seus discípulos em Lucas 9:1-2, onde Ele lhes dá poder e autoridade para curar e expulsar demônios em Seu nome.

    • João 6:5-6 - "Quando Jesus ergueu os olhos e viu uma grande multidão que vinha ao encontro dele, disse a Filipe: 'Onde compraremos pão suficiente para dar a todos eles de comer?' E disse isso para o pôr à prova, pois ele mesmo sabia o que ia fazer." Este versículo é similar à história em Lucas 9:12-17, onde Jesus alimenta cinco mil pessoas com apenas cinco pães e dois peixes.

    • Marcos 8:34 - "Em seguida, chamou a multidão e os discípulos e disse: 'Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.'" Este versículo é similar à mensagem de Jesus em Lucas 9:23, onde Ele diz: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me."

    • João 13:20 - "Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviei, recebe-me a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou." Este versículo é similar ao ensinamento de Jesus em Lucas 9:48: "Aquele que receber esta criança em meu nome, a mim recebe; e aquele que me receber, recebe aquele que me enviou."

    • João 14:6 - "Disse-lhe Jesus: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.'" Este versículo é similar ao ensinamento de Jesus em Lucas 9:50, onde Ele diz aos Seus discípulos: "Quem não é contra nós é por nós."

    1 Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades.

    2 Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.

    3 Disse-lhes: “Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.

    4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade.

    5 Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés”.

    6 Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte. (= Mt 14,1s = Mc 6,14ss)

    7 O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que Jesus fazia e ficou perplexo. Uns diziam: “É João que ressurgiu dos mortos”; outros: “É Elias que apareceu”;

    8 e ainda outros: “É um dos antigos profetas que ressuscitou”.

    9 Mas Herodes dizia: “Eu degolei a João. Quem é, pois, este, de quem ouço tais coisas?”. E procurava ocasião de vê-lo. (= Mt 14,13-21 = Mc 6,30-44 = Jo 6,1-15)

    10 Os apóstolos, ao voltarem, contaram a Jesus tudo o que haviam feito. Tomando-os ele consigo à parte, dirigiu-se a um lugar deserto para o lado de Betsaida.

    11 Logo que a multidão o soube, o foi seguindo; Jesus recebeu-os e falava-lhes do Reino de Deus. Restabelecia também a saúde dos doentes.

    12 Ora, o dia começava a declinar e os Doze foram dizer-lhe: “Despede as turbas, para que vão pelas aldeias e sítios da vizinhança e procurem alimento e hospedagem, porque aqui estamos num lugar deserto”.

    13 Jesus replicou-lhes: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Retrucaram eles: “Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a menos que nós mesmos vamos e compremos mantimentos para todo este povo”.

    14 (Pois eram quase cinco mil homens.) Jesus disse aos discípulos: “Mandai-os sentar, divididos em grupos de cinquenta”.

    15 Assim o fizeram e todos se assentaram.

    16 Então, Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os a seus discípulos, para que os servissem ao povo.

    17 E todos comeram e ficaram fartos. Do que sobrou recolheram ainda doze cestos de pedaços.*1 (=Mt 16,13-23 = Mc 8,27-33)

    18 Num dia em que ele estava a orar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: “Quem dizem que eu sou?”.

    19 Responderam-lhe: “Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos profetas”.

    20 Perguntou-lhes, então: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”.

    21 Ordenou-lhes energicamente que não o dissessem a ninguém. (= Mt 16,24-28 = Mc 8,34–9,1 = Jo 12,25)

    22 Ele acrescentou: “É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia”.

    23 Em seguida, dirigiu-se a todos: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.

    24 Porque, quem quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, irá salvá-la.

    25 Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?

    26 Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos.

    27 Em verdade vos digo: dos que aqui se acham, alguns há que não morrerão, até que vejam o Reino de Deus”. (= Mt 17,1-19 = Mc 9,2-10)

    28 Passados uns oito dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar.

    29 Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.

    30 E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias,

    31 que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém.*1

    32 Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia.

    33 Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: “Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!…​”. Ele não sabia o que dizia.

    34 Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor.

    35 Então, da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o!”.

    36 E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto. (Mt 17,14-20 = Mc 9,14-29)

    37 No dia seguinte, descendo eles do monte, veio ao encontro de Jesus uma grande multidão.

    38 Eis que um homem exclamou do meio da multidão: “Mestre, rogo-te que olhes para meu filho, pois é o único que tenho.

    39 Um espírito se apodera dele e subitamente dá gritos, lança-o por terra, agita-o com violência, fá-lo espumar e só o larga depois de o deixar todo ofegante.

    40 Pedi a teus discípulos que o expelissem, mas não o puderam fazer”.

    41 Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei convosco e vos aturarei? Traze cá teu filho”.

    42 E quando ele ia chegando, o demônio lançou-o por terra e agitou-o violentamente. Mas Jesus intimou o espírito imundo, curou o menino e o restituiu a seu pai.

    43 Todos ficaram pasmados ante a grandeza de Deus. (= Mt 17,21s = Mc 9,30ss) Como todos se admirassem de tudo o que Jesus fazia, disse ele a seus discípulos:

    44 “Gravai nos vossos corações estas palavras: O Filho do Homem há de ser entregue às mãos dos homens!”.

    45 Eles, porém, não entendiam essa palavra e era-lhes obscura, de modo que não alcançaram o seu sentido; e tinham medo de lhe perguntar a esse respeito. (= Mt 18,1-6 = Mc 9,33-39)

    46 Veio-lhes então o pensamento de qual deles seria o maior.

    47 Penetrando Jesus nos pensamentos de seus corações, tomou um menino, colocou-o junto de si e disse-lhes:

    48 “Todo o que recebe este menino em meu nome, a mim é que recebe; e quem recebe a mim recebe aquele que me enviou; pois quem dentre vós for o menor, esse será grande”.

    49 João tomou a palavra e disse: “Mestre, vimos um homem que expelia demônios em teu nome, e nós lho proibimos, porque não é dos nossos”.

    50 Mas Jesus lhe disse: “Não lho proibais; porque, o que não é contra vós é a vosso favor”.

    51 Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado deste mundo, ele resolveu dirigir-se a Jerusalém.

    52 Enviou diante de si mensageiros que, tendo partido, entraram em uma povoação dos samaritanos para lhe arranjar pousada.

    53 Mas não o receberam, por ele dar mostras de que ia para Jerusalém.

    54 Vendo isso, Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma?”.

    55 Jesus voltou-se e repreendeu-os severamente. [“Não sabeis de que espírito sois animados.*1

    56 O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las.”] Foram então para outra povoação.

    57 Enquanto caminhavam, um homem lhe disse: “Senhor, te seguirei para onde quer que vás”.

    58 Jesus replicou-lhe: “As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.

    59 A outro disse: “Segue-me”. Mas ele pediu: “Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai”.

    60 Mas Jesus disse-lhe: “Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus”.

    61 Um outro ainda lhe falou: “Senhor, te seguirei, mas permite primeiro que me despeça dos que estão em casa”.

    62 Mas Jesus disse-lhe: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”. (= Mt 9,37ss; 10,7-16.40; 11,21-24)