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    Eclesiástico, 50

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 50 de Eclesiástico descreve a celebração da Festa dos Tabernáculos pelo sumo sacerdote Simão, filho de Onias. Essa celebração é descrita com grande ênfase, destacando a importância do sacerdote, a sua aparência majestosa e as suas orações em favor do povo. Abaixo estão cinco versículos relacionados com os temas abordados nesse capítulo:

    • Levítico 23:34: "Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao SENHOR por sete dias." Esse versículo é a ordem de Deus para que os israelitas celebrassem a Festa dos Tabernáculos, que é a festa descrita em Eclesiástico 50.

    • Neemias 8:17: "E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fez cabanas, e habitaram nelas; porque nunca tinham feito assim os filhos de Israel; e houve muito gozo." Esse versículo descreve como os judeus voltados do exílio em Babilônia celebraram a Festa dos Tabernáculos, vivendo em cabanas durante a festa, como uma forma de lembrar a época em que eles eram nômades.

    • Zacarias 14:16: "E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos." Esse versículo descreve uma profecia sobre o futuro, quando todas as nações adorarão a Deus e celebrarão a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém.

    • João 7:37-38: "E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre." Esse versículo descreve como Jesus usou a Festa dos Tabernáculos como uma oportunidade para convidar as pessoas a crerem nele e a receberem a vida eterna.

    • Apocalipse 21:3: "E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus." Esse versículo descreve a visão do apóstolo João sobre a nova Jerusalém, onde Deus habitaria com os homens. Essa visão pode ser relacionada com a celebração da Festa dos Tabernáculos, que é uma festa que lembra o tempo em que Deus habitou com os israelitas no deserto em tendas.

    1 Simão, filho de Onias, sumo sacerdote, foi quem, durante a sua vida, sustentou a casa do Senhor; e durante os seus dias, fortificou o templo.*1

    2 Por ele foi fundado o alto edifício do templo, o edifício duplo e as altas muralhas.

    3 Em seus dias, a água jorrou dos reservatórios, que se encheram extraordinariamente, como o mar de bronze,

    4 ele cuidou do seu povo, libertou-o da perdição.

    5 Foi bastante poderoso para aumentar a cidade, conquistou glória em suas relações com a nação, e alargou a entrada do templo e do átrio.*1

    6 Como a estrela-d’alva brilha no meio das nuvens, como brilha a lua nos dias de lua cheia,

    7 como brilha o sol radioso, assim resplandeceu ele no Templo de Deus.*1

    8 Ele era como o arco-íris fulgurando nas nuvens luminosas, como a flor da roseira em dia de primavera, como os lírios à beira de uma corrente de água, e como o incenso que exala seu perfume nos dias de verão;

    9 como um fogo que lança centelhas, como o incenso que se queima no fogo;

    10 como um vaso de ouro maciço, adornado de pedrarias;

    11 como uma oliveira cujos rebentos crescem, e como um cipreste que se ergue para o alto. Assim aparecia ele quando se cobria com o manto de aparato, e revestia os ornatos de sua dignidade.

    12 Subindo ao altar santo, honrava os santos ornamentos.

    13 Conservando-se de pé junto do altar, recebia as partes das vítimas da mão dos sacerdotes, e os seus irmãos o rodeavam como uma coroa, como uma plantação de cedros no monte Líbano.

    14 Como as folhas de uma palmeira, todos os filhos de Aarão mantinham-se em volta dele em sua magnificência.

    15 A oblação do Senhor era apresentada pelas suas mãos diante do povo de Israel. Quando terminava o sacrifício no altar, a fim de enaltecer a oblação do rei Altíssimo,

    16 ele estendia a mão para a libação, e espargia o sangue da videira;

    17 derramava ao pé do altar um perfume divino para o príncipe Altíssimo.

    18 Então, os filhos de Aarão manifestavam-se com exclamações, e tocavam trombetas de metal batido; faziam ouvir grandes clamores para se fazerem lembrados diante de Deus.

    19 E todo o povo se comprimia em multidão, e caía com a face por terra, para adorar o Senhor, seu Deus, e dirigir preces ao Deus Todo-poderoso, o Altíssimo.

    20 Os cantores elevavam a voz, e do vasto edifício subia uma suave melodia.

    21 O povo orava ao Senhor, o Altíssimo, até que terminasse o culto do Senhor, e que as cerimônias tivessem fim,*1

    22 Então, descendo do altar, o sumo sacerdote elevava as mãos sobre todo o povo israelita, para render glória a Deus em alta voz, e para glorificá-lo em seu nome.

    23 E o povo repetia sua oração, querendo demonstrar o poder de Deus.*1

    24 E, agora, orai ao Deus de todas as coisas, que fez grandes coisas pela terra toda, que multiplicou nossos dias desde o seio materno, e usou de misericórdia para conosco.

    25 Que ele nos conceda a alegria do coração, e que a paz esteja com Israel agora e para sempre;

    26 para que Israel creia que a misericórdia de Deus está conosco, e que nos liberte quando chegar o dia.*1

    27 Há dois povos que minha alma abomina, e o terceiro, que aborreço, nem sequer é um povo:

    28 aqueles que vivem no monte Seir, os filisteus, e o povo insensato que habita em Siquém.*1

    29 Jesus, filho de Sirac de Jerusalém, escreveu neste livro uma doutrina de sabedoria e ciência, e derramou nele a sabedoria de seu coração.

    30 Feliz aquele que se entregar a essas boas palavras; aquele que as guardar no coração será sempre sábio;

    31 pois, se ele as cumprir, será capaz de todas as coisas, porque a luz de Deus guiará os seus passos.