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    Eclesiástico, 22

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    Notas do capítulo
    • Eclesiástico 22 discute o tema da sabedoria e da tolice, bem como a necessidade de ser cauteloso em relação às palavras que se dizem. O capítulo também adverte contra o orgulho e a arrogância, e enfatiza a importância de buscar a orientação de Deus.

    • Provérbios 12:15: "O caminho do insensato parece-lhe recto, mas o sábio escuta o conselho." Este versículo destaca a diferença entre os tolos e os sábios, e sugere que a tolice pode levar a um pensamento errado e imprudente.

    • Provérbios 29:20: "Tens visto o homem precipitado em suas palavras? Há mais esperança para o insensato do que para ele." Esse versículo adverte contra a imprudência na fala e sugere que pode haver mais esperança para aqueles que são insensatos do que para aqueles que falam sem pensar.

    • Provérbios 16:18: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda." Este versículo destaca o perigo da arrogância e do orgulho, enfatizando que aqueles que são soberbos são mais propensos a cair.

    • Provérbios 10:19: "Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio." Esse versículo sugere que falar demais pode levar a erros e pecados, e enfatiza a importância de escolher cuidadosamente as palavras que se dizem.

    • Provérbios 3:5-6: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas." Este versículo enfatiza a importância de confiar em Deus e buscar a Sua orientação em todas as coisas, incluindo a sabedoria e a prudência nas palavras e ações.

    1 Ao preguiçoso é atirado esterco, só se fala dele com desprezo.*1

    2 O preguiçoso é apedrejado com excremento, quem o tocar sacudirá a mão.

    3 O filho mal-educado é a vergonha de seu pai, a filha semelhante não gozará de nenhuma consideração.

    4 Uma jovem prudente é uma herança para o marido, mas a filha desavergonhada causa mágoa ao seu pai.*1

    5 A mulher atrevida cobre de vergonha o pai e o marido; e é igual aos celerados: ambos a desprezam.

    6 Uma palavra inoportuna é música em dia de luto; a sabedoria, porém, emprega com oportunidade o chicote e a instrução.

    7 Instruir um insensato é tornar a ajustar um vaso quebrado;

    8 falar a quem não ouve é como despertar alguém de um sono profundo.

    9 Falar da sabedoria com um insensato é conversar com alguém que está adormecendo; no fim da conversa ele dirá: “Que?”.

    10 Chora sobre um morto, porque ele perdeu a luz; chora sobre um tolo, porque é falho de juízo.

    11 Chora menos sobre um morto, porque ele achou o repouso;

    12 a vida criminosa do mau, porém, é pior do que a morte.

    13 O luto por um morto dura sete dias, mas por um insensato e um ímpio, dura toda a sua vida.

    14 Não fales muito com um estulto; não convivas com o insensato.

    15 Acautela-te contra ele, para não seres incomodado; e não te mancharás com o contágio de seu pecado.

    16 Afasta-te dele: encontrarás repouso, e a sua loucura não te causará mágoa.

    17 O que há de mais pesado que o chumbo? E que outro nome dar-lhe a não ser o de insensato?

    18 É mais fácil carregar areia, sal ou uma barra de ferro, do que suportar o imprudente, o tolo e o ímpio.

    19 Um encaixamento de madeira adaptado aos alicerces de um edifício não se desconjunta. Assim é o coração firmado por uma decisão bem amadurecida.

    20 O desígnio de um homem sensato, em qualquer tempo que seja, não será alterado pelo temor.

    21 Como a estacada posta em lugar elevado e a parede sem argamassa não podem resistir à violência do vento,

    22 assim um coração tímido, de pensamentos tolos, não pode resistir ao choque do temor.

    23 O coração medroso do insensato jamais tem temor em seus pensamentos; assim também o que não se apoia nos preceitos divinos.

    24 Quem machuca um olho, dele faz sair lágrimas; quem magoa um coração, nele excita a sensibilidade.

    25 Quem lança uma pedra aos pássaros os fará fugir; assim, quem insulta um amigo rompe a amizade.

    26 Ainda que tenhas arrancado a espada contra o teu amigo, não desesperes; porque o regresso é possível.

    27 Ainda que tenhas dito contra ele palavras desagradáveis, não temas, porque a reconciliação é possível, salvo se se tratar de injúrias, afrontas, insolências, revelação de um segredo ou golpes à traição; em todos esses casos fugirá de ti o teu amigo.

    28 Permanece fiel ao teu amigo em sua pobreza, a fim de te alegrares com ele na sua prosperidade.

    29 Permanece-lhe fiel no tempo da aflição, a fim de teres parte com ele em sua herança.

    30 O vapor e a fumaça elevam-se na fornalha antes do fogo; assim o homicídio e o derramamento de sangue são precedidos de injúrias, ultrajes e ameaças.

    31 Não me envergonharei de saudar um amigo, nem me esconderei da sua presença; e, se me acontecer algum mal por isso, eu o suportarei,

    32 mas quem o souber, dele desconfiará.

    33 Quem porá uma guarda à minha boca, e um selo inviolável nos meus lábios, para que eu não caia por sua causa, e para que minha língua não me perca?