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    Eclesiástico, 29

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    Notas do capítulo
    • Eclesiástico 29 fala sobre a importância da amizade e do empréstimo de dinheiro. O capítulo começa com uma reflexão sobre a felicidade de se ter amigos verdadeiros e confiáveis, e também aborda o tema do empréstimo de dinheiro a amigos e a necessidade de ser cuidadoso nesse assunto. Com base nesses temas, seguem abaixo cinco versículos relacionados:

    • Provérbios 17:17: "Em todo tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão." Este versículo fala sobre a importância da amizade verdadeira, que deve ser cultivada em todos os momentos, especialmente nos momentos difíceis.

    • Provérbios 19:17: "Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor, que lhe pagará o seu benefício." Esse versículo fala sobre a bondade em ajudar os pobres e necessitados, mostrando que emprestar dinheiro para aqueles que precisam é uma forma de ajudar o próximo.

    • Provérbios 22:7: "O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo do que empresta." Esse versículo aborda o perigo de se endividar e ficar subordinado ao credor, mostrando que é importante agir com sabedoria financeira.

    • Lucas 6:34-35: "E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, que mérito tendes? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. Amai, porém, os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem nada esperar em troca; e grande será o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus." Esse versículo mostra que devemos emprestar não apenas para aqueles de quem esperamos receber de volta, mas também para aqueles que não são nossos amigos e inimigos, agindo com amor e generosidade.

    • Romanos 13:8: "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei." Esse versículo enfatiza a importância de não ficar devendo nada a ninguém, mostrando que é importante ser honesto e justo em todas as nossas relações financeiras e interpessoais.

    1 Aquele que tem compaixão empresta com juros ao seu próximo; aquele que tem a mão generosa guarda os mandamentos.

    2 Empresta a teu próximo quando ele estiver necessitado, e de teu lado, paga-lhe o que lhe deves, no tempo marcado.

    3 Cumpre tua palavra e procede lealmente com ele, e acharás em toda ocasião o que te é necessário.

    4 Muitos consideraram como um achado o que pediam emprestado, e causaram desgosto àqueles que os ajudaram.

    5 Até que se tenha recebido, beija-se a mão de quem empresta; com voz humilde fazem-se promessas;*1

    6 mas, chegando o tempo de restituir, pedem-se prazos; só se têm palavras pesarosas e queixas; e toma-se como pretexto a dificuldade da época.

    7 Se o que pede emprestado pode restituir, nega-se a princípio. Restitui em seguida só a metade da quantia, e a considera como um lucro.

    8 Se não tem meios para pagar, priva o que emprestou do seu dinheiro, e dele se faz gratuitamente um inimigo.

    9 Ele o paga com ofensas e maldições, e paga com o mal o bem que recebeu.

    10 Muitos não emprestam, não por maldade, mas por medo de serem injustamente iludidos.*1

    11 Todavia, sê indulgente para com o miserável, e não o faças esmorecer depois da esmola.

    12 Por causa do mandamento, socorre o pobre; e não o deixes ir com as mãos vazias na sua indigência.

    13 Perde o teu dinheiro em favor de teu irmão e de teu amigo; não o escondas debaixo de uma pedra para ficar perdido.

    14 Gasta o teu tesouro segundo o preceito do Altíssimo, e isso te aproveitará mais do que o ouro.

    15 Encerra a esmola no coração do pobre, e ela rogará por ti, a fim de te preservar de todo o mal.*1

    16 Para combater o teu inimigo, ela será uma arma mais poderosa do que o escudo e a lança de um homem valente.*1

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    19 O homem de bem responsabiliza-se pelo próximo; o homem sem pejo abandona-o a si próprio.

    20 Não esqueças o benefício daquele que se responsabiliza por ti, pois ele arriscou a vida para te amparar.

    21 O pecador e o impudico fogem de seu fiador;

    22 o pecador atribui a si mesmo o benefício de quem por ele se responsabiliza, e com coração ingrato abandona o seu libertador.

    23 Um homem se responsabiliza pelo seu próximo, e este, perdendo a vergonha, o abandonará.

    24 Um mau penhor perdeu muitas pessoas que prosperavam, e as agitou como as ondas do mar;

    25 por uma reviravolta das coisas, ele exilou muitos poderosos, que se tornaram peregrinos em terra estrangeira.

    26 O pecador que transgride o mandamento do Senhor se comprometerá a responder inoportunamente por outro; e aquele que tentar muitos empreendimentos não escapará do processo.

    27 Ajuda o próximo conforme as tuas posses, e acautela-te para que não caias tu também.

    28 O principal para a vida do homem é a água, o pão, o vestuário e uma casa para ocultar a sua nudez.

    29 Mais vale o que um pobre come sob um vigamento do que um magnífico banquete em casa alheia para quem não tem domicílio.

    30 Contenta-te com o pouco ou muito que tiveres e evitarás a censura de seres um estranho.

    31 É uma vida miserável a daquele que vai de casa em casa; em toda parte onde se hospedar, não estará confiante, e não ousará abrir a boca.

    32 Recebe-se com hospitalidade, dá-se de comer e de beber a ingratos; e, depois disso, ouvem-se palavras desagradáveis:*1

    33 “Vamos, intruso, prepara a mesa, e o que tens, dá-o de comer aos outros;

    34 retira-te, por causa da homenagem que devo prestar aos meus amigos. Preciso de minha casa para nela receber meu irmão”.*1

    35 Eis coisas penosas para um homem sensato: ouvir censuras pela hospitalidade e pelo empréstimo que se fez.