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    Eclesiástico, 20

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    Notas do capítulo
    • Eclesiástico 20 aborda o tema da sabedoria em relação aos comportamentos humanos, enfatizando a importância da humildade e da autocontenção. O capítulo começa com uma discussão sobre a hipocrisia e a imprudência, mostrando como elas podem levar a situações desastrosas. Em seguida, o autor enfatiza a importância de ouvir e aprender com os outros, bem como a necessidade de manter a modéstia e a humildade em todas as situações.

    • Provérbios 17:27: "Quem tem conhecimento é comedido em suas palavras; quem tem entendimento é de espírito sereno." Este versículo destaca a importância da autocontenção e da moderação no discurso, um tema abordado em Eclesiástico 20.

    • Tiago 1:19: "Meus amados irmãos, cada um deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar." Esse versículo destaca a importância de ouvir e aprender com os outros, um tema que também é abordado em Eclesiástico 20.

    • Provérbios 22:4: "O fruto da humildade é o temor do Senhor, riquezas, honra e vida." Este versículo destaca a importância da humildade e da modéstia, um tema central em Eclesiástico 20.

    • Provérbios 13:10: "Com arrogância, só se provoca rixas, mas com os que sabem ouvir se evita a contenda." Este versículo enfatiza a importância de evitar a arrogância e a imprudência, temas abordados em Eclesiástico 20.

    • Provérbios 19:20: "Ouve o conselho e aceita a correção, para que te tornes sábio no futuro." Este versículo enfatiza a importância de ouvir e aprender com os outros, um tema importante em Eclesiástico 20.

    1 Oh! Quanto melhor é admoestar que irritar-se, não impedir de falar aquele que quer confessar a sua falta!*1

    2 Como o eunuco que anseia por violentar uma donzela,

    3 assim é o que, por violência, faz um julgamento iníquo.

    4 Como é bom que o corrigido manifeste o seu arrependimento! Pois assim se evita um pecado voluntário.

    5 Há quem se cale e é considerado sábio, e quem se torne odioso pela intemperança no falar.

    6 Há quem se cale por não saber falar, e há quem se cale porque reconhece quando é tempo (de falar).

    7 O sábio permanece calado até o momento (oportuno), mas o leviano e imprudente não espera a ocasião.

    8 Aquele que se expande em palavras, prejudica-se a si mesmo; quem se permite todo o desregramento torna-se odioso.

    9 Para o homem desprovido de instrução há proveito na infelicidade, mas há certas descobertas que lhe acarretam a ruína.

    10 Há dom que não é útil e há dom que é duplamente recompensado.

    11 Há quem ache a sua perda na própria glória, e há quem levantará a cabeça após uma humilhação.

    12 Há quem compre muito por um preço módico, mas que (de fato) o paga pelo sétuplo do seu valor.

    13 O sábio torna-se amável por suas palavras, enquanto que os encantos do insensato desaparecem.

    14 O donativo do insensato não te trará proveito, pois ele te fixa com sete olhos.

    15 Ele dá pouco e censura muitas vezes; quando abre a sua boca é como uma fogueira.

    16 Há quem empresta hoje e amanhã o reclama: tal homem é odioso.

    17 O insensato não tem amigos, e pelo bem que faz não será bem acatado,*1

    18 porque os que comem o seu pão têm línguas falsas; quantas e quantas vezes não zombarão dele?

    19 Pois não agiu com bom senso, distribuindo o que devia guardar e o que não devia guardar.

    20 A queda de uma língua mentirosa é como uma queda na laje; assim a ruína dos maus virá de repente.

    21 Um homem desagradável é como uma história ruim, que se acha continuamente na boca das pessoas mal-educadas.

    22 Será mal recebida a máxima que sair da boca do insensato, pois que ele a diz fora de tempo.

    23 Há quem se abstenha de pecar por falta de meios, mas ressente o aguilhão do pecado até em seu repouso.*1

    24 Há quem perca a sua alma por causa do respeito humano; perde-a, cedendo a uma pessoa imprudente; perde-se por atender demasiadamente uma pessoa.

    25 Há quem, por falsa vergonha, faça uma promessa a um amigo, e dele se faça gratuitamente um inimigo.

    26 A mentira é no homem uma vergonhosa mancha: não deixa os lábios das pessoas mal-educadas.

    27 Mais vale um ladrão do que um mentiroso contumaz, mas ambos terão a ruína como partilha.

    28 O comportamento dos mentirosos é aviltante, sua vergonha jamais os abandonará.

    29 O sábio atrai a si a estima por suas palavras; o homem prudente agradará aos poderosos.

    30 Quem cultiva sua terra colherá montes de frutos; quem cultiva a justiça será ele próprio elevado; quem agrada aos poderosos fugirá da iniquidade.

    31 Os presentes e as dádivas cegam os olhos dos juízes. São em sua boca como um freio que os torna mudos e os impede de castigar.*1

    32 Sabedoria escondida é tesouro invisível. Para que serve uma e outro?

    33 Mais vale aquele que dissimula sua insipiência, do que aquele que esconde sua sabedoria.