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    São Mateus, 22

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    Notas do capítulo
    • Em São Mateus 22, Jesus continua a ensinar as multidões com parábolas e responde a diversas questões dos fariseus e dos saduceus, incluindo a pergunta sobre qual é o maior mandamento da Lei. Jesus enfatiza a importância do amor a Deus e ao próximo, e alerta contra a hipocrisia religiosa. Aqui estão cinco versículos relacionados com os temas abordados neste capítulo:

    • Levítico 19:18: "Não se vinguem nem guardem rancor contra alguém do seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor." Jesus cita este mandamento quando questionado sobre qual é o maior mandamento da Lei, enfatizando a importância do amor ao próximo.

    • Salmos 118:22-23: "A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso aos nossos olhos." Jesus usa esta passagem para se referir a si mesmo como a pedra angular rejeitada pelos líderes religiosos, mas escolhida por Deus.

    • Isaías 45:22-23: "Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vocês, confins da terra; pois eu sou Deus, e não há nenhum outro. Jurei por mim mesmo, a minha boca proferiu com toda a integridade uma palavra que não será revogada: diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus." Jesus usa este versículo para afirmar sua divindade e a necessidade de se voltar a ele para a salvação.

    • Provérbios 22:16: "Aquele que oprime o pobre para aumentar sua riqueza e dá presentes ao rico certamente acabará na pobreza." Jesus condena a hipocrisia religiosa dos fariseus, que ostentam uma aparência de piedade enquanto exploram os pobres e justificam seu comportamento.

    • Isaías 64:6: "Todos nós nos tornamos como um ser impuro, e todas as nossas boas obras são como trapos imundos; todos nós murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe." Jesus adverte contra a autojustiça e a confiança em nossas próprias boas obras, enfatizando a necessidade da graça e da misericórdia de Deus para a salvação.

    1 Jesus tornou a falar-lhes por meio de parábolas:

    2 “O Reino dos Céus é comparado a um rei que celebrava as bodas de seu filho.

    3 Enviou seus servos para chamar os convidados, mas eles não quiseram vir.

    4 Enviou outros ainda, dizendo-lhes: Dizei aos convidados que já está preparado o meu banquete; meus bois e meus animais cevados estão mortos, tudo está preparado. Vinde às bodas!

    5 Mas, sem se importarem com aquele convite, foram-se, um a seu campo e outro para seu negócio.

    6 Outros lançaram mãos de seus servos, insultaram-nos e os mataram.

    7 O rei soube e indignou-se em extremo. Enviou suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade.

    8 Disse depois a seus servos: O festim está pronto, mas os convidados não foram dignos.

    9 Ide às encruzilhadas e convidai para as bodas todos quantos achardes.

    10 Espalharam-se eles pelos caminhos e reuniram todos quantos acharam, maus e bons, de modo que a sala do banquete ficou repleta de convidados.

    11 O rei entrou para vê-los e viu ali um homem que não trazia a veste nupcial.

    12 Perguntou-lhe: Meu amigo, como entraste aqui, sem a veste nupcial? O homem não proferiu palavra alguma.

    13 Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes.

    14 Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos”.

    15 Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras.

    16 Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens.*1

    17 Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César?”.

    18 Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: “Por que me tentais, hipócritas?

    19 Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto!”. Apresentaram-lhe um denário.

    20 Perguntou Jesus: “De quem é esta imagem e esta inscrição?”.

    21 “De César” – responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

    22 Esta resposta encheu-os de admiração e, deixando-o, retiraram-se.

    23 Naquele mesmo dia, os saduceus, que negavam a ressurreição, interrogaram-no:*1

    24 “Mestre, Moisés disse: Se um homem morrer sem filhos, seu irmão case-se com a sua viúva e dê-lhe assim uma posteridade (Dt 25,5).

    25 Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu. Como não tinha filhos, deixou sua mulher ao seu irmão.

    26 O mesmo sucedeu ao segundo, depois ao terceiro, até o sétimo.

    27 Por sua vez, depois deles todos, morreu também a mulher.

    28 Na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, uma vez que todos a tiveram?”.

    29 Respondeu-lhes Jesus: “Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus.

    30 Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu.

    31 Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos disse:

    32 Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos”.*1

    33 E, ouvindo essa doutrina, as turbas se enchiam de grande admiração.

    34 Sabendo os fariseus que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se

    35 e um deles, doutor da Lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova:

    36 “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”.

    37 Respondeu Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito (Dt 6,5).

    38 Esse é o maior e o primeiro mandamento.

    39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).

    40 Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas”.

    41 Como os fariseus se agrupassem, Jesus interrogou-os:

    42 “Que pensais vós de Cristo? De quem é filho?”. Responderam: “De Davi!”.

    43 “Como então, prosseguiu Jesus, Davi, falando sob inspiração do Espírito, chama-o Senhor, dizendo:

    44 O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1)?

    45 Se, pois, Davi o chama Senhor, como é ele seu filho?”

    46 Ninguém pôde responder-lhe nada. E, depois daquele dia, ninguém mais ousou interrogá-lo.