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    São Mateus, 14

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 14 de Mateus narra a morte de João Batista, o famoso milagre da multiplicação dos pães e peixes realizado por Jesus, e a caminhada de Jesus sobre as águas. Os versículos selecionados abaixo estão relacionados aos temas de morte, alimentação e fé.

    • Salmos 34:19: "Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas." Este versículo pode ser relacionado à morte de João Batista, que foi decapitado por Herodes. Embora João tenha sofrido uma morte violenta, Deus é capaz de livrar o justo de todas as aflições.

    • 1 Coríntios 10:16: "O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?" Este versículo pode ser relacionado à multiplicação dos pães e peixes realizada por Jesus, que forneceu alimento para a multidão. O alimento físico é importante, mas também podemos ser alimentados espiritualmente pela comunhão com Cristo.

    • Hebreus 11:6: "Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam." Este versículo pode ser relacionado à caminhada de Jesus sobre as águas. Pedro teve a fé para andar sobre a água também, mas quando começou a duvidar, começou a afundar. A fé é necessária para agradar a Deus e alcançar coisas impossíveis aos olhos humanos.

    • Filipenses 4:19: "O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." Este versículo pode ser relacionado à multiplicação dos pães e peixes. Embora a multidão estivesse com fome, Jesus foi capaz de suprir todas as suas necessidades com apenas alguns pães e peixes. Deus é capaz de suprir todas as nossas necessidades, mesmo quando parece impossível.

    • Romanos 8:38-39: "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." Este versículo pode ser relacionado à morte de João Batista e à fé em Deus. Mesmo quando enfrentamos a morte e outras dificuldades, nada pode nos separar do amor de Deus.

    1 Por aquela mesma época, o tetrarca Herodes ouviu falar de Jesus.*1

    2 E disse aos seus cortesãos: “É João Batista que ressuscitou. É por isso que ele faz tantos milagres.”

    3 Com efeito, Herodes havia mandado prender e acorrentar João, e o tinha mandado meter na prisão por causa de Herodíades, esposa de seu irmão Filipe.

    4 João lhe tinha dito: “Não te é permitido tomá-la por mulher!”.

    5 De boa mente o mandaria matar; temia, porém, o povo que considerava João um profeta.

    6 Mas, na festa de aniversário de nascimento de Herodes, a filha de Herodíades dançou no meio dos convidados e agradou a Herodes.

    7 Por isso, ele prometeu com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse.

    8 Por instigação de sua mãe, ela respondeu: “Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista”.

    9 O rei entristeceu-se, mas, como havia jurado diante dos convidados, ordenou que lha dessem;

    10 e mandou decapitar João na sua prisão.

    11 A cabeça foi trazida num prato e dada à moça, que a entregou à sua mãe.

    12 Vieram, então, os discípulos de João transladar seu corpo, e o enterraram. Depois foram dar a notícia a Jesus.

    13 A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.

    14 Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.

    15 Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: “Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia”.

    16 Jesus, porém, respondeu: “Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer”. –

    17 “Mas” – disseram eles – “nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes.” –

    18 “Trazei-mos” – disse-lhes ele.

    19 Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

    20 Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.

    21 Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.

    22 Logo depois, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão.

    23 Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho.

    24 Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.

    25 Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar.*1

    26 Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: “É um fantasma!” – disseram eles –, soltando gritos de terror.

    27 Mas Jesus logo lhes disse: “Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”.

    28 Pedro tomou a palavra e falou: “Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!”.

    29 Ele disse-lhe: “Vem!”. Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus.

    30 Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”.

    31 No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?”.

    32 Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou.

    33 Então, aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.”

    34 E, tendo atravessado, chegaram a Genesaré.

    35 As pessoas do lugar o reconheceram e mandaram anunciar por todos os arredores. Apresentaram-lhe, então, todos os doentes,

    36 rogando-lhe que ao menos deixasse tocar na orla de sua veste. E, todos aqueles que nele tocaram, foram curados.