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    São Mateus, 20

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 20 de Mateus apresenta a parábola dos trabalhadores na vinha, na qual Jesus ensina sobre a justiça e a generosidade de Deus, que não faz acepção de pessoas. Também é relatado nesse capítulo o pedido feito pela mãe de Tiago e João para que seus filhos fossem colocados em posições de destaque no Reino dos Céus. A seguir estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em Mateus 20:

    • Romanos 2:11: "Pois para com Deus não há acepção de pessoas." Esse versículo ressalta o mesmo princípio ensinado na parábola dos trabalhadores na vinha, de que Deus é justo e trata a todos com igualdade, independentemente de suas circunstâncias ou posições sociais.

    • Lucas 22:26: "Mas não será assim entre vós; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa seja como quem serve." Esse versículo fala sobre a natureza do Reino dos Céus, que é caracterizado pela humildade e pelo serviço, ao contrário da busca por posições de destaque.

    • Marcos 10:45: "Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos." Esse versículo destaca o exemplo de Cristo, que veio para servir, e não para ser servido, e mostra como essa atitude deve ser seguida pelos seus seguidores.

    • Filipenses 2:3: "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo." Esse versículo enfatiza a importância da humildade e do serviço aos outros, sem buscar benefícios pessoais ou posições de destaque.

    • 1 Coríntios 12:12-13: "Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, constituem um só corpo, assim também é Cristo. Pois em um só Espírito fomos todos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito." Esse versículo fala sobre a unidade do corpo de Cristo, em que todos os membros são importantes e devem trabalhar juntos em harmonia, sem competir uns com os outros.

    1 Com efeito, o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha.

    2 Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha.

    3 Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada.*1

    4 Disse-lhes ele: ‘Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário’.

    5 Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo.

    6 Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: ‘Por que estais todo o dia sem fazer nada?’

    7 Eles responderam: ‘É porque ninguém nos contratou’. Disse-lhes ele, então: – Ide vós também para minha vinha.

    8 Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: ‘Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros’.

    9 Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário.

    10 Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário.

    11 Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo:

    12 ‘Os últimos só trabalharam uma hora…​ e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor’.

    13 O senhor, porém, observou a um deles: ‘Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário?

    14 Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.

    15 Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?’.

    16 Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. [Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.]”*1

    17 Subindo para Jerusalém, durante o caminho, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes:

    18 “Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte.

    19 E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará”.

    20 Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica.

    21 Perguntou-lhe ele: “Que queres?”. Ela respondeu: “Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.

    22 Jesus disse: “Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber?”. “Sim” – disseram-lhe.

    23 “De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, a sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isso não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou.”

    24 Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos.

    25 Jesus, porém, os chamou e lhes disse: “Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade.

    26 Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo.

    27 E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo.

    28 Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão”.*1

    29 Ao sair de Jericó, uma grande multidão o seguiu.

    30 Dois cegos, sentados à beira do caminho, ouvindo dizer que Jesus passava, começaram a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de nós!”.

    31 A multidão, porém, os repreendia para que se calassem. Mas eles gritavam ainda mais forte: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de nós!”.

    32 Jesus parou, chamou-os e perguntou-lhes: “Que quereis que eu vos faça?”.

    33 “Senhor, que nossos olhos se abram!”.

    34 Jesus, cheio de compaixão, tocou-lhes os olhos. Instantaneamente recobraram a vista e puseram-se a segui-lo.*1