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    Isaías, 42

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 42 de Isaías começa com a profecia de um Servo escolhido por Deus, que traria justiça às nações e luz aos povos. Ele seria gentil e compassivo, não iria desistir até que a justiça fosse estabelecida na terra. A seguir, cinco versículos relacionados com os temas abordados em Isaías 42:

    • Salmos 72:1-2: "Ó Deus, dá ao rei teus juízos e a tua justiça ao filho do rei. Ele julgará o teu povo com justiça e os teus pobres com equidade." Este salmo fala sobre a justiça e equidade que o rei deve ter para governar o povo com sabedoria.

    • João 12:46: "Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas." Jesus se identifica como a luz do mundo, que traria a verdade e a esperança para as pessoas.

    • Mateus 12:18-21: "Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará aos gentios o juízo. Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá nas ruas a sua voz. A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega, até que faça vencedora a justiça." Este trecho cita a profecia de Isaías 42, que é aplicada a Jesus como o Servo escolhido por Deus.

    • Efésios 4:1-3: "Eu, pois, prisioneiro do Senhor, vos rogo que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz." Este versículo fala sobre a necessidade de agir com humildade e mansidão, virtudes que também são atribuídas ao Servo de Isaías 42.

    • 1 Pedro 2:23: "O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente." Este versículo descreve a atitude pacífica e justa que o Servo de Isaías 42 deveria ter, e que também foi exemplificada por Jesus em sua vida terrena.

    1 Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.*1

    2 Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas.

    3 Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá,

    4 até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos.*1

    5 Eis o que diz o Senhor Deus que criou os céus e os desdobrou, que firmou a terra e toda a sua vegetação, que dá respiração a seus habitantes, e o sopro vital àqueles que pisam o solo:

    6 “Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações;*1

    7 para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas.

    8 Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra.

    9 Realizaram-se os primeiros acontecimentos anunciados, eu predigo outros; antes que aconteçam, eu vo-los faço conhecer”.*1

    10 Cantai ao Senhor um cântico novo, do fim do mundo entoai seus louvores; que o mar o celebre com tudo o que contém, assim como as ilhas com seus habitantes!

    11 Que o deserto e suas vilas elevem a voz, assim como os acampamentos onde habita Cedar! Que os povos de Petra clamem alegremente, que do alto das montanhas lancem suas aclamações!

    12 Que deem glória ao Senhor e espalhem seu louvor pelas ilhas!

    13 Tal como um herói, o Senhor avança; como um guerreiro, ele desperta seu ardor; lança seu grito de guerra, como um herói que afronta seus inimigos.*1

    14 Muito tempo guardei o silêncio, permaneci mudo e me contive. Mas agora grito, como mulher nas dores do parto; minha respiração se precipita.

    15 Vou devastar montanhas e colinas, secar toda a vegetação, transformar os cursos de água em terras áridas, e fazer secar os tanques.*1

    16 Aos cegos farei seguir um caminho desconhecido, por atalhos desconhecidos eu os encaminharei; mudarei diante deles a escuridão em luz, e as veredas pedregosas em estradas planas. Todas essas maravilhas, eu as realizarei, não deixarei de executá-las.*1

    17 Retrocederão, cheios de vergonha, aqueles que se fiam nos ídolos, e que dizem às estátuas fundidas: “Sois nosso Deus”.

    18 Surdos, ouvi, cegos, olhai e vede!

    19 Quem é cego, senão meu servo, e surdo como o mensageiro que envio? Quem é cego como o meu mensageiro e surdo como o servo do Senhor?

    20 Vistes muitas coisas sem lhes dar atenção, tivestes os ouvidos abertos sem escutar.*1

    21 O Senhor quer, por causa de sua justiça, publicar uma lei grande e magnífica.

    22 Todavia, é um povo saqueado e despojado, todos foram acorrentados nos cárceres, fizeram-nos desaparecer nas prisões; são expostos à pilhagem sem que ninguém os livre, despojam-nos, e ninguém lhes faz restituir.*1

    23 Quem dentre vós prestará atenção a essas coisas? Quem as ouvirá pensando no futuro?

    24 Quem então entregou Jacó aos saqueadores, Israel aos depredadores? Não é o Senhor contra quem pecamos, cujas vias não quiseram seguir, nem respeitar suas ordens.

    25 Então, despejou sobre eles sua cólera, e as violências da guerra; esta os envolveu de chamas sem que se apercebessem, e os consumiu sem que dessem atenção.