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    Isaías, 5

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    Notas do capítulo
    • Isaías 5 apresenta uma parábola em que Deus é comparado a um agricultor que cuida de sua vinha, mas apesar de seus esforços, a vinha produz apenas frutos ruins. O capítulo termina com uma ameaça de julgamento contra Israel por sua infidelidade. Para encontrar versículos relacionados com os temas abordados em Isaías 5, podemos buscar por passagens que falam sobre a justiça de Deus, o julgamento e a infidelidade do povo.

    • Provérbios 21:15: "Executar a justiça é motivo de alegria para o justo, mas de terror para os que praticam o mal." Este versículo destaca a importância da justiça e como ela pode trazer alegria ou terror, dependendo de como as pessoas agem.

    • Jeremias 5:7: "Por que haveria de perdoar-te? Seus filhos me abandonaram e juraram pelos deuses que não são deuses. Eu os saciei, mas eles cometeram adultério; em casa de prostitutas se amontoaram." Neste versículo, Deus fala sobre a infidelidade do povo de Israel e como eles têm se voltado para outros deuses.

    • Ezequiel 15:2-3: "Filho do homem, qual é a vinha que é melhor do que as outras vinhas, a qual as vinhas que estão ao redor dela serviram de ramos? Tiraram-se dela madeira para se fazer algum objeto? Ou dela se tomou um prego para pendurar algo?" Este versículo usa a imagem da vinha para falar sobre a posição especial de Israel entre as nações e como ela deveria ter sido uma fonte de bênção para os outros povos.

    • João 15:1-2: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda." Neste versículo, Jesus se apresenta como a videira verdadeira e explica como Deus cuida de seus seguidores, podando aqueles que não produzem frutos e fortalecendo aqueles que o fazem.

    • Hebreus 12:5-6: "E vocês esqueceram a palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: 'Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem desanime quando ele o repreender, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele que aceita como filho'." Este versículo fala sobre a disciplina de Deus e como ela é uma prova de seu amor por seus filhos, assim como a poda na videira pode trazer mais frutos.

    1 Eu quero cantar para o meu amigo seu canto de amor a respeito de sua vinha: meu amigo possuía uma vinha em um outeiro fértil.*1

    2 Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. E contava com uma colheita de uvas, mas ela só produziu agraço.*1

    3 “E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e minha vinha.

    4 Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu agraço?

    5 Pois bem, eu vos mostrarei agora o que hei de fazer à minha vinha: eu lhe arrancarei a sebe para que ela sirva de pasto, derrubarei o muro para que seja pisada.

    6 Eu a farei devastada; não será podada nem cavada, e nela crescerão apenas sarças e espinhos; vedarei às nuvens derramar chuva sobre ela.”

    7 A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro.

    8 Ai de vós, que ajuntais casa a casa, e que acrescentais campo a campo, até que não haja mais lugar, e que sejais os únicos proprietários da terra.*1

    9 Os meus ouvidos ouviram ainda este juramento do Senhor dos exércitos: “Grande número de casas, eu o juro, será devastado, grandes e magníficas herdades ficarão desabitadas”.*1

    10 Dez jeiras de vinha não produzirão mais que um bato, e um homer de semente não dará mais que um efá.*1

    11 Ai daqueles que desde a manhã procuram a bebida, e que se retardam à noite nas excitações do vinho!

    12 Amantes da cítara e da harpa, do tamborim e da flauta, e do vinho em seus banquetes, mas para as obras do Senhor não têm um olhar sequer, e não enxergam a obra de suas mãos.*1

    13 Por causa disso meu povo será desterrado sem nada pressentir. Sua nobreza será atenazada pela fome, e a multidão, mirrada pela sede.*1

    14 Por isso, a morada dos mortos se alargará, e abrirá desmesuradamente a boca. O esplendor de Sião e sua multidão barulhenta, seu alvoroço e sua alegria desaparecerão dela.

    15 O homem será curvado, os grandes serão humilhados, os olhares altivos serão abatidos,*1

    16 e o Senhor dos exércitos triunfará no juízo; o Deus santo se mostrará como tal, fazendo justiça.

    17 Os cordeiros serão apascentados nesses lugares como em suas pastagens, e sobre as ruínas pastarão os cabritos.*1

    18 Ai daqueles que arrastam a correção com as cordas da indisciplina, e a pena do pecado como com os tirantes de um carro!

    19 (Ai) daqueles que dizem: “Que ele se avie, que faça já sua obra, a fim de que a vejamos. Que o plano do Santo de Israel se execute para que o conheçamos!”.*1

    20 Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!

    21 Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo!

    22 Ai daqueles que põem sua bravura em beber vinho, e sua coragem em misturar licores;

    23 (Ai) daqueles que, por uma dádiva, absolvem o culpado, e negam justiça àquele que tem o direito a seu lado!

    24 Por isso, assim como a palhoça é devorada por uma língua de fogo, e como a palha é consumida pela chama, assim a raiz deles sucumbirá na podridão e sua flor voará como a poeira, porque repudiaram a Lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.

    25 Por isso, o furor do Senhor se inflama contra seu povo, apodera-se dele e o castiga; os montes tremem, seus cadáveres, como carniça, jazem nas ruas. Entretanto, sua cólera não se aplacou, e sua mão está prestes a precipitar-se.

    26 Ele arvora uma bandeira para chamar uma nação longínqua, assobia para fazê-la vir dos confins da terra, e ei-la que, ágil, acorre às pressas.*1

    27 Ninguém dentre eles se arrasta ou tropeça, ninguém dorme nem cochila; ninguém desata a cinta de seus rins, nem desaperta a correia dos sapatos.

    28 Agudas são as suas flechas e todos os seus arcos, entesados. Os cascos de seus cavalos são duros como a pederneira, e as rodas de seus carros assemelham-se à tempestade.

    29 É como o rugido da leoa, e o rosnar do leãozinho. Ele brame e agarra a sua presa, e a carrega sem que ninguém lha arrebate.

    30 Naquele tempo, um estrondo, semelhante ao bramido do mar, retumbará contra ele. Quando olhar a terra, só verá trevas e angústia, e no céu se estenderão nuvens tenebrosas.*1