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    Isaías, 23

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    Notas do capítulo
    • Isaías 23 contém uma profecia contra a cidade de Tiro, que é condenada por sua arrogância e cobiça. A cidade será destruída e seus habitantes levados cativos. Abaixo estão cinco versículos relacionados com os temas abordados neste capítulo:

    • Ezequiel 26:3 - "Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como o mar faz subir as suas ondas." Este versículo reforça a mensagem de que Deus está condenando Tiro por sua arrogância e que a cidade será atacada por várias nações.

    • Amós 1:9 - "Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Tiro, e por quatro, não retirarei o castigo, porque entregaram todos os cativos a Edom, e não se lembraram da aliança dos irmãos." Este versículo menciona a aliança que Tiro quebrou com Israel, o que pode ter contribuído para a sua queda.

    • Zacarias 9:3 - "Tiro edificou para si fortaleza, e amontoou prata como pó, e ouro como lama das ruas." Este versículo destaca a cobiça de Tiro e sua busca por riqueza e poder.

    • Jeremias 25:22 - "e a todos os reis de Tiro, e a todos os reis de Sidom, e aos reis das terras que estão além do mar." Este versículo mostra que Tiro não foi a única cidade a ser atacada e conquistada, mas que outras cidades também sofreram as consequências de sua arrogância e cobiça.

    • Apocalipse 18:21 - "E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada." Este versículo faz referência à queda de Babilônia, mas pode ser aplicado à queda de Tiro e outras cidades que foram destruídas por causa de sua arrogância e pecado.

    1 Oráculo sobre Tiro. Uivai, naus de Tarsis, porque o vosso porto foi destruído. No regresso de Chipre, lhes chegou a nova.

    2 Calai-vos, habitantes do litoral, que os negociantes de Sidónia, passando o mar, enchiam.

    3 A sementeira, que cresce pelas abundantes águas do Nilo, e as messes deste rio eram para seu lucro: tinha chegado a ser o empório das nações.

    4 Envergonha-te, Sidónia, porque o mar, a fortaleza do mar assim está dizendo: Não estive de parto, não dei à luz, nem criei jovens, nem eduquei donzelas. (ver nota)

    5 Quando se ouvir esta notícia do Egito, tremerão (os homens), ao ter conhecimento (da ruína) de Tiro.

    6 Passai a Tarsis, soltai gritos, habitantes do litoral.

    7 Porventura não é essa aquela vossa cidade, cuja origem remontava aos dias antigos, e que dirigia os seus passos até paragens longínquas?

    8 Quem formou este desígnio contra Tiro, outrora coroada, cujos comerciantes eram príncipes, cujos negociantes eram nobres da terra?

    9 Foi o Senhor dos exércitos que formou este desígnio, para derribar a soberba de toda a glória, para reduzir à ignomínia todos os grandes da terra.

    10 Percorre a tua terra como um rio, filha de Tarsis, que daqui por diante não tens cintura (ou amparo).

    11 O Senhor estendeu a sua mão sobre o mar, abalou os reinos: o Senhor deu as suas ordens contra Canaan para destruir as suas fortalezas.

    12 Disse: Não continuarás a alegrar-te, daqui por diante, virgem desonrada, filha de Sidónia; levanta-te, passa a Chipre. Mesmo aí não terás descanso.

    13 Considera a terra dos Caldeus: nunca houve povo assim. Os Assírios fundaram-no (apesar disso agora) foram levados para o cativeiro os seus robustos, derrubadas as suas casas, fizeram dela uma ruína. (ver nota)

    14 Uivai, naus de Tarsis, porque foi destruída a vossa fortaleza.

    15 E acontecerá naquele dia que Tiro ficará em esquecimento, durante setenta anos, a duração dos dias de um rei. Depois destes setenta anos, Tiro será como diz o canto da cortesã;

    16 Toma a harpa, percorre a cidade, ó meretriz entregue ao esquecimento; canta bem, repete a tua ária, para que se lembrem de ti.

    17 Depois dos setenta anos, o Senhor visitará Tiro, e ela voltará a receber o seu salário, de novo terá comércio com todos os reinos da terra, sobre a face do globo.

    18 Mas (agora) o seu salário e os seus lucros serão consagrados ao Senhor; não serão guardados, nem entesourados, porque o lucro do seu negócio será para aqueles que assistirem diante do Senhor, a fim de que tenham alimentos em abundância e se vistam magnificamente.