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    I Macabeus, 16

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    Notas do capítulo
    • 1 Macabeus 16 narra a morte de Simão, o último dos irmãos Macabeus, e a transição do poder para seu filho João Hircano. O capítulo também destaca os sucessos militares de Simão, sua reconstrução do templo e a paz que ele trouxe para a Judeia. Aqui estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em 1 Macabeus 16:

    • Salmo 68:20 - "Bendito seja o Senhor! Dia a dia ele leva a nossa carga, o Deus que é a nossa salvação." Este salmo fala da ajuda de Deus em carregar fardos e nos salvar. Pode ser aplicado a Simão, que ajudou a carregar o fardo do povo judeu e a salvá-los dos inimigos.

    • 1 Crônicas 29:28 - "Ele morreu em boa velhice, cheio de dias, riquezas e honra, e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar." Este versículo descreve o fim de Davi, que morreu em paz e foi sucedido por seu filho Salomão. Isso pode ser comparado com a morte de Simão, que morreu em paz e foi sucedido por seu filho João Hircano.

    • Isaías 32:18 - "A minha gente habitará em lugar de paz, em moradas seguras, em repousos tranqüilos." Este verso fala da paz que Deus promete para o seu povo. Isso pode ser relacionado com o governo de Simão, que trouxe a paz para a Judeia.

    • 2 Crônicas 2:4 - "Agora, ordena que me cortem cedros do Líbano; os meus servos estarão com os teus servos, e te darei o salário que designares para os teus servos." Este versículo é uma oferta de ajuda de Salomão a Hirão, rei de Tiro. Isso pode ser comparado com a ajuda que Simão recebeu de seus aliados, como os romanos, para ajudar a reconstruir o templo.

    • Provérbios 3:3-4 - "Nunca deixes a misericórdia e a fidelidade te abandonarem; ata-as ao redor do teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração. E encontrarás favor e bom entendimento diante de Deus e dos homens." Este versículo fala da importância da misericórdia e da fidelidade. Isso pode ser aplicado a Simão, que mostrou misericórdia e fidelidade para com seu povo ao lutar por sua liberdade e reconstruir o templo.

    1 Tendo João ido de Gazara, contou a seu pai tudo o que Cendebeu estava a fazer.

    2 Simão mandou vir os seus dois filhos mais velhos, Judas e João, e disse-lhes: Eu, meus Irmãos e a casa de meu pai, temos resistido aos inimigos de Israel, desde a nossa mocidade até ao dia de hoje, e conseguimos, muitas vezes, livrar Israel.

    3 Agora, porém, estou velho, mas vós graças a Deus, já tendes a idade necessária: tomai o meu lugar e o de meu irmão, e ide pelejar pelo nosso povo. O socorro do céu seja convosco.

    4 Depois disto escolheu (João) de todo o país vinte mil homens de guerra e cavaleiros, os quais marcharam contra Cendebeu e pernoitaram em Modin.

    5 Levantaram-se ao romper da manhã e marcharam para o campo. E eis que vinha ao seu encontro um grosso exército de infantaria e cavalaria. Separava-os uma torrente.

    6 (João) avançou com as suas tropas para os atacar, mas, vendo que elas estavam receosas de passar a torrente, passou-a ele primeiro; quando os outros o viram passar, logo passaram atrás dele.

    7 Dividiu a sua gente, colocando cavalaria no meio da infantaria, porque a cavalaria dos inimigos era muito numerosa.

    8 Fizeram soar as trombetas sagradas, e Cendebeu foi derrotado com as suas tropas; caíram feridos muitos deles, e o resto refugiou-se na fortaleza.

    9 Nesta ocasião foi ferido Judas, irmão de João; porém João perseguiu os inimigos até chegar a Cedron, que (Cendebeu) tinha edificado.

    10 Muitos fugiram para as torres que havia na campina de Azot, mas João fê-las queimar. Morreram deles dois mil homens, e João voltou para a Judeia.

    11 Ptolomeu, filho de Abobo, havia sido feito governador militar da planície de Jericó; tinha muita prata e muito ouro,

    12 porque era genro do sumo sacerdote.

    13 O seu coração encheu-se de soberba; queria tornar-se senhor do país e andava maquinando uma traição contra Simão e seus filhos para os matar.

    14 Ora, percorrendo Simão as cidades da Judeia e tratando cuidadosamente do seu bem-estar. baixou a Jericó com Matatias, seu filho, e Judas, no ano cento e setenta e sete, no undécimo mês, que é o mês de Sabat. (ver nota)

    15 O filho de Abobo recebeu-os com má tenção num pequeno forte, chamado Doc, que tinha edificado; mandou-lhes fazer um grande banquete, mas pôs alguns homens escondidos.

    16 Quando Simão e seus filhos tinham bebido bem, Ptolomeu e os seus homens levantaram-se, tomaram as suas armas, acometeram Simão na sala do banquete e mataram-no, assim como aos seus dois filhos e a alguns dos seus criados.

    17 Deste modo cometeu Ptolomeu em Israel uma grande perfídia e tornou mal por bem.

    18 Ptolomeu escreveu isto ao rei, pedindo-lhe que lhe enviasse um exército em seu socorro, a fim de lhe entregar o país e as suas cidades.

    19 Ao mesmo tempo mandou outros a Gazara, para matarem João, e enviou cartas aos tribunos para que viessem unir-se com ele, prometendo que lhes daria prata, ouro e presentes.

    20 E mandou outros para que se apoderassem de Jerusalém e do monte do templo.

    21 Mas, antecipando-se a eles certo homem, foi anunciar a João, em Gazara. que seu pai e seus irmãos tinham Sido mortos e que (Ptolomeu) enviara gente para o matar também a ele.

    22 João, logo que ouviu isto, ficou fora de si. Apoderou-se dos que vinham matá-lo, e mandou-lhes tirar a vida, porque sabia que traziam tenção de o matar.

    23 O resto dos actos de João, das suas guerras, das empresas em que valorosamente se portou, da reedificação dos muros que construiu e de todas as suas acções,

    24 tudo está escrito no livro dos anais do seu pontificado, começando desde o tempo em que foi constituído sumo pontífice, em lugar de seu pai.