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    Números, 22

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    Notas do capítulo
    • Números 22 narra a história de Balaão, um adivinho que foi contratado pelo rei Balaque para amaldiçoar os filhos de Israel. No entanto, Deus impede Balaão de amaldiçoar o povo e, em vez disso, faz com que ele abençoe os israelitas. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em Números 22:

    • Deuteronômio 23:5: "Contudo, o Senhor, o seu Deus, não quis ouvir Balaão, e transformou a maldição em bênção para vocês, porque o Senhor, o seu Deus, os ama." Este versículo refere-se à história de Balaão e como Deus transformou sua maldição em uma bênção para os filhos de Israel.

    • 2 Pedro 2:15: "Eles seguiram o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o ganho desonesto" Este versículo destaca a ganância de Balaão ao aceitar o dinheiro de Balaque para amaldiçoar os israelitas e adverte contra seguir o exemplo de Balaão.

    • Judas 1:11: "Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim, buscando o lucro em Balaão, e se rebelaram como Corá se rebelou no deserto." Este versículo também adverte contra seguir o exemplo de Balaão e destaca sua busca pelo lucro desonesto.

    • Números 24:9: "Que viva quem Deus abençoa, e morra quem ele amaldiçoa!" Este é um dos versos da bênção de Balaão, na qual ele abençoa os filhos de Israel em vez de amaldiçoá-los, como originalmente pretendido.

    • Números 22:35: "Disse o anjo do Senhor a Balaão: Vá com esses homens, mas fale apenas o que eu lhe disser". Este versículo destaca como Deus controlou a situação de Balaão, fazendo com que ele abençoasse os filhos de Israel em vez de amaldiçoá-los, mostrando a vontade soberana de Deus.

    1 Tendo partido, acamparam nas planícies de Moab, aonde está situada Jericó além do Jordão.

    2 Mas Balac, filho de Sefor, vendo tudo o que Israel tinha feito ao Amorreu,

    3 e que os Moabitas o temiam muito e não podiam sustentar o seu ataque,

    4 disse aos anciães de Madian: Este povo destruirá todos os que habitam em nossos territórios, da mesma sorte que o boi costuma roer as ervas até à raiz. Este era naquele tempo rei dos Moabitas.

    5 Mandou, pois, embaixadores a Balaão, filho de Beor, adivinho, que habitava sobre o rio do país dos filhos de Amon, para que o chamassem e lhe dissessem: Eis que saiu do Egito um povo, que cobriu a face da terra, o qual está acampado contra mim.

    6 Vem, pois, e amaldiçoa este povo, porque ele é mais forte do que eu, a fim de ver se posso, por algum modo, batê-lo e lançá-lo fora do meu pais. Eu sei que será bendito aquele a quem tu abençoares, e maldito aquele a quem lançares maldições.

    7 Os anciães de Moab e os anciães de Madian partiram, levando nas mãos o preço da adivinhação. Tendo chegado junto de Balaão, e tendo-lhe referido todas as palavras de Balac,

    8 ele respondeu: Ficai aqui esta noite, e eu vos responderei tudo o que o Senhor me disser. Estando eles em casa de Balaão, veio Deus, e disse-lhe:

    9 Que querem estes homens, que estão junto de ti?

    10 Ele respondeu: Balac, filho de Sefor, rei dos Moabitas, mandou

    11 dizer-me: Eis que um povo, que saiu do Egito, cobriu a superfície da terra: vem e amaldiçoa-o, para que eu, combatendo-o, por qualquer modo o possa afugentar.

    12 Deus disse a Balaão: Não vás com eles, nem amaldiçoes o povo, porque é bendito.

    13 (Balaão), levantando-se pela manhã, disse aos príncipes: Tornai para a vossa terra porque o Senhor me proibiu ir convosco.

    14 Voltando os príncipes, disseram a Balac: Balaão não quis vir connosco.

    15 Balac, enviou-lhe de novo outros (embaixadores) em maior número e de maior qualidade, do que os que antes enviara,

    16 os quais, chegando junto de Balaão, disseram-lhe: Eis o que diz Balac, filho de Sefor: Não te demores em vir ter comigo;

    17 eu estou pronto para te honrar e te darei tudo o que quiseres: vem, e amaldiçoa este povo.

    18 Balaão respondeu: Ainda que Balac me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderei alterar a palavra do Senhor meu Deus, para dizer de mais ou de menos.

    19 Rogo-vos que fiqueis aqui ainda esta noite, para que eu possa saber o que é que o Senhor me responderá de novo.

    20 Veio, pois, Deus a Balaão de noite, e disse-lhe: Se estes homens te vierem chamar, levanta-te e vai com eles, mas com a condição de que faças o que eu te mandar.

    21 Balaão levantou-se de manhã, e, aparelhada a sua jumenta, partiu com eles.

    22 Porém, Deus irou-se, e o anjo do Senhor pôs-se no caminho diante de Balaão, que ia montado na jumenta, e levava consigo dois criados. (ver nota)

    23 A jumenta, vendo o anjo que estava no caminho com uma espada desembainhada, afastou-se do caminho e seguiu pelo campo. Como Balaão a fustigasse e a quisesse fazer voltar à estrada.

    24 o anjo pôs-se numa azinhaga estreita entre dois muros, com que estavam cercadas as vinhas.

    25 A jumenta, vendo-o, coseu-se com a parede, e apertou contra ela o pé de Balaão, que a voltou a fustigar.

    26 O anjo, passando a um lugar (ainda mais) apertado, onde não era possível desviar-se nem para a direita nem para a esquerda, parou diante.

    27 A jumenta, vendo o anjo parado, caiu debaixo dos pés de Balaão, o qual irado a fustigava mais fortemente com o seu bastão.

    28 O Senhor abriu a boca da jumenta, que disse: Que te fiz eu? Por que me feres? Esta é já a terceira vez!

    29 Balaão respondeu: Porque tu o mereceste, e me escarneceste; oh! se eu tivesse uma espada para te matar! (ver nota)

    30 A jumenta disse: Acaso não sou eu a tua besta, em que tu sempre costumaste cavalgar até hoje? Dize-me se te fiz jàmais coisa semelhante. Ele respondeu-lhe: Jàmais.

    31 De repente abriu o Senhor os olhos de Balaão, e ele viu o anjo que estava no caminho com a espada desembainhada, e, prostrado por terra, o adorou. (ver nota)

    32 O anjo disse-lhe: Por que castigas tu pela terceira vez a jumenta? Eu vim opor-me a ti, porque o teu caminho é perverso e contrário a mim;

    33 se a jumenta se não tivesse desviado do caminho, cedendo o lugar a quem se opunha (à tua passagem), eu ter-te-ia matado, e ela ficaria viva.

    34 Balaão respondeu: Eu pequei, não sabendo que tu te opunhas a mim, mas agora, se não te apraz que eu vá, voltarei.

    35 Disse-lhe o anjo: Vai com estes, mas vê, não digas se não o que eu te mandar. Ele, pois, foi com os príncipes.

    36 Balac, tendo ouvido isto, saiu a recebê-lo numa cidade dos Moabitas, que está situada na fronteira do Arnon,

    37 e disse a Balaão: Mandei embaixadores chamar-te. Por que não vieste logo ter comigo? Foi acaso porque eu não posso recompensar a tua viagem?

    38 Balaão respondeu-lhe: Eis-me aqui; mas poderei eu dizer outra coisa, que não seja o que Deus me puser na boca?

    39 Partiram, pois, ambos, e chegaram a uma cidade, que estava na fronteira do seu reino.

    40 Balac, tendo matado bois e ovelhas, mandou presentes a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.

    41 Chegada a manhã, levou-a aos altos de Baal, e (de lá Balaão) viu uma extremidade do povo.