Biblioteca

Buscar publicações

Contexto desta página Identificando idioma… Os resultados seguem o idioma declarado no conteúdo ou no módulo desta página.
Conteúdo público

    Marcação pessoal

    Nova anotação

    Cor do destaque

    Gênesis, 31

    Gên

    Êx

    Le

    Núm

    De

    Jos

    Jz

    Ru

    1Sa

    2Sa

    1Rs

    2Rs

    1Cr

    2Cr

    Esd

    Ne

    Est

    Sal

    Pr

    Ec

    Cân

    Is

    Je

    La

    Ez

    Da

    Os

    Jl

    Am

    Ob

    Jon

    Miq

    Na

    Hab

    Sof

    Ag

    Za

    Mal

    Mt

    Mr

    Lu

    Jo

    At

    Ro

    1Co

    2Co

    Gál

    Ef

    Fil

    Col

    1Te

    2Te

    1Ti

    2Ti

    Tit

    Flm

    He

    Tg

    1Pe

    2Pe

    1Jo

    2Jo

    3Jo

    Ju

    Ap

    1

    2

    3

    4

    5

    6

    7

    8

    9

    10

    11

    12

    13

    14

    15

    16

    17

    18

    19

    20

    21

    22

    23

    24

    25

    26

    27

    28

    29

    30

    31

    32

    33

    34

    35

    36

    37

    38

    39

    40

    41

    42

    43

    44

    45

    46

    47

    48

    49

    50

    1 Então Jacó ficou sabendo do que os filhos de Labão diziam: “Jacó tomou tudo o que pertencia a nosso pai, e acumulou toda essa riqueza daquilo que pertencia a nosso pai.”

    2 E, quando Jacó olhava para o rosto de Labão, via que a atitude de Labão para com ele já não era como antes.

    3 Finalmente, Jeová disse a Jacó: “Volte à terra dos seus pais e aos seus parentes, e eu continuarei com você.”

    4 Então Jacó mandou chamar Raquel e Leia ao campo, onde estava o seu rebanho,

    5 e disse-lhes: “Estou vendo que a atitude de seu pai para comigo mudou, mas o Deus de meu pai tem estado comigo.

    6 Vocês sabem muito bem que servi o seu pai com todas as minhas forças.

    7 E seu pai tentou me enganar e mudou o meu salário dez vezes, mas Deus não permitiu que ele me prejudicasse.

    8 Se, por um lado, ele dizia: ‘Os animais pintados serão o seu salário’, o rebanho inteiro produzia pintados; mas se, por outro lado, dizia: ‘Os listrados serão o seu salário’, o rebanho inteiro produzia listrados.

    9 Assim Deus tirava o rebanho de seu pai e o dava a mim.

    10 Uma vez, quando o rebanho entrou no cio, levantei os olhos e vi num sonho que os bodes que fecundavam o rebanho eram listrados, pintados e malhados.

    11 Então o anjo do verdadeiro Deus me disse no sonho: ‘Jacó!’ Eu respondi: ‘Estou aqui.’

    12 Ele continuou: ‘Levante os olhos, por favor, e veja que todos os bodes que fecundam o rebanho são listrados, pintados e malhados, pois tenho visto tudo o que Labão está fazendo a você.

    13 Eu sou o Deus*1 de Betel, onde você ungiu uma coluna e onde me fez um voto. Agora, saia imediatamente desta terra e volte à sua terra natal.’”

    1. Ou: “o verdadeiro Deus”.

    14 Diante disso, Raquel e Leia lhe disseram: “Herdaremos ainda alguma parte dos bens da casa de nosso pai?

    15 Não somos consideradas estrangeiras por ele? Pois ele nos vendeu e gastou todo o dinheiro que se deu por nós.

    16 Todas as riquezas que Deus tirou de nosso pai são nossas e de nossos filhos. Assim, faça tudo o que Deus lhe mandou.”

    17 Então Jacó montou imediatamente seus filhos e suas esposas nos camelos

    18 e, conduzindo todos os seus rebanhos, os rebanhos que lhe pertenciam e que ele havia acumulado em Padã-Arã, e todos os bens que tinha acumulado, partiu para a casa de Isaque, seu pai, na terra de Canaã.

    19 Enquanto Labão tinha ido tosquiar as suas ovelhas, Raquel furtou os ídolos domésticos*1 que pertenciam a seu pai.

    1. Ou: “deuses domésticos”. Lit.: “terafins”.

    20 Além disso, Jacó usou de esperteza para com Labão, o arameu, pois não o avisou de que estava indo embora.

    21 Ele fugiu e atravessou o rio Eufrates,*1 junto com tudo o que tinha, e se dirigiu para a região montanhosa de Gileade.

    1. Lit.: “o Rio”.

    22 No terceiro dia, Labão foi informado de que Jacó havia fugido.

    23 Então levou consigo seus irmãos*1 e foi perseguir Jacó, e depois de uma viagem de sete dias o alcançou na região montanhosa de Gileade.

    1. Ou: “parentes”.

    24 Deus veio então a Labão, o arameu, num sonho, de noite, e lhe disse: “Tenha cuidado com o que vai dizer a Jacó, seja algo bom, seja algo mau.”*1

    1. Lit.: “Guarde-se para não falar com Jacó desde o bem até o mal.”

    25 Assim, Labão se aproximou de Jacó, pois Jacó havia armado a sua tenda na montanha, e Labão e seus irmãos haviam acampado na região montanhosa de Gileade.

    26 Labão disse então a Jacó: “O que você fez? Por que usou de esperteza comigo e levou embora as minhas filhas como se fossem cativas tomadas pela espada?

    27 Por que você fugiu secretamente, usando de esperteza comigo, e não me avisou? Se me tivesse dito, eu poderia despedi-lo com alegria e com canções, com pandeiro e com harpa.

    28 Mas você não me deu oportunidade de beijar meus netos*1 e minhas filhas. Você agiu de modo insensato.

    1. Lit.: “filhos”.

    29 Tenho poder para prejudicá-los, mas o Deus de seu pai me disse ontem à noite: ‘Tenha cuidado com o que vai dizer a Jacó, seja algo bom, seja algo mau.’

    30 Eu sei que você partiu por ter saudades da casa de seu pai, mas por que furtou os meus deuses?”

    31 Jacó respondeu a Labão: “Parti secretamente porque fiquei com medo, pensando que o senhor poderia tirar suas filhas de mim à força.

    32 Quanto àquele com quem o senhor achar os seus deuses, não ficará vivo. Diante dos nossos irmãos, examine o que eu tenho e pegue o que é seu.” Mas Jacó não sabia que Raquel os havia furtado.

    33 Assim, Labão entrou na tenda de Jacó, na tenda de Leia e na tenda das duas escravas, mas não os achou. Então saiu da tenda de Leia e entrou na tenda de Raquel.

    34 Nesse meio-tempo, Raquel havia pegado os ídolos domésticos*1 e os havia colocado no cesto das mulheres que ficava na sela do camelo, e estava sentada em cima deles. Assim, Labão vasculhou a tenda inteira, mas não os achou.

    1. Ou: “deuses domésticos”. Lit.: “terafins”.

    35 Ela disse então a seu pai: “Não se ire, meu senhor, por eu não poder me levantar diante do senhor, pois estou com o incômodo habitual das mulheres.” De modo que ele continuou procurando cuidadosamente, mas não achou os ídolos domésticos.*1

    1. Ou: “deuses domésticos”. Lit.: “terafins”.

    36 Com isso Jacó ficou irado e começou a reclamar com Labão. Jacó disse então a Labão: “Qual foi o meu crime e que pecado cometi, para o senhor me perseguir furiosamente?

    37 Agora que vasculhou todos os meus bens, o que o senhor encontrou que pertença à sua casa? Ponha-o aqui na frente dos meus irmãos e dos seus irmãos, e que eles decidam entre nós dois.

    38 Nesses 20 anos que estive com o senhor, suas ovelhas e suas cabras nunca sofreram aborto, e eu nunca comi os carneiros do seu rebanho.

    39 Não lhe trouxe nenhum animal dilacerado por feras; eu assumia esse prejuízo. Caso um animal fosse roubado de dia, caso fosse roubado de noite, o senhor o cobrava de mim.

    40 De dia eu era consumido pelo calor, e de noite pelo frio; e o sono me fugia dos olhos.

    41 Já faz 20 anos que estou na sua casa. Eu o servi 14 anos pelas suas duas filhas e seis anos pelo seu rebanho, e o senhor mudou o meu salário dez vezes.

    42 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e Aquele a quem Isaque teme*1 não tivesse estado do meu lado, o senhor me teria mandado embora de mãos vazias. Deus viu a minha aflição e o trabalho árduo das minhas mãos, e é por isso que ele o repreendeu ontem à noite.”

    1. Lit.: “e o temor de Isaque”.

    43 Então Labão respondeu a Jacó: “Estas são as minhas filhas, estes são os meus netos, este é o meu rebanho, e tudo o que você está vendo é meu e das minhas filhas. O que posso fazer hoje contra elas ou contra os filhos delas, que elas deram à luz?

    44 Agora venha, façamos um pacto, eu e você, e o pacto servirá de testemunho para nós.”

    45 Assim, Jacó pegou uma pedra e a colocou de pé como coluna.

    46 Jacó disse então aos seus irmãos: “Apanhem pedras!” E eles apanharam pedras e as amontoaram. Depois comeram ali sobre o monte de pedras.

    47 Labão o chamou de Jegar-Saaduta,*1 mas Jacó o chamou de Galeede.*2

    1. Expressão aramaica que significa “monte de testemunho”.

    2. Expressão hebraica que significa “monte de testemunho”.

    48 Então Labão disse: “Este monte de pedras é hoje testemunha entre mim e você.” É por isso que foi chamado de Galeede

    49 e de Torre de Vigia, pois ele disse: “Que Jeová vigie a mim e a você quando estivermos fora da vista um do outro.

    50 Se você maltratar as minhas filhas e começar a tomar esposas além das minhas filhas, mesmo que não haja ninguém que veja isso, lembre-se de que Deus será testemunha entre mim e você.”

    51 Labão disse ainda a Jacó: “Aqui está o monte de pedras, e aqui está a coluna que erigi entre mim e você.

    52 Este monte de pedras é testemunha, e a coluna é algo que dá testemunho, de que eu não passarei deste monte de pedras para prejudicar você e de que você não passará deste monte de pedras e desta coluna para me prejudicar.

    53 Que o Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre nós.” E Jacó jurou por Aquele a quem seu pai Isaque temia.*1

    1. Lit.: “pelo temor de seu pai Isaque”.

    54 Depois disso, Jacó ofereceu um sacrifício na montanha e convidou seus irmãos para comer pão. Então eles comeram e passaram a noite na montanha.

    55 Labão, no entanto, se levantou de manhã cedo e beijou os seus netos*1 e as suas filhas, e os abençoou. Então Labão partiu de volta para casa.

    1. Lit.: “filhos”.