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    Hebreus, 7

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    Notas do capítulo
    • Hebreus 7 trata principalmente do sacerdócio de Melquisedeque e como ele se relaciona com o sacerdócio de Jesus. O capítulo destaca a superioridade do sacerdócio de Jesus em relação ao sacerdócio levítico, bem como a importância de sua morte e ressurreição para a salvação dos pecados. Aqui estão cinco versículos que se relacionam com os temas abordados em Hebreus 7, em ordem de proximidade com o capítulo:

    • Salmos 110:4: "O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque." Este versículo é citado várias vezes em Hebreus 7 para enfatizar a superioridade do sacerdócio de Melquisedeque sobre o sacerdócio levítico.

    • Hebreus 5:6: "Como também diz em outro lugar: Tu és sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque." Aqui, o autor de Hebreus cita novamente o Salmo 110:4 para apoiar seu argumento de que Jesus é o sumo sacerdote perfeito, segundo a ordem de Melquisedeque.

    • Hebreus 2:17: "Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo." Este versículo destaca a importância da humanidade de Jesus para sua função como sumo sacerdote.

    • Hebreus 9:15: "E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna." Aqui, o autor de Hebreus enfatiza a importância da morte de Jesus para a remissão dos pecados e a inauguração de um novo pacto.

    • Hebreus 10:10: "Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez." Este versículo destaca a importância da morte de Jesus como uma oferta única e suficiente para a santificação dos crentes.

    1 Este Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da derrota dos reis e o abençoou,

    2 ao qual Abraão ofereceu o dízimo de todos os seus despojos, é, conforme seu nome indica, primeiramente “rei de justiça” e, depois, rei de Salém, isto é, “rei de paz”.

    3 Sem pai, sem mãe, sem genealogia, a sua vida não tem começo nem fim; comparável sob todos os pontos ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.*1

    4 Considerai, pois, quão grande é aquele a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos seus mais ricos espólios.

    5 Os filhos de Levi, revestidos do sacerdócio, na qualidade de filhos de Abraão, têm por missão receber o dízimo legal do povo, isto é, de seus irmãos.

    6 Naquele caso, porém, foi um estrangeiro que recebeu os dízimos de Abraão e abençoou o detentor das promessas.

    7 Ora, é indiscutível: é o inferior que recebe a bênção do que é superior.

    8 De mais, aqui, os levitas que recebem os dízimos são homens mortais; lá, porém, se trata de alguém do qual é atestado que vive.*1

    9 Por fim, por assim dizer, também Levi, que recebe os dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão,

    10 pois ele já estava em germe no íntimo deste, quando aconteceu o encontro com Melquisedec.

    11 Se a perfeição tivesse sido realizada pelo sacerdócio levítico (porque é sobre este que se funda a legislação dada ao povo), que necessidade havia ainda de que surgisse outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedec, e não segundo a ordem de Aarão?

    12 Pois, transferido o sacerdócio, forçoso é que se faça também a mudança da Lei.

    13 De fato, aquele ao qual se aplicam estas palavras é de outra tribo, da qual ninguém foi encarregado do serviço do altar.

    14 E é notório que nosso Senhor nasceu da tribo de Judá, tribo à qual Moisés de nada encarregou ao falar do sacerdócio.

    15 Isto se torna ainda mais evidente se se tem em conta que este outro sacerdote, que surge à semelhança de Melquisedec,

    16 foi constituído não por prescrição de uma Lei humana, mas pela sua imortalidade.*1

    17 Porque está escrito: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec.

    18 Com isso, está abolida a antiga legislação, por causa de sua ineficácia e inutilidade.

    19 Pois a Lei nada levou à perfeição. Apenas foi portadora de uma esperança melhor que nos leva a Deus.

    20 E isso não foi feito sem juramento. Os outros sacerdotes foram instituídos sem juramento.

    21 Para ele, ao contrário, interveio o juramento daquele que disse: Jurou o Senhor e não se arrependerá: tu és sacerdote eternamente.

    22 E esta aliança da qual Jesus é o Senhor, é-lhe muito superior.

    23 Além disso, os primeiros sacerdotes deviam suceder-se em grande número, porquanto a morte não permitia que permanecessem sempre.

    24 Este, porque vive para sempre, possui um sacerdócio eterno.

    25 É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor.*1

    26 Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus,

    27 que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isso o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo.

    28 Enquanto a Lei elevava ao sacerdócio homens sujeitos às fraquezas, o juramento, que sucedeu à Lei, constitui o Filho, que é eternamente perfeito.