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    Romanos, 9

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    Notas do capítulo
    • Romanos 9 discute a eleição divina e a soberania de Deus na salvação. Paulo fala sobre como a escolha de Deus não depende do esforço humano ou da linhagem genealógica, mas é baseada na misericórdia e vontade divina. Ele também discute a relação entre judeus e gentios na salvação.

    • Mateus 22:14: "Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos". Este versículo enfatiza que a escolha divina é seletiva, e nem todos aqueles que são chamados são escolhidos.

    • Efésios 1:5: "Em amor nos predestinou para ele mesmo, para a adoção de filhos por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade". Isso mostra que Deus nos escolheu para sermos seus filhos antes mesmo da criação do mundo, de acordo com a sua vontade soberana.

    • 1 Pedro 2:9: "Mas vós sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz". Este versículo fala sobre como os crentes são um povo escolhido por Deus para proclamar a sua glória.

    • João 15:16: "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda". Isso mostra que a escolha daqueles que seguiriam a Jesus é feita por Ele, e não pelo homem.

    • Atos 13:48: "Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna". Isso demonstra a ideia de que aqueles que crêem são aqueles que foram destinados à vida eterna por Deus.

    1 Digo a verdade em Jesus Cristo, não minto; a minha consciência me dá testemunho pelo Espírito Santo:

    2 sinto grande pesar, incessante amargura no coração.

    3 Porque eu mesmo desejaria ser reprovado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne.

    4 Eles são os israelitas; a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a Lei, o culto, as promessas*1

    5 e os patriarcas; deles descende Cristo, segundo a carne, o qual é, sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém.

    6 Não quer dizer, porém, que a Palavra de Deus tenha falhado. Porque nem todos os que descendem de Israel são verdadeiros israelitas,*1

    7 como nem todos os descendentes de Abraão são filhos de Abraão; mas: É em Isaac que terás uma descendência que trará o teu nome (Gn 21,12).

    8 Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que serão considerados como descendentes.

    9 Realmente, a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho (Gn 18,10).

    10 E não somente ela, senão também Rebeca, que concebeu (dois filhos) de um só homem, Isaac, nosso patriarca.

    11 Antes mesmo que fossem nascidos, e antes que tivessem feito bem ou mal algum (para que fosse confirmada a liberdade da escolha de Deus,

    12 que depende não das obras, mas daquele que chama), foi dito a Rebeca: O mais velho servirá o mais moço (Gn 25,23).

    13 Como está escrito: Amei Jacó, porém aborreci Esaú (Ml 1,3).

    14 Que diremos, pois? Haverá injustiça em Deus? De modo algum!

    15 Porque ele disse a Moisés: Farei misericórdia a quem eu fizer misericórdia; terei compaixão de quem eu tiver compaixão (Ex 33,19).

    16 Dessa forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da misericórdia de Deus.

    17 Por isso, diz a Escritura ao faraó: Eis o motivo por que te suscitei, para mostrar em ti o meu poder e para que se anuncie o meu nome por toda a terra (Ex 9,16).

    18 Portanto, ele tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer.*1

    19 Tu me dirás talvez: “Por que ele ainda se queixa? Quem pode resistir à sua vontade?”.

    20 Mas quem és tu, ó homem, para contestar a Deus? Porventura o vaso de barro diz ao oleiro: “Por que me fizeste assim?”.

    21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro para fazer da mesma massa um vaso de uso nobre e outro de uso vulgar?

    22 (Onde, então, está a injustiça) em ter Deus, para mostrar a sua ira e manifestar o seu poder, suportado com muita paciência os objetos de ira preparados para a perdição,*1

    23 mostrando as riquezas da sua glória para com os objetos de misericórdia que, de antemão, preparou para a glória?

    24 (Esses somos nós, que ele chamou não só dentre os judeus, mas também dentre os pagãos.) É o que ele diz em Oseias:

    25 Chamarei meu povo ao que não era meu povo, e amada a que não era amada.

    26 E no lugar mesmo em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, ali serão chamados filhos de Deus vivo (Os 2,1).

    27 A respeito de Israel, exclama Isaías: Ainda que o número de filhos de Israel fosse como a areia do mar, só um resto será salvo;

    28 porque o Senhor realizará plenamente e prontamente a sua palavra sobre a terra (10,22s).

    29 E ainda como predisse Isaías: Se o Senhor dos exércitos não nos tivesse deixado um rebento, ficaríamos como Sodoma, seríamos como Gomorra (Is 1,9).

    30 Então, que diremos? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justificação, a que vem da fé,

    31 ao passo que Israel, que procurava uma Lei que desse a justificação, não a encontrou.

    32 Por quê? Porque Israel a buscava como fruto não da fé, e sim das obras. E tropeçou na pedra do escândalo,

    33 como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de escândalo, um rochedo que faz cair; quem nele crer não será confundido (Is 8,14; 28,16).