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    São João, 19

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    Notas do capítulo
    • São João 19 relata a crucificação de Jesus. O capítulo descreve em detalhes a cena da condenação de Jesus por Pilatos, sua flagelação e coroação de espinhos, a caminhada para o Gólgota, a crucificação e, finalmente, a morte de Jesus. Aqui estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em São João 19:

    • Salmos 22:18: "Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes." Este verso profético do Salmo 22 é citado em João 19:24, onde é mencionado como sendo cumprido durante a crucificação de Jesus, quando os soldados romanos lançaram sorte para decidir quem ficaria com suas vestes.

    • Isaías 53:3: "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum." Este verso do livro de Isaías é frequentemente associado a Jesus, especialmente em relação à sua crucificação e sofrimento. Ele reflete a ideia de que Jesus foi rejeitado e menosprezado pelos homens.

    • Salmos 69:21: "Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre." Este verso do Salmo 69 é citado em João 19:28-29, onde é mencionado como sendo cumprido durante a crucificação de Jesus, quando ele disse "Tenho sede" e os soldados lhe deram vinagre para beber.

    • Isaías 53:12: "Pelo que lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu." Este verso de Isaías é frequentemente associado a Jesus, especialmente em relação à sua crucificação e morte. Ele reflete a ideia de que Jesus levou sobre si os pecados dos homens e intercedeu por eles.

    • Zacarias 12:10: "E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito." Este verso profético de Zacarias é citado em João 19:37, onde é mencionado como sendo cumprido durante a crucificação de Jesus, quando ele foi traspassado com uma lança.

    1 Pilatos mandou então flagelar Jesus.

    2 Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura.

    3 Aproximavam-se dele e diziam: “Salve, rei dos judeus!”. E davam-lhe bofetadas.

    4 Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: “Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação”.

    5 Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: “Eis o homem!”.

    6 Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: “Crucifica-o! Crucifica-o. Falou-lhes Pilatos: “Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma”.

    7 Responderam-lhe os judeus: “Nós temos uma Lei, e segundo essa Lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus”.

    8 Essas palavras impressionaram Pilatos.

    9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: “De onde és tu?”. Mas Jesus não lhe respondeu.

    10 Pilatos então lhe disse: “Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?”.

    11 Respondeu Jesus: “Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior”.

    12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: “Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador”.

    13 Ouvindo essas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata.*1

    14 (Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: “Eis o vosso rei!”.*1

    15 Mas eles clamavam: “Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!”. Pilatos perguntou-lhes: “Hei de crucificar o vosso rei?”. Os sumos sacerdotes responderam: “Não temos outro rei senão César!”.

    16 Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. (= Mt 27,32-56 = Mc 15,21-41 = Lc 23,26-49)

    17 Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota.*1

    18 Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.

    19 Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus”.

    20 Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.

    21 Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: “Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus”.

    22 Respondeu Pilatos: “O que escrevi, escrevi”.

    23 Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura.

    24 Disseram, pois, uns aos outros: “Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será”. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.

    25 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.

    26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”.

    27 Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua mãe.

    28 Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: “Tenho sede”.

    29 Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca.*1

    30 Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: “Tudo está consumado”. Inclinou a cabeça e entregou o espírito.

    31 Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.*1

    32 Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.

    33 Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,

    34 mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.

    35 O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.

    36 Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).*1

    37 E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10). (= Mt 27,57-61 = Mc 15,42-47 = Lc 23,50-56)

    38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus.

    39 Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.

    40 Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.

    41 No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.

    42 Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo. (= Mt 28,1-10 = Mc 16,1-10= Lc 24,1-12)