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    São Marcos, 8

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 8 do livro de Marcos começa com a história da alimentação dos quatro mil, onde Jesus multiplicou sete pães e alguns peixes para alimentar uma multidão de pessoas. Em seguida, Jesus e seus discípulos viajam para a região de Betsaida, onde ele realiza a cura de um cego. Depois, Jesus faz a pergunta aos seus discípulos: "E vocês, quem dizem que eu sou?" (Marcos 8:29). Pedro responde que ele é o Cristo, e Jesus os alerta para que não contem a ninguém sobre ele. Em seguida, Jesus ensina sobre o seu sofrimento, morte e ressurreição. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em São Marcos 8.

    • Salmos 146:8: "O Senhor dá vista aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos." Este versículo destaca a habilidade de Deus para curar a cegueira, o que se relaciona com a história da cura do cego em Marcos 8.

    • Isaías 35:5-6: "Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo cantará de alegria." Este versículo também se refere à cura de cegos, surdos e coxos, e ilustra a capacidade de Deus para realizar milagres.

    • Mateus 16:16: "Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Este versículo é semelhante ao relato de Marcos 8:29, onde Pedro reconhece Jesus como o Messias.

    • Lucas 9:23: "E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me." Este versículo se relaciona com a discussão de Jesus sobre o seu próprio sofrimento, morte e ressurreição em Marcos 8:31-33.

    • Mateus 28:6: "Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia." Este versículo se refere à ressurreição de Jesus e reforça a mensagem que Jesus compartilhou com seus discípulos em Marcos 8:31-33 sobre sua própria morte e ressurreição.

    1 Naqueles dias, como fosse novamente numerosa a multidão, e não tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse:

    2 “Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer.

    3 Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe!”.

    4 Seus discípulos responderam-lhe: “Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto?”.

    5 Mas ele perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” “Sete” –, responderam.

    6 Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo.

    7 Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los.

    8 Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos.

    9 Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu.

    10 E, embarcando depois com seus discípulos, foi para o território de Dalmanuta. (= Mt 16,1-12 = Lc 11,29-32)

    11 Vieram os fariseus e puseram-se a disputar com ele e pediram-lhe um sinal do céu, para pô-lo à prova.

    12 Jesus, porém, suspirando no seu coração, disse: “Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: jamais lhe será dado um sinal”.

    13 Deixou-os e seguiu de barca para a outra margem.

    14 Aconteceu que eles haviam esquecido de levar pães consigo. Na barca havia um único pão.

    15 Jesus advertiu-os: “Abri os olhos e acautelai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes!”.*1

    16 E eles comentavam entre si que era por não terem pão.

    17 Jesus percebeu-o e disse-lhes: “Por que discutis por não terdes pão? Ainda não tendes refletido nem compreendido? Tendes, pois, o coração insensível?

    18 Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais mais?

    19 Ao partir eu os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos recolhestes cheios de pedaços?”. Responderam-lhe: “Doze”.

    20 “E quando eu parti os sete pães entre os quatro mil homens, quantos cestos de pedaços levantastes?” “Sete” – responderam-lhe.

    21 Jesus disse-lhes: “Como é que ainda não entendeis?”.

    22 Chegando eles a Betsaida, trouxeram-lhe um cego e suplicaram-lhe que o tocasse.

    23 Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora da aldeia. Pôs-lhe saliva nos olhos e, impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: “Vês alguma coisa?”.

    24 O cego levantou os olhos e respondeu: “Vejo os homens como árvores que andam”.

    25 Em seguida, Jesus lhe impôs as mãos nos olhos e ele começou a ver e ficou curado, de modo que via distintamente de longe.

    26 E mandou-o para casa, dizendo-lhe: “Não entres nem mesmo na aldeia”. (= Mt 16,13-23 = Lc 9,18-22)

    27 Jesus saiu com os seus discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe, e pelo caminho perguntou-lhes: “Quem dizem os homens que eu sou?”.

    28 Responderam-lhe os discípulos: “João Batista; outros, Elias; outros, um dos profetas”.

    29 Então, perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Respondeu Pedro: “Tu és o Cristo”.*1

    30 E ordenou-lhes severamente que a ninguém dissessem nada a respeito dele.*1

    31 E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem padecesse muito, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, mas ressuscitasse depois de três dias.

    32 E falava-lhes abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo.

    33 Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: “Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens”.

    34 Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: “Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

    35 Porque o que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, irá salvá-la.

    36 Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?*1

    37 Ou que dará o homem em troca da sua vida?

    38 Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos”.