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    2Jo

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    Ap

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    Notas do capítulo
    • Baruc 2 é um capítulo do Antigo Testamento que apresenta uma oração penitencial escrita pelo profeta Baruc em nome do povo de Israel, que está sofrendo as consequências do exílio na Babilônia devido a sua desobediência a Deus. Nesta oração, Baruc reconhece os pecados do povo e pede a Deus que tenha misericórdia e perdoe seus pecados. A seguir estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em Baruc 2, em ordem de proximidade com o capítulo:

    • Jeremias 14:20: "Nós reconhecemos, ó Senhor, nossas impiedades, a iniquidade de nossos pais; porque pecamos contra ti." Este versículo reconhece a culpa do povo de Israel pelos pecados que cometeu contra Deus, tema central da oração de Baruc.

    • Salmos 106:6: "Pecamos como nossos pais, cometemos iniquidade, fomos ímpios." Este verso reconhece a conexão entre os pecados do povo de Israel e os pecados de seus antepassados, como mencionado por Baruc em sua oração.

    • Salmos 130:3-4: "Se tu, Senhor, observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido." Este versículo destaca a natureza misericordiosa de Deus, um tema que é central na oração de Baruc.

    • Neemias 9:17: "Recusaram-se a obedecer e não se lembraram dos teus maravilhosos feitos que fizeste entre eles; endureceram a sua nuca e, na sua rebelião, propuseram pôr um chefe para voltarem à sua escravidão. Mas tu és um Deus que perdoa, clemente e misericordioso, tardio em irar-se e grande em bondade, e não os abandonaste." Este versículo destaca a natureza perdoadora de Deus, um tema importante na oração de Baruc.

    • Isaías 55:6-7: "Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar." Este versículo destaca a importância da busca por Deus e do arrependimento, temas centrais na oração de Baruc.

    1 Assim sendo, pôs o Senhor em execução a ameaça que, contra nós, havia pronunciado, e contra os nossos chefes que governavam Israel, os nossos reis e príncipes e todo Israel e Judá;

    2 a ameaça de lançar sobre nós calamidades tais como nunca, sob o céu, ocorreram semelhantes ao que se passou em Jerusalém. Foi visto realizar-se o que na Lei de Moisés se encontra:*1

    3 chegar cada um de nós a comer a carne do filho ou da filha.

    4 Entregou-os ao domínio de todos os reinos que nos cercavam, e os tornou objeto de opróbrio e maldição para todos os povos, em cujo meio o Senhor os havia dispersado.

    5 Assim passaram a ser súditos em lugar de senhores, porque cometemos o pecado contra o Senhor, nosso Deus, e lhe desatendemos à voz.

    6 O Senhor, nosso Deus, é justo. Nós é que hoje devemos corar de pejo, assim como nossos pais.

    7 Aconteceram todas as calamidades de que nos ameaçara o Senhor.

    8 E nós não tentamos abrandar a cólera do Senhor contra nós, renunciando aos pensamentos perversos de nosso coração.

    9 E assim, o Senhor que velava sobre a calamidade, desencadeou-a sobre nós. Todavia, o Senhor é justo em todos os acontecimentos que nos impôs

    10 porque nenhuma atenção prestamos ao seu aviso que consistia em seguir os mandamentos que o Senhor nos havia imposto.

    11 E agora, Senhor, Deus de Israel, que fizestes sair o vosso povo do Egito pela força de vossa mão, com milagres e prodígios por um efeito do poder de vosso braço, que criastes um nome até hoje:

    12 pecamos, é verdade, e procedemos como ímpios, Senhor, nosso Deus, praticando o mal contra todos os vossos preceitos.

    13 Dignai-vos desviar de nós a vossa cólera, porque não passamos de uns poucos restantes entre as nações pelas quais nos dispersastes!*1

    14 Atendei, Senhor, à nossa prece suplicante e, por vosso amor, salvai-nos. Fazei-nos encontrar perdão ante os olhos daqueles que nos deportaram,

    15 a fim de que o mundo saiba que vós sois o Senhor, nosso Deus. Porventura, não é de vosso nome que provém o de Israel e de sua linhagem?

    16 Lançai, Senhor, o vosso olhar sobre nós lá do alto de vossa morada santa e atendei à nossa voz. Inclinai vossos ouvidos, Senhor, a fim de nos ouvir.

    17 Abri os vossos olhos, e volvei-os sobre nós! Não são os mortos das moradas subterrâneas, cujo sopro se lhes desprendeu das entranhas, que rendem glória ao Senhor, e louvam sua justiça,

    18 e sim a alma viva, por mais acabrunhada que esteja de tristeza, aquele que caminha curvado e esfalfado, o olhar desfalecido, e a alma a penar de fome – estes vos rendem glória e louvam a vossa justiça, ó Senhor.*1

    19 Não é em nome dos méritos de nossos pais e reis que vos apresentamos nossa súplica, Senhor, nosso Deus.

    20 Pois (é com razão) que desencadeastes sobre nós a vossa cólera e furor, como o predissestes por intermédio dos profetas, vossos servos.

    21 ‘Eis o que diz o Senhor: dobrai a cerviz e servi ao rei da Babilônia; assim ficareis na terra que dei a vossos pais.*1

    22 Se não atenderdes ao aviso que vos deu o Senhor, vosso Deus, de submeter-vos ao rei da Babilônia,

    23 farei calar nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém os gritos de alegria e júbilo, o cântico do noivo e da noiva, e a terra inteira se transformará em deserto inabitável.’

    24 Não escutamos, entretanto, vosso apelo para que nos submetêssemos ao rei da Babilônia. E executastes a ameaça que havíeis ordenado proferissem os profetas, vossos servos, de que os ossos de nossos reis e pais fossem arrebatados de suas sepulturas.

    25 E lá estão eles, expostos ao calor dos dias e ao frio das noites, após a morte de nossos pais, no sofrimento cruel da fome, da espada e da peste.*1

    26 Assim, foi por causa da malícia da casa de Israel e de Judá, que reduzistes o povo, que de vós recebeu o nome, ao estado em que hoje se encontra.

    27 E ainda, foi pela vossa bondade e misericórdia, Senhor, nosso Deus, que agistes conosco,

    28 como o declarastes por intermédio de vosso servo Moisés, no dia em que o impelistes a gravar por escrito a vossa Lei na presença dos israelitas:*1

    29 “Se não escutardes a minha voz, esta grande e vasta multidão será reduzida a um punhado de homens entre as nações, pelas quais os dispersarei.

    30 Bem sei que não me escutam. É um povo recalcitrante. Contudo, na terra do exílio, tomarão a peito esse caso,*1

    31 reconhecendo que sou eu o Senhor e Deus. Eu lhes darei então um coração apto a compreender e dóceis ouvidos.

    32 E lá na terra do exílio, eles me renderão louvores e se hão de recordar de meu nome.

    33 Ante a lembrança do destino de seus pais que pecaram contra o Senhor, renunciarão às suas obstinações e ao seu perverso proceder.

    34 Eu os trarei então para a terra que, sob juramento, havia prometido a seus pais, Abraão, Isaac e Jacó. Dela retomarão posse, e eu lá os multiplicarei, e seu número não mais diminuirá.

    35 Com eles estabelecerei eterna aliança; e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E jamais expulsarei Israel, meu povo, da terra que lhe outorguei”.