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    Jeremias, 14

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    Notas do capítulo
    • Jeremias 14 trata da falta de chuva em Judá e do clamor do povo a Deus para que ele envie chuva. No entanto, Deus diz a Jeremias que não enviará chuva porque o povo é ímpio e não se arrependeu. O capítulo termina com Jeremias orando a Deus em nome do povo, pedindo perdão e ajuda. A seguir estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em Jeremias 14:

    • Deuteronômio 28:23-24: "O céu sobre a tua cabeça será de bronze, e a terra sob os teus pés, de ferro. O SENHOR dará por chuva sobre a tua terra pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que sejas destruído." Estes versículos mostram como a falta de chuva é um sinal de desaprovação de Deus, que pode levar à destruição.

    • 1 Reis 17:1: "Então Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: 'Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.'" Estes versículos falam sobre Elias, um profeta que, sob a ordem de Deus, trouxe a seca a Israel como um julgamento pelos pecados do povo.

    • 2 Crônicas 7:13-14: "Se eu cerrar o céu, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra." Estes versículos mostram que Deus prometeu perdoar e curar a terra se o povo se arrepender e orar a ele.

    • Isaías 55:10-11: "Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei." Estes versículos mostram como a chuva é um símbolo da palavra de Deus, que pode trazer vida e prosperidade.

    • Zacarias 10:1: "Pedí ao SENHOR chuva no tempo das chuvas tardias, sim, ao SENHOR, que faz os relâmpagos; e lhes dará chuva abundante, e a cada um, erva no campo." Este versículo fala sobre como Deus pode enviar chuva e prosperidade se o povo orar e pedir com fé.

    1 Eis o que diz o Senhor a Jeremias, a propósito da seca:*1

    2 Judá está coberta de luto, e às suas portas enlanguesce o povo, a cabeça pendida para a terra. De Jerusalém se levanta um clamor de angústia.

    3 Os grandes da cidade enviaram os servos à procura de água. Encaminham-se estes às cisternas; água, porém, não encontram, e voltam com os recipientes vazios, envergonhados, confundidos, cobertas as cabeças.

    4 Fende-se o solo todo, porque a chuva não rega a terra. Decepcionam-se os lavradores e cobrem suas cabeças.

    5 Até a corça no campo abandona a cria, por falta de pastagem.

    6 Mantêm-se nos montes os asnos selvagens, aspirando o ar como chacais. Seus olhos perderam o brilho, pois que não há erva.

    7 Ó Senhor, se nos acusam nossas iniquidades, agi de acordo com a honra de vosso nome. São, na verdade, numerosas nossas infidelidades; pecamos contra vós.

    8 Senhor, esperança de Israel, vós que sois o seu salvador no tempo da desgraça, por que sois qual estrangeiro nessa terra, viajante de uma noite apenas?

    9 Por que sois como um homem desvairado, como um guerreiro que não nos pode mais defender? No entanto, Senhor, permaneceis entre nós, e é o vosso nome que trazemos. Não nos abandoneis!

    10 Eis o que diz o Senhor acerca desse povo: “Compraz-se ele em vaguear, e não sabe deter os seus pés. Deles o Senhor não se agrada”. Lembrando-se de suas iniquidades, castiga-o por causa de seus pecados.*1

    11 Disse-me o Senhor em seguida: “Não intercedas em favor desse povo.

    12 Se jejuar, não escutarei seus lamentos, e se oferecer holocaustos e oblações não os aceitarei. Quero destruí-los pela espada, pela fome e pela peste”.

    13 Eu, porém, lhe respondi: “Ah, Senhor JAVÉ, olhai para o que dizem os profetas: a espada não vos atingirá e não sofrereis fome, pois que nesse lugar eu vos darei paz e segurança”.

    14 Replicou, porém, o Senhor: “São mentiras que proferiram os profetas em meu nome. Não os enviei, não lhes dei ordem, e nem mesmo lhes falei. Visões de mentiras, adivinhações vãs, invenções de suas mentes, eis o que profetizam!”.

    15 Por isso, eis o que diz o Senhor: “Acerca dos profetas que em meu nome proferem oráculos, quando missão alguma lhes confiei, e que proclamam não haver espadas, nem fome nesta terra, serão eles que hão de perecer pela espada e pela fome.

    16 E os homens aos quais se dirigem serão lançados nas ruas de Jerusalém, vítimas da espada e da fome, sem que ninguém os venha sepultar, nem eles, nem suas mulheres, nem seus filhos e filhas; e sobre eles farei recair o mal que praticaram”.

    17 E tu lhes dirás: Que se me fundam em lágrimas os olhos, noite e dia sem descanso, porquanto de um golpe horrível foi ferida a virgem, filha de meu povo, e sua chaga não tem cura!

    18 Se saio pelos campos, encontro homens atravessados pela espada; e se regresso à cidade, eu vejo outros passando pelo tormento da fome. Até o profeta e o sacerdote perambulam sem rumo pela terra.

    19 Repelistes Judá, de verdade, e vossa alma se desgostou de Sião? Por que nos feristes de mal incurável? Esperamos a salvação; nada, porém, existe de bom; aguardamos a era de soerguimento, mas só vemos o terror!

    20 Senhor! Conhecemos nossa malícia e a iniquidade de nossos pais. Bem sabemos que pecamos contra vós.

    21 Pela honra, porém, de vosso nome, não nos abandoneis, nem desonreis o vosso trono de glória. Lembrai-vos! E não rompais o pacto que conosco firmastes.

    22 Haverá, entre os vãos ídolos dos pagãos, algum que provoque a chuva? Ou é o céu que proporciona os aguaceiros? Não! Sois vós, Senhor, nosso Deus, vós, em quem depositamos nossa esperança; vós, que todas essas coisas haveis criado.*1