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    Jeremias, 13

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    Notas do capítulo
    • Jeremias 13 descreve a visão que Deus deu a Jeremias de um cinto de linho estragado, que simbolizava a infidelidade do povo de Israel em relação a Deus. Abaixo estão cinco versículos relacionados com os temas abordados nesse capítulo, em ordem de proximidade com os temas:

    • Isaías 1:18: "Vinde então, e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a branca lã." Este versículo fala da oferta de Deus de perdão e purificação para aqueles que se arrependem de seus pecados e se voltam para ele.

    • Jeremias 2:13: "Pois o meu povo cometeu dois males: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva, e cavaram cisternas rotas, cisternas que não retêm água." Este versículo fala da infidelidade do povo de Israel em buscar outras fontes de satisfação e segurança em vez de Deus.

    • Ezequiel 16:15-16: "Mas tu confiaste na tua formosura, e te prostituíste por causa da tua fama, e derramaste as tuas prostituições por toda a parte, e por isso foste possuída por todos os que passavam; e tomaste dos teus vestidos, e fizeste lugares altos, bordados de várias cores, e te prostituíste sobre eles; coisas semelhantes não sucederam, nem hão de suceder." Este versículo fala da infidelidade de Israel em buscar a atenção e a aprovação dos outros em vez de confiar em Deus.

    • Oséias 10:12: "Semeai para vós em justiça, colhei segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós." Este versículo fala da importância de buscar a justiça e a misericórdia de Deus em vez de confiar em nossas próprias forças e recursos.

    • Romanos 6:23: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." Este versículo fala das consequências do pecado e da oferta de vida eterna que Deus dá através de Jesus Cristo.

    1 Disse-me o Senhor: “Vai e compra um cinto de linho e coloca-o sobre os rins, sem, contudo, mergulhá-lo na água”.*1

    2 Comprei-o, conforme ordenara o Senhor, e com ele me cingi.

    3 Pela segunda vez, assim me falou o Senhor:

    4 “Toma o cinto que compraste e que trazes contigo e encaminha-te para as margens do Eufrates. Lá ocultarás esse cinto na cavidade de um rochedo”.

    5 Fui assim escondê-lo, junto do Eufrates, como me havia dito o Senhor.

    6 Tempos depois, voltou o Senhor a dizer-me: “Põe-te a caminho em demanda das margens do Eufrates, a fim de buscar o cinto que, conforme minhas ordens, lá escondeste”.

    7 Dirigi-me, então, ao rio e, tendo cavado, retirei o cinto do local onde o escondera. O cinto, porém, apodrecera, e para nada mais servia.

    8 Então, nestes termos, foi-me dirigida a palavra do Senhor:

    9 “Eis o que diz o Senhor: assim também destruirei a soberba de Judá, e o orgulho imenso de Jerusalém.

    10 Esse povo perverso que recusa executar-me as ordens, que segue os pendores do coração empedernido, que corre aos deuses estranhos para render-lhes homenagens e prostrar-se ante eles, se tornará semelhante a esse cinto sem mais serventia alguma.

    11 À semelhança de um cinto que se prende aos rins de um homem, assim uni a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá – oráculo do Senhor –, a fim de que constituíssem meu povo, minha honra, glória e ufania. Elas, porém, não obedeceram”.

    12 “Vai, portanto, e assim lhes fala: Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: uma vasilha é destinada a ser enchida de vinho. Responderão eles: bem sabíamos que toda vasilha é para ser enchida de vinho!

    13 Mas tu lhes dirás: Eis o que diz o Senhor: Vou encher de embriaguez todos os habitantes desta terra: os reis que ocupam o trono de Davi, os sacerdotes, os profetas e a população inteira de Jerusalém;

    14 e vou quebrá-los, uns contra os outros, pais e filhos – oráculo do Senhor –, sem que compaixão, piedade ou perdão me impeçam de destruí-los.”*1

    15 Escutai, prestai ouvidos e não vos enchais de orgulho, pois quem fala é o Senhor.*1

    16 Rendei glória ao Senhor, vosso Deus, antes que surjam as trevas, e antes que se choquem vossos pés nos montes invadidos pelas sombras. A luz que esperais será transformada em escuridão, pois que ele a converterá em noite profunda.

    17 Se não prestardes ouvidos, a minha alma derramará lágrimas em segredo por vosso orgulho, e meus olhos se fundirão em pranto, por causa da deportação do rebanho do Senhor.

    18 Dize ao rei e à rainha: sentai-vos no chão, porque caiu de vossa cabeça o diadema que a ornava.

    19 As cidades do sul estão fechadas, e não há quem as abra. Judá foi arrebatada; completou-se a deportação.

    20 Ergue os olhos; vê os que chegam do norte. Onde está o rebanho que te fora confiado, onde os carneiros que constituíam tua glória?

    21 Que dirás, quando Deus te der por senhores aqueles que exercitaste contra ti? E acaso não se apossarão de ti dores quais as da mulher que está de parto?

    22 Se vieres a dizer em teu coração: “Por que me acontecem tais coisas?”. É por causa da enormidade de tua falta que foram levantadas as tuas vestes e puseram brutalmente teu calcanhar a nu.

    23 Pode um etíope mudar a própria pele? Ou um leopardo apagar as malhas de que se reveste? E vós, como podereis praticar o bem, se estais impregnados de maldade?

    24 Eu os dispersarei como palha que o vento do deserto arrebata.

    25 Tal é teu destino, a partilha que receberás de mim – oráculo do Senhor –, porque te esqueceste de mim, confiando no que é apenas mentira.

    26 Até a cabeça erguerei tuas vestes, a fim de expor aos olhares tua nudez!

    27 Teus adultérios e desregramentos, e tua luxúria infame nas colinas e nos campos, todas essas abominações, eu as vi. Desgraçadas de ti, Jerusalém! Por quanto tempo, ainda, permanecerás impura?