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    Sabedoria, 15

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 15 do Livro da Sabedoria descreve a vaidade dos ídolos e a superioridade do Deus verdadeiro e vivo. A mensagem central é que os ídolos são criaturas sem vida que não têm o poder de agir, pensar ou responder aos seus adoradores. Em contraste, o Deus vivo é o criador de todas as coisas e é digno de adoração e louvor. Seguem abaixo cinco versículos relacionados com os temas abordados neste capítulo:

    • Isaías 44:10: "Quão insensato é aquele que faz um deus, um ídolo para seu próprio prejuízo!" Este versículo destaca a tolice de adorar ídolos, que são feitos por mãos humanas e são incapazes de salvar ou ajudar os seus adoradores.

    • Salmo 115:4-8: "Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; som algum lhes sai da garganta." Esse salmo descreve a inutilidade dos ídolos e a sua incapacidade de agir, pensar ou falar.

    • Isaías 40:18-19: "A quem comparareis a Deus, e que semelhança poreis diante dele? A imagem esculpida, e quem a fundiu, para que seja outro que não seja um nulo?" Esses versículos destacam a superioridade de Deus em relação aos ídolos e afirmam que não há ninguém ou nada que se possa comparar com Ele.

    • Jeremias 10:5: "Como estes ídolos são uma vara de junco, obra de um artífice, não podem falar; devem ser levados, porque não podem andar. Não tenhais medo deles, pois não podem fazer o mal, nem tampouco fazer o bem." Este versículo afirma que os ídolos são inúteis e sem poder, e que não há motivo para temê-los.

    • Isaías 45:20: "Congregai-vos, vinde, chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar." Este versículo destaca a tolice de adorar ídolos e afirma que aqueles que os adoram não têm conhecimento de Deus.

    1 Mas vós, Deus nosso, sois benfazejo e verdadeiro, vós sois paciente e tudo governais com misericórdia;*1

    2 com efeito, mesmo se pecamos, somos vossos, porque conhecemos vosso poder; mas não pecaremos, cientes de que somos considerados como vossos.*1

    3 Porque conhecer-vos é a perfeita justiça, e conhecer vosso poder é a raiz da imortalidade.*1

    4 Não fomos seduzidos pelas invenções da arte corruptora dos homens nem pelo vão trabalho dos pintores: borrada figura de cores misturadas,

    5 cuja vista excita os desejos dos insensatos, fantasma inanimado de uma imagem sem vida que provoca a paixão!*1

    6 Cativados pelo mal, não merecem esperar senão o mal, os que o fazem, os que o amam e os que o veneram.*1

    7 Eis, portanto, um oleiro que amassa laboriosamente a terra mole, e forma diversos objetos para nosso uso, mas da mesma argila faz vasos destinados a fins nobres e outros, indiferentemente, para usos opostos. Para qual destes usos cada vaso será aplicado? O oleiro será o juiz.

    8 Do mesmo barro, forma também, como obreiro perverso, uma vã divindade, ele que, ainda há pouco, nasceu da terra, e em breve voltará a ela, de onde foi tirado, quando lhe serão pedidas as contas de sua vida.

    9 Ele mesmo não tem preocupação alguma com o próprio desfalecimento, nem com a brevidade da vida; ele rivaliza, pelo contrário, com aqueles que trabalham o ouro e a prata, imita os que trabalham o cobre.

    10 Pó é o seu coração, mais vil que a terra sua esperança, e põe sua glória em fabricar objetos enganadores. E mais desprezível que o barro é sua vida,*1

    11 porque não reconheceu aquele que o formou, aquele que lhe inspirou uma alma ativa e lhe insuflou o espírito vital.*1

    12 Para ele a vida é um divertimento, e nossa existência um mercado lucrativo, “porque – diz ele –, é preciso aproveitar-se de tudo, mesmo do mal.”

    13 Mais que qualquer outro, esse homem sabe que peca, fazendo do mesmo barro vasos frágeis e ídolos.*1

    14 Ora, verdadeiramente, muitos insensatos, mais infortunados que a alma da criança, são os inimigos de vosso povo, que o oprimiram,*1

    15 porque eles também tiveram por deuses todos os ídolos das nações, que não podem servir-se de seus olhos para ver, que não têm nariz para aspirar o ar, nem ouvidos para ouvir, nem os dedos das mãos para apalpar, e cujos pés são incapazes de andar;

    16 foi, com efeito, um homem que os fez, formou-os alguém que recebeu a alma de empréstimo. Nenhum homem pode fazer um deus, mesmo semelhante a si próprio,

    17 porque, sendo ele próprio mortal, morto é tudo que produz com suas mãos ímpias. De fato, ele vale mais que os objetos que venera; ele, pelo menos, tem vida, enquanto os ídolos não a têm.

    18 Chega-se até a adorar os mais odiosos animais, que são piores ainda que os outros animais irracionais,*1

    19 que nem mesmo possuem o que outros seres vivos possuem: bastante beleza para serem amados, e que foram excluídos da aprovação e da bênção de Deus.